22/04/2026
Me chamo Mirian Marta Rodrigues Cândido Ferreira, tenho 55 anos.
Cheguei à igreja aos 20 anos de idade, em um momento extremamente delicado da minha vida, pois enfrentava uma grave doença estomacal: uma ferida aberta no estômago. Os médicos haviam afirmado que eu só poderia me alimentar com líquidos, sem qualquer possibilidade de ingerir alimentos sólidos.
Em uma terça-feira, fui levada por minha mãe a uma reunião, onde o pastor realizou uma oração com imposição de mãos. A partir daquele dia, perseverei nas correntes de fé e, pela misericórdia de Deus, fui curada. A ferida cicatrizou completamente.
Posteriormente, passei a participar das reuniões do grupo jovem, busquei a Deus com sinceridade,iniciei na evangelização e fui levantada a obreira. No entanto, em determinado momento, permiti que as lutas enfraquecessem a minha fé. Como consequência, afastei-me e permaneci distante por anos. A partir disso, minha vida entrou em declínio.
Minha família foi profundamente afetada: um dos meus filhos envolveu-se com o tráfico de dr**as, enquanto o mais novo adoeceu gravemente, chegando a ficar em coma por 20 dias — um período de grande sofrimento. Foi então que reconheci a necessidade de retornar a Deus.
Não foi um processo fácil. Compreendi que precisava vencer a mim mesma diariamente. Em um momento de descuido, durante um evento de trabalho, excedi-me no consumo de bebida alcoólica. Fiquei tão embriagada que, ao chegar ao quarto, já não tinha consciência de quem eu era. Ao ir ao banheiro, sentei-me e não consegui mais me levantar. Comecei a sentir fortes palpitações no coração e, em desespero, implorei a Deus por socorro, pedindo que não me deixasse morrer naquela condição.
Quando abri os olhos, estava deitada na cama, sem saber como havia chegado até ali. Naquele momento, tive a certeza de que Deus teve misericórdia de mim.
Durante todo esse período, meu esposo permaneceu firme na fé, servindo como obreiro, sendo inclusive curado de enfermidades, e perseverando em oração por mim. Tenho convicção de que suas orações foram fundamentais para que eu me levantasse.
Compreendi que, quando o sofrimento é financeiro ou familiar, com perseverança é possível alcançar a vitória. No entanto, quando o sofrimento é na alma, a sensação é de um abismo sem fim — e foi exatamente assim que me senti.
Determinada a mudar, em uma quarta-feira decidi retornar à igreja e comecei a perseverar. Enfrentamos inúmeras dificuldades, inclusive ameaças de morte devido ao envolvimento do meu filho com o crime, além de situações de rebeldia dentro de casa. Ainda assim, permaneci firme até que, finalmente, retornei verdadeiramente — não apenas à igreja, mas ao Senhor Jesus Cristo.
Voltei ao primeiro amor, fortaleci-me espiritualmente e tive coragem para abandonar tudo aquilo que me fazia mal, inclusive o trabalho em que estava. Fui acolhida pelos obreiros da Igreja Universal em Lagoinha, o que fez grande diferença na minha caminhada.
Batizei-me nas águas, passei a buscar o Espírito Santo com intensidade e integrei o grupo EVG. Gradualmente, tudo foi sendo transformado, e minha vida espiritual voltou a ser prioridade.
Em um domingo, durante a reunião da Santa Ceia, no momento da busca, uma obreira segurou minha mão, levou-me a um canto e buscou comigo. Naquele instante, o Espírito Santo desceu sobre mim e fui batizada.
Desde então, tenho a plena certeza de que Deus é comigo. Ele me resgatou da escuridão, e por isso sou eternamente grata. Sei que permanecer firme é uma luta constante e diária .
Guardo com muito carinho a data de 19 de julho de 2009, quando fui consagrada como obreira — um momento único em que o óleo foi derramado sobre a minha cabeça.
Hoje, posso afirmar que minha vida foi completamente restaurada. Em julho, completarei 18 anos servindo como obreira, com profunda gratidão ao Espírito Santo, ao meu esposo e à Igreja Universal, que foi instrumento de Deus para me resgatar do lamaçal e transformar a minha história.