18/02/2026
"Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós."
Tito 2: 7,8
Existe uma metáfora óbvia no famoso e incensado desfile das latinhas. Concomitante a crítica ao conservadorismo, há também uma crítica ao rótulo enganoso. O cristianismo moderno é mais estético do que ético, por isso vender um rótulo de perfeição familiar se torna mais importante do que de fato trabalhar para ter uma família saudável, de modo que o rótulo na lata pode apenas disfarçar a podridão do seu conteúdo. Há, porém, um perigo maior nessa crítica. O de convencer as pessoas de que, não sendo hipócritas, podem ostentar seus defeitos sem nenhum problema e conviver em harmonia com eles. O velho discurso de "prefiro ser errado em público do que viver uma vida de hipocrisia".
Ora, uma vida de acordo com a fé dos Evangelhos, exige de nós uma necessidade de melhora constante. Deus não quer pessoas fingindo ser santas e nem pessoas aceitando viver no erro. Deus quer pessoas comprometidas com a mudança, com a ética, com a honestidade, com o amor ao próximo, com a lealdade. Deus quer gente de verdade vivendo a verdade que diz professar. Não fomos chamados a ostentar um falso rótulo na lata, mas também não fomos chamados a nos conformarmos com nossa podridão interior. Mudemos por dentro todos os dias.