14/05/2021
Segundo a tradição do culto dos Eguns, é originário da África, mais precisamente da região de Oyó. O culto de Egungun, é exclusivo de homens, sendo Alápini o cargo mais elevado dentro do culto tendo como auxiliares os Ojés. Todo integrante do culto de Egungun é chamado de Mariwó.
No Brasil, o culto principal a egungum é praticado na ilha de Itaparica, no estado da Bahia, mas existem casas em outros estados.
O objetivo principal do cultos dos eguns é tornar visíveis os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. E, ao mesmo tempo que mantém a continuidade entre a vida e a morte, o culto mantém estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos (os dois níveis da existência). Assim, os babás trazem, para seus descendentes e fiéis, suas bênçãos e seus conselhos mas não podem ser tocados, e ficam sempre isolados dos vivos. Suas presença é rigorosamente controlada pelos ojé (sacerdotes do culto) e ninguém pode se aproximar deles.
Os egunguns se materializam, aparecendo para os descendentes e fiéis de uma forma espetacular, em meio a grandes cerimônias e festas, com vestes muito ricas e coloridas, com símbolos característicos que permitem estabelecer sua hierarquia. Os Babá Egun ou Egun Agbá (os ancestrais mais antigos) se destacam por estar cobertos com uma roupa específica de egum, chamada de eku na Nigéria ou "opá" na Bahia: são enfeitadas com búzios, espelhos e contas e por um conjunto de tiras de pano bordadas e enfeitadas que é chamado abalá, além de uma espécie de avental chamado "bantê", e por emitirem uma voz característica, gutural ou muito fina.
No símbolo egungum, está expresso todo o mistério da transformação de um ser deste mundo num ser do além, de sua convocação e de sua presença no Aiê (o mundo dos vivos). Esse mistério (Awô) constitui o aspecto mais importante do culto.