21/04/2025
Acordamos perdendo.
Hoje o dia amanhece mais nublado, mais chuvoso, mais triste.
Perdemos o Papa dos pobres.
Perdemos um exemplo de humildade e misericórdia íntima, forte e global.
Não só em suas palavras, homilias e textos,
mas principalmente em suas ações e caminhadas.
Perdemos uma voz impactante no campo progressista cristão.
Que o Senhor nos conforte.
Ele não foi apenas um líder.
Foi presença, foi gesto.
Foi coragem de denunciar, foi amor que atravessa fronteiras.
Sua partida nos fere, mas também nos convoca:
a seguir amando, lutando, acolhendo, servindo.
Como a oração da Paz do homem que deu nome ao seu Papado, sigo crendo que a Esperança nunca morre.
Senhor,
Fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais:
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém.