Comunidade Espírita Sol Nascente

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25/05/2026

A felicidade não abandona ninguém. Ela apenas muda de porta quando a criatura insiste em bater sempre no mesmo lugar da lamentação.

A queixa parece companhia, mas cobra caro. Primeiro ocupa a boca, depois a mente, depois a casa inteira. Tudo passa a ser lido pelo olhar da falta: o gesto que não veio, a resposta que demorou, a perda que ainda dói, a comparação que humilha em silêncio. E, enquanto a alma repete o inventário do que lhe foi negado, pequenas alegrias chamam sem serem atendidas.

A vida nova nem sempre chega com grande acontecimento. Muitas vezes aparece no copo d’água tomado com calma, na janela aberta depois de dias pesados, numa conversa simples, num pedido de perdão que amadureceu, numa tarefa cumprida sem revolta, numa prece curta feita sem teatro.

Quem se lamenta sem descanso acaba educando o próprio coração para reconhecer apenas ruínas. A dor pode ser legítima, a perda pode ser profunda, o cansaço pode ser real. Ainda assim, permanecer ajoelhado diante do sofrimento como se ele fosse senhor absoluto da existência é entregar ao passado um poder que Deus nunca lhe deu.

Há um momento em que a alma precisa parar de perguntar somente: “por que comigo?” e começar a perguntar: “o que ainda pode nascer de mim?”

A felicidade não grita. Ela chama baixo. Às vezes, chama pela coragem de limpar o quarto, cuidar do corpo, calar uma reclamação, visitar alguém, voltar ao trabalho, aceitar ajuda, agradecer uma coisa pequena.

Vida nova não espera que tudo fique perfeito.

Ela começa quando a criatura decide não transformar a própria dor em residência permanente.

25/05/2026
25/05/2026

Solidão

“**O presidente, porém, disse: – mas, que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: – seja crucificado**.” – (Mateus, 27:23.)

À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível.

Onde se encontram os que sorriram contigo no parque primaveril da primeira mocidade?
Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia? Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início?

Certo, ficaram...

Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.

Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...

Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...

Tua voz grita sem eco e o teu anseio se alonga em vão.

Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura?

Choras, indagas e sofres...

Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?

A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.

A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.

A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.

Não te canses de aprender a ciência da elevação.

Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.

Recorda-te dele e segue...

Não relaciones os bens que já espalhaste. Confia no Infinito Bem que te aguarda. Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento.

E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.

Emmanuel no livro Fonte Viva. Cap. 70. De Chico Xavier.

25/05/2026

Sentimento e razão

Nos círculos espiritistas, muito se tem falado de uma fé raciocinada, mas poucas vezes de uma razão iluminada.

Se é certo que o sentimento sem a fiscalização do raciocínio pode conduzir ao absurdo, o raciocínio sem o sentimento pó de conduzir ao absurdo mais lamentável.

O cérebro e o coração não podem viver separados na tarefa construtiva.

Sem a perfeita harmonia de ambos todo trabalho edificante torna-se impossível.

O primeiro sem o segundo fez o veneno ideológico da negação, com as suas nefastas consequências; o segundo sem o primeiro descansou nos domínios da fantasia e da extravagância dogmática. (...)

A razão é o caminho humano. O sentimento é a luz divina.

Por esse motivo todos os investigadores da verdade transcendente que percorram a estrada da experimentação, sem a fé, marcham às escuras e, não raro, esbarram na solidão e no desespero supremos.

Os espiritistas sinceros devem saber que a ciência e a filosofia do Planeta são um conjunto de verdades provisórias. Suas equações variam de cérebro a cérebro, como de escola para escola.

Sem estabilidade no tempo, ambas acompanham os vôos do sentimento, de quando em quando aceso pela fagulha do gênio, que despreza a rotina e o convencionalismo, para iluminar a estrada do futuro infinito.

Só o sentimento é bastante grande para elevar-se da esfera comum, quebrando as fórmulas rasteiras.

Emmanuel no livro Coletânea do Além. De Chico Xavier.

25/05/2026

No Futuro
23 de mai. de 2025

NO FUTURO...
Quando o homem gravar na própria alma
Os parágrafos luminosos da Divina Lei,
O companheiro não repreenderá o companheiro.
O irmão não denunciará outro irmão.
O cárcere cerrará suas portas,
Os tribunais quedarão em silêncio.
Canhões serão convertidos em arados,
Homens de armas volverão à sementeira do solo.
O ódio será expulso do mundo,
As baionetas repousarão,
As máquinas não vomitarão chamas
para o incêndio e para a morte,
Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.
A justiça será ultrapassada pelo amor.
Os filhos da fé não somente serão justos,
Mas bons, profundamente bons.
A prece constituir-se-á de alegria e louvor
E as casas de oração estarão consagradas
ao trabalho sublime da fraternidade suprema.
A pregação da Lei
Viverá nos atos e pensamentos de todos,
Porque o Cordeiro de Deus
Terá transformado o coração de cada homem Em tabernáculo de luz eterna,
Em que o seu Reino Divino
Resplandecerá para sempre.
EMMANUEL
Bom dia de muita Paz, Luz e Harmonia

25/05/2026

Refúgio

Ante as provas da vida
Imagine-te em Deus.

Todo trabalho é bênção.
Se te apoias em Deus.

Empeços e conflitos?
Não te afastes de Deus.

Lutas e incompreensões?
Refugia-te em Deus.

Ninguém vive, nem age.
Fora das Leis de Deus.

Vencerás hoje e sempre.
Entregando-te a Deus.

Emmanuel no livro Busca e Acharás. De Chico Xavier.

25/05/2026

A família que você recebeu talvez seja a parte mais desconfortável do seu plano espiritual.

Falar de reencarnação parece bonito quando envolve dons, proteção e encontros de alma. Difícil é aceitar que o lar que mais nos marca pode ser o campo onde antigas contas morais voltam à superfície pedindo reparação.

Ninguém cai por engano numa história familiar. A espiritualidade não sorteia sobrenomes. Pais, mães, irmãos, ausências, rejeições e silêncios podem fazer parte de uma engenharia profunda, nem sempre doce, mas espiritualmente precisa.

Isso não significa aceitar abuso, humilhação ou violência em nome da fé. Amor não obriga ninguém a permanecer onde a alma adoece. O ponto é outro: antes de chamar sua família de erro do destino, talvez seja necessário perguntar o que esse encontro revelou.

Algumas almas retornam como filhos de antigos desafetos. Outras nascem junto de quem feriram, abandonaram ou não souberam amar. O escândalo da reencarnação é este: os laços de sangue nem sempre unem afinidades, às vezes reúnem dívidas.

Por isso certas casas parecem campo de batalha. Muita gente chama de azar o que pode ser reajuste. Chama de injustiça o que talvez seja libertação. Chama de família difícil aquilo que, no plano invisível, pode ser uma reunião de espíritos antigos tentando aprender pela convivência o que recusaram pela consciência.

A cura familiar nem sempre chega com reconciliação bonita. Às vezes começa quando alguém interrompe o ciclo, para de repetir a dureza que recebeu e escolhe não devolver ao mundo a mesma ferida.

Você nasceu onde precisava aprender algo, mas não nasceu para ser prisioneiro da dor de ninguém. Honrar pai e mãe não é idolatrar erros. Perdoar não é fingir que nada aconteceu.

Sua família pode ser missão, espelho, prova, resgate ou alerta. Só não trate como acaso aquilo que talvez seja uma das páginas mais sérias do seu destino espiritual.

E se a família em que você nasceu não fosse uma bênção fácil, mas o reencontro espiritual com almas que você precisava aprender a amar, perdoar ou finalmente se libertar?

25/05/2026

Bom dia! ☀️
Reflita com o Momento Espírita! 🦋
Segunda-feira, 25 de maio de 2026.

*PODERÍAMOS SER MELHORES*

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*Transcrição do áudio a seguir:*

Raul Teixeira narra, em oratória de profundas reflexões, episódio ocorrido consigo e que lhe conferiu sábia lição.

Conta que foi a uma cidade e percebeu que, quando falava em determinada assembleia religiosa, os integrantes da outra instituição não compareciam.

E vice-versa. Aquilo lhe causou estranheza. Como os lidadores do bem, os que se encontram vinculados a uma Instituição que tem por objetivo espalhar a semente da boa nova, podem ter esse tipo de comportamento?

Ele mesmo se perguntou: Como falarei de Cristo, de paz, de trabalho, de Evangelho no meio dos cristãos de mal um com o outro?

Confessa que sofreu muito. Mas deu conta de todas as tarefas. De retorno à sua cidade, Niterói, chegou em casa, depôs a mala, sentou-se na cama e chorou.

Descreve que a sensação que tinha era de quem enxugava gelo com pano quente. Para quem ele fora pregar?

Recordou das palavras de advertência de Espírito amigo, que registrara:

Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa.

Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!

Angustiado, deixava que as lágrimas lhe lavassem a face, quando lhe apareceu o Espírito Camilo, seu benfeitor espiritual.

Olhou profunda e demoradamente a Raul, que se sentiu como que radiografado.

Então, lhe perguntou como se já não houvesse auscultado a alma do seu pupilo: Por que você chora?

Acabrunhado, Raul declinou as razões, extravasou toda sua tristeza. Quando concluiu, ouviu a voz do amigo:

Pois é, meu filho, e pensar que você já poderia estar longe de tudo isto.

A frase chocou o orador. Mas deu-se conta de que aquilo valia mesmo para ele.

E vale, igualmente, para nós. Essa é a realidade dos que sofremos com a injustiça, que nos martirizamos com a criminalidade, que nos sentimos violados em nossos direitos com a violência tranquilamente livre nas nossas sociedades.

Poderíamos ter saído desse tormento, deste mundo aturdido em que nos achamos.

Quantas vezes já ouvimos o chamado de Jesus. E, com tudo que ouvimos, que nos foi reprisado, ainda não nos unimos a Ele.

Poderíamos não mais viver as situações tristes que vivemos. Poderíamos ser melhores.

E, se fôssemos melhores, o mundo seria melhor. Já viveríamos o mundo de regeneração, de menos dores e mais trabalho no bem.

De menos maldade e maiores benefícios pela família humana.

Poderíamos estar vivendo a realidade crística: Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.

Isso é possível, de forma mais rápida. Basta nos decidirmos pela sua concretização.

Talvez, para acelerar nossa vontade, nos recordemos dos convites do suave nazareno:

Vem e segue-me. O meu jugo é suave e meu fardo é leve.

Vinde, benditos de meu pai para o reino que vos tenho preparado.

Redação do Momento Espírita, com narrativa extraída do curta Poderíamos ser melhores, disponível no e citação do cap. XX, item 4 de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.
Em *25.5.2026*

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