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16/03/2023

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Entrada Franca.

PRIMEIRO CULTO PROTESTANTE NO BRASILCristãos reformados tiveram a honra de terem realizado o primeiro culto evangélico n...
09/03/2023

PRIMEIRO CULTO PROTESTANTE NO BRASIL

Cristãos reformados tiveram a honra de terem realizado o primeiro culto evangélico no Brasil. Isso ocorreu em 10 de março de 1557. Neste ano corrente, esse evento tão especial completará 466 anos. Vamos falar um pouco sobre esse evento e seus desdobramentos neste artigo.

Logo após o descobrimento do Brasil, o vice-almirante e aventureiro francês Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1575), de 45 anos, teve a ideia de fundar uma colônia no Brasil – a França Antártica. Nesse intuito, liderou uma caravana de três navios, com 600 tripulantes e passageiros, rumo à terra recém-descoberta. Eles saíram de Hâvre de Grâce no dia 22 de julho de 1555 e chegaram à Baía de Guanabara no dia 10 de novembro do mesmo ano. O grupo se instalou na pequena ilha de Serigipe, onde foi construído o Forte Coligny.

Desejando um apoio moral e espiritual, Villegaignon escreveu uma carta ao reformador francês João Calvino (1509 – 1564) solicitando o envio de cristãos protestantes à nova colônia. A Igreja Reformada de Genebra atendeu ao pedido e enviou um grupo de 14 evangélicos, ou huguenotes (nome que se dá aos cristãos reformados de língua francesa), liderados por dois pastores, rev. Pierre Richier e rev. Guillaume Chatier. Eles tinham claro objetivo de implantar a fé reformada na nova colônia e também evangelizar os indígenas.

No dia 07 de março de 1557, os huguenotes enviados por Calvino chegaram ao Brasil, com outros 300 colonos franceses. O desembarque foi no dia 10 de março, uma quarta-feira. Nesse mesmo dia, numa pequena sala no centro da ilha, no Forte Coligny, foi realizado o primeiro culto reformado no Brasil. Na verdade, esse foi também o primeiro culto protestante/reformado nas Américas. Na ocasião, o pastor Richier pregou em francês sobre o verso 04 do Salmo 27: “Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo.”. Alguns dias depois, 21 de março, celebraram a primeira Santa Ceia, segundo o rito reformado, em solo brasileiro.

Infelizmente, o bom relacionamento de Villegaignon com os huguenotes durou pouco tempo. Villegaignon, que inicialmente parecia simpatizante à causa reformada, acusou-os de heresia e expulsou-os da colônia em outubro de 1557. Menos de três meses depois, no dia 04 de janeiro de 1558, o vice-almirante obrigou os cristãos reformados a retornarem à França, num velho navio. Lamentavelmente, por causa de muitas limitações, não havia condições para que todos pudessem fazer a viagem de retorno à Europa. Assim, cinco huguenotes se ofereceram para retornar à terra brasileira. Apesar de recebê-los amistosamente de volta, não demorou muito para que Villegaignon os acusasse de traição e espionagem. Como representante de Henrique VII, Villegaignon obrigou esses huguenotes a responder um questionário sobre alguns pontos da doutrina cristã e deu-lhes um tempo de doze horas para que apresentassem as respostas por escrito. Apesar de não serem teólogos, os cinco huguenotes responderam ao questionário, pela pena de Jean du Bourdel, o mais letrado dentre eles. O resultado foi uma belíssima confissão de fé que é conhecida como a Confissão de Fé da Guanabara ou Confissão Fluminense, assinada por todos eles, de próprio punho.

O vice-almirante Villegaignon declarou herética a confissão dos huguenotes e condenou-os à morte. No dia 9 de fevereiro de 1558, Jean du Bourdel, Matthieu Verneil e Pierre Bourdon, depois de agredidos e humilhados, foram estrangulados e lançados ao mar. O huguenote André Lafon vacilou em suas convicções e, também por ser o único alfaiate da colônia, foi poupado e ficou preso. Um huguenote chamado Jacques Le Balleur conseguiu fugir e foi para São Vicente. Porém, mais tarde foi levado preso para a Bahia e enforcado oito anos depois, no Rio de Janeiro. Ele e seus companheiros f**aram conhecidos como os mártires calvinistas (ou reformados) do Brasil e Villegaignon recebeu a justa alcunha de “o Caim da América”.

