Ilê Axé Aganju Ixolá

Ilê Axé Aganju Ixolá Página destinada à casa de Aganju A casa é localizada em Itaipu, Niterói, RJ, sob a liderança do Babalorixá Maurício Obá Guerê.

O objetivo da página é a divulgação do Ilê Axé Aganju Ixolá, o registro cultural e a abordagem de assuntos inerentes ao candomblé, com foco na preservação do legado de nossos ancestrais.

Compartilhamos a triste notícia do retorno ao orun da irmã Zélia de Iansã.Eu nunca mais vou comer seu vatapá de galinha ...
29/05/2026

Compartilhamos a triste notícia do retorno ao orun da irmã Zélia de Iansã.
Eu nunca mais vou comer seu vatapá de galinha gorda. Como estou triste!
Que ela seja recebