03/04/2026
Pessach — Páscoa
Pessach (פֶּסַח), palavra hebraica que significa “passar por cima” ou “poupar, proteger”, refere-se ao momento em que o Eterno passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, preservando-os da última praga, a morte dos primogênitos (Êxodo 12:13, 23, 27). Este evento marca a libertação do povo hebreu da escravidão egípcia após séculos de opressão sob Faraó. Antes da saída, o Eterno enviou dez pragas sobre o Egito — sangue, rãs, piolhos, moscas, peste nos animais, úlceras, saraiva, gafanhotos, trevas e a morte dos primogênitos — julgando os deuses egípcios e demonstrando Seu domínio absoluto sobre toda a criação (Êxodo 7–12). Por ordem divina, cada família israelita deveria sacrificar um cordeiro, colocar o sangue nos umbrais das portas e comer a refeição pascal com pães sem fermento e ervas amargas como memorial perpétuo (Êxodo 12:5–14). Assim, o Eterno revelou Sua fidelidade à aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó, conduzindo Israel para fora do Egito com mão forte e braço estendido (Êxodo 6:6; 12:31–42). A celebração foi estabelecida na Torá como memorial a ser transmitido de geração em geração, lembrando continuamente a libertação da escravidão (Êxodo 12:24–27; 13:8). Conforme Levítico 23:5–6, Pessach ocorre no dia 14 do mês de Nissan, ao entardecer, seguido pela Festa dos Pães Asmos a partir do dia 15.
Após a saída, o povo de Israel chegou diante do Mar Vermelho, onde o Eterno realizou um dos maiores milagres da história bíblica: as águas se abriram, permitindo que Israel atravessasse em terra seca, enquanto o exército egípcio foi derrotado quando o mar retornou ao seu curso (Êxodo 14:21–31). Esse acontecimento confirmou definitivamente a libertação e revelou o cuidado e a soberania do Eterno sobre Seu povo. Desde então, Pessach permanece como uma celebração anual ordenada na Torá para os israelitas, recordando, geração após geração, a passagem da escravidão para a liberdade e mantendo viva até os dias de hoje a memória da redenção realizada pelo Eterno.