16/03/2026
A sanguessuga tem duas filhas, que se chamam Dá e Dá
Em 1995, os Mamonas Assassinas lançaram
a crítica social mais honesta da década.
E todo mundo achou graça.
“Eu queria um apartamento no Guarujá
mas o melhor que consegui foi um barraco em Itaquá.”
A música não era sobre pobreza.
Era sobre um pai insatisfeito criando filhos que aprenderam a medir a vida pelo que não têm.
O filhinho chora pelo avião.
A filhinha chora pelo diamante.
O cachorro baba pelo carro importado.
Ninguém nasceu assim.
Todos foram formados.
E o pai, que reclama dos filhos consumistas, é o mesmo que quer o apartamento no Guarujá, a TV nova, o carro do ano.
O problema não começou nos filhos.
Começou no coração do pai.
“Onde estiver o seu tesouro,
ali estará também o seu coração.”
— Mateus 6:21
E o coração do seu filho segue o sinal que você transmite, não o que você prega, o que você demonstra querer.
Trinta anos depois, o 1406 mudou de número.
Hoje se chama algoritmo.
O catálogo ficou infinito.
A fome, também.
Mas a raiz é a mesma: uma família inteira querendo o que a tela mostra e trabalhando para nunca chegar lá.
“Money que é good nóis num have.
Se nóis hevasse, nóis num tava aqui workando.”
Fé não é hereditária.
Consumismo, também não, ele é ensinado por osmose, pelo exemplo, pelo que você demonstra amar
quando ninguém está prestando atenção.
Só que seu filho está sempre prestando atenção.
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Nos dias 21 e 22 de março,
o Workshop de Educação Cristã existe
para pais que cansaram de transmitir
o que não querem passar.
Ferramentas práticas para um ensino eterno.
📅 21 e 22 de março
📍 Av. Cel. Travassos, 70 · Novo Hamburgo
🔗 Link na bio — vagas limitadas.