A França Antártica foi um fracasso e a aventura de Villegaignon durou menos de 11 anos. No dia 20 de janeiro de 1567, os franceses foram expulsos do Brasil por Mem de Sá Sottomayor (c.1500 – 1572), o terceiro governador geral do Brasil. Villegaignon retornou à França e escreveu obras contra a teologia reformada, sendo devidamente refutado por teólogos reformados. Ele faleceu em 1575, aos 65 anos.

A presença desses cristãos reformados em solo brasileiro, pouco mais de meio século depois da descoberta do Brasil, foi de pouca duração. Porém, é incontestável que foi um marco na história das missões internacionais protestantes, especialmente as de matriz teológica reformada. A vinda dos huguenotes para evangelizar em solo brasileiro, a maravilhosa Confissão de Fé da Guanabara e o martírio de alguns desses cristãos fazem calar vozes que insistem em afirmar que a teologia reformada é um empecilho para a evangelização e missões mundiais. Com efeito, verdades bíblicas, como a soberania de Deus na salvação de pecadores, se constituem o fundamento e a fonte de grande motivação para o labor evangelístico.

Além disso, a história do primeiro culto reformado no Brasil e seus desdobramentos é um poderoso incentivo aos cristãos brasileiros de nossos dias, especialmente aos reformados, para o avanço missionário da igreja, pregando o evangelho e fazendo discípulos em todo lugar, como nos ordenou nosso Senhor Jesus Cristo (Marcos 16.15). Os huguenotes que estiveram aqui naquele período, especialmente os mártires, deixaram-nos um precioso legado que não podemos desconsiderar. Mãos à obra, irmãos.

Rev. Azael Araújo

Primeiro Culto Protestante no Brasil
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Venha adorar a Deus conosco.
03/03/2023

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04/04/2022

Iahweh-Nissi, o Senhor é a minha bandeira

As histórias bíblicas são fascinantes e repletas de ensinamentos preciosos para os nossos corações. No livro de Êxodo, encontramos a saída de Israel do Egito e o início de sua peregrinação rumo à terra prometida por Deus.

Cerca de dois meses depois que saíram do Egito, Israel sofre grande investida dos amalequitas em Refidim (c.f. Êxodo 17.8-16). Moisés imediatamente ordenou a Josué, Filho de Num, que selecionasse homens para a batalha e avançassem contra os inimigos. A orientação era que, enquanto Josué e seus soldados estivessem no campo de batalha, Moisés f**aria no alto do monte com o bordão de Deus na mão.

Esse mesmo bordão já entrara em cena em outras ocasiões. Poucos dias antes desse episódio em Refidim, Deus mandou que Moisés erguesse esse bordão para que o Mar Vermelho fosse dividido e os filhos de Israel pudessem passar pelo meio do mar em seco (Êxodo 14.16,21,22). Em seguida, o mesmo bordão mais uma vez foi levantado para que as águas do mar se voltassem contra os egípcios, destruindo-os (vs. 26-29). Assim, o cajado erguido simbolizava duas coisas: a vitória do SENHOR trazendo salvação para o seu povo e juízo contra os seus inimigos.

Voltando à batalha de Refidim, algo muito interessante ocorreu ali: enquanto Moisés f**ava com a mão levantada, ou seja, com o cajado erguido, Israel prevalecia contra os amalequitas. Porém, quando o profeta abaixava a mão, eram os amalequitas que venciam.

Moisés, que já estava velho, ficou exausto no momento do confronto não suportando mais estender o bordão. Logo providenciaram apoio para que pudesse assentar-se. Além disso, Arão e Hur, um de cada lado, segurava os braços fracos e cansados de Moisés, até o por do sol, para que Israel finalmente obtivesse a vitória contra o exército inimigo, o que realmente aconteceu.

Essa batalha em Refidim foi um acontecimento muito interessante na história da redenção e nos traz algumas lições. Em primeiro lugar, aprendemos que Deus não tolera rebelião dos homens contra Ele. O que aconteceu em Refidim não era apenas uma guerra tribal. Segundo as Escrituras, os amalequitas estavam se rebelando contra o Deus vivo e por isso avançaram contra os israelitas. O versículo 16 afirma que havia oposição de homens contra o trono de Deus: “e disse: Porquanto uma mão se levantou contra o Trono do SENHOR, o SENHOR fará guerra com Amaleque de geração em geração”. Êx 17:16 (Tradução Reina Valera em Português). Na verdade, essa inimizade dos amalequitas contra Israel, que já era antiga e se prolongou por muitos anos, era um símbolo de uma inimizade, que corta toda a história, entre o povo de Satanás e o povo de Deus (Veja 1 João 3.12,13). A batalha em Refidim é um retrato de uma batalha muito maior travada desde a Queda, em andamento até hoje, quando os homens levantam suas mãos contra o trono do Altíssimo em rebelião a sua lei, tornando-se merecedores da mão estendida de Deus, não para abençoar, mas para julgar toda rebelião.

Em segundo lugar, f**a claro que Deus é quem verdadeiramente faz a diferença na batalha. Josué era hábil na batalha e havia selecionado os melhores guerreiros. Moisés era um profeta do Senhor e também estava envolvido. Mas o poder não é dos homens, mas de Deus. Na verdade, a imagem de Moisés sem forças para manter a mão estendida simboliza exatamente a fraqueza, a incapacidade e a total dependência que os homens têm do seu Criador e Redentor. O bordão na mão de Moisés simboliza o poder de Deus que deu graciosamente a vitória aos israelitas. É verdade que nas batalhas temos de lutar, e lutar com habilidade e dedicação, mas, no fim das contas, o poder deve ser entendido como de Deus e não dos homens. Como é fácil esquecermo-nos dessa verdade tão importante nas batalhas da vida e esquecermos da nossa dependência de Deus.

Em terceiro lugar, esse episódio em Refidim faz-nos lembrar de algo muito mais importante na história da redenção que aconteceu em outra colina, quase 1500 anos depois de Moisés. Nessa colina posterior, mãos também foram estendidas para julgamento e salvação. Nela, encontramos fraqueza humana, sangue, agonia, suor e manifestação sem igual de poder divino, enquanto a paz e a justiça se beijavam. Ali, nessa que foi a maior batalha da história, os inimigos de Deus foram todos derrotados. Nessa colina chamada Calvário, nesse episódio cravado no centro da história da humanidade, o povo de Deus também foi liberto por meio de julgamento divino. Há, no entanto, uma diferença impactante: Em Refidim, Moisés estendeu a mão para aplicar julgamento. No Calvário, Jesus Cristo, o Filho de Deus, estendeu as mãos para receber sobre si julgamento, no lugar e em favor do seu povo eleito, como cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Bendito seja seu santo nome!

Após a batalha de Refidim, o SENHOR Deus ordenou que a vitória fosse registrada para que fosse lembrada. E assim foi feito. Também Moisés construiu um altar e lhe deu o seguinte nome: O SENHOR Deus é a minha bandeira (Êxodo 17.15). Em uma batalha, a bandeira era um ponto de referência importante para os soldados. Assim eles permaneciam agrupados e firmes nas batalhas. A nossa bandeira é o próprio Deus. É Jesus Cristo, nosso foco, nossa justiça e salvação, nossa força que nos encoraja e nos conduz em triunfo. Neste momento, Jesus está entronizado, à direita de Deus, e seus poderosos braços ressurretos estão estendidos em favor do seu povo amado. Não desanime, não perca o foco porque “Iahweh-Nissi” – o Senhor é a nossa bandeira.

https://jornalnoroeste.com/pagina/colunas/iahweh-nissi-o-senhor-e-a-minha-bandeira

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