28/09/2018
Na Igreja, muitos santos são estigmatizados pelo misticismo devido ao choque de culturas. Nada contra outras culturas, mas é sempre muito bom lembrar a verdadeira origem dos fatos. Muitos de nossos santos são cultuados também no candomblé e em outras religiões, mas a história é bem diferente. Na época da escravatura no Brasil, os escravos africanos criaram uma maneira criativa e inteligente de enganar os senhores de Engenho. Invocavam seus deuses Orixá, Oxalá, Ogum como São Sebastião, São Jorge e Jesus, e os negros bantos identificaram Cosme e Damião como os orixás Ibejis em um sincretismo religioso. E fizeram o mesmo com outros santos também.
Tinham os escravos seus justos motivos para fazê-lo? Parece que sim, dada a violência de sua situação. Todavia é também um fato inquestionável que o sincretismo religioso, já em sua origem, foi pensado para enganar.
Tal situação viria a causar, posteriormente, muita confusão entre o povo católico brasileiro, especialmente entre as pessoas mais simples: situação esta que permanece, em maior ou menor grau, até hoje. No dia da celebração de S. Cosme e S. Damião, costumam-se distribuir doces às crianças, usando os nomes dos santos católicos para homenagear determinadas "entidades" espirituais infantis que compõem o panteão umbandista. No catolicismo, porém, Cosme e Damião não são crianças: como vimos, são médicos, irmãos gêmeos, que entregaram suas vidas como mártires. Celebrado seu dia em 26 de Setembro.
Senhor, dai-nos uma fé viva, livre de todas as misturas, uma fé nova, traduzida na vida e no amor aos irmãos. Por isso, proclamamos o Senhorio de Jesus em nossa vida, pois os santos não precisam de alimentos, pois eles já contemplam o Alimento da Vida, que é o próprio Senhor.
Fonte:
cancaonova.com
pt.aleteia.org
ofielcatolico.com.br