17/03/2026
João 8:1-11 | ARC
[11b] "[...] E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais".
Da mesma forma que Estevão foi acusado, em Atos, os escribas acusaram a mulher de forma constrangedora e, claramente, homicida, afinal, tal ato, a época, era punido com apedrejamento.
Nos dias atuais, não há tanta diferença, frente ao citado na palavra, os julgamentos são tão cruéis quanto ao imputado a mulher que adulterou. Cristo, por sua vez, não a julgou e a perdoou, e assim como fez a ela, faz a nós, perdoando nossos pecados.
Os fariseus rotularam a mulher pelo seu pecado, como alguém descartável, afinal, o ser humano ali não tinha valia, e sim, o seu erro. O uso da sua falha foi unicamente para emboscada Jesus, mas Ele, observando a ação dos mestres, sabia como agir, mas não com uma frase de efeito, mas sim, com seu amor frente a tantos apontamentos a moça posta a sua frente.
Apesar de tudo, o amor de Cristo não é permissivo quanto ao pecado, porém, é complacente quando há verdade no arrependimento. O erro não é minimizado, mas, é perdoado quando compreendemos onde está a falha e a corrigimos.
Trazendo uma atitude reversa ao exposto acima, a acusação fere, porém, quem é ferido pode agir como é dito em toda a Bíblia: Olhe para Cristo. A única ação a ser tomada por quem serve a Cristo e pecou, é tonar a olhar para Ele, diante da vergonha e se reconciliar.
A graça de Cristo absorve os nossos pecados. Cristo, em sua morte, levou sobre si todas as nossas transgressões. A distância do Senhor está mais pela vergonha em reconhecer o erro do que pelo próprio erro. A fuga é uma falsa esperança de que Ele não tenha conhecimento, ato que só nos prejudica, afinal, Ele já sabe o que foi feito, apenas aguarda o pedido verdadeiro de reconciliação.