12/09/2026
Neste 24º Domingo do Tempo Comum, o evangelho nos convida a refletir profundamente sobre a misericórdia. Perdoar é uma das atitudes mais exigentes na vida pessoal, familiar e comunitária. Não é simples: desafia nosso orgulho, nossa justiça humana e até mesmo nossos sentimentos mais íntimos. Perdoar não significa esquecer ou ignorar o erro, mas sim escolher não carregar o peso da mágoa; é um ato de coragem e de amor que pode transformar destinos; é o gesto que nos torna semelhantes a Deus e nos abre para a verdadeira comunhão. Jesus ensina que a reconciliação não é opcional, mas condição para entrar no Reino dos Céus. Pedro, ao perguntar se deveria desculpar até sete vezes, revela a lógica humana que busca limites. Mas Jesus responde com “setenta vezes sete”, indicando que a misericórdia deve ser ilimitada, sem cálculo, porque assim é o amor de Deus. Muitas vezes nos acomodamos em uma vida aparentemente correta: rezamos, participamos da comunidade, buscamos os sacramentos. No entanto, se não conseguimos relevar ofensas, tudo isso perde sentido. Da mesma forma, não faz sentido buscar o sacramento da confissão se o coração permanece fechado à compaixão. O sacramento é encontro com a misericórdia divina, mas exige de nós coerência: acolher o perdão e torná-lo vida concreta nas nossas relações. Guardar rancor, alimentar mágoas, recusar a reconciliação é contradizer a própria graça que recebemos. Sem reconciliação, não há sacramento que se sustente, não há vida cristã autêntica.
Os horários das celebrações deste fim de semana estão no card acima. Escolha um horário e participe, pois Jesus chama a não colocar limites na compaixão, porque a indulgência é o reflexo mais claro do amor divino em nós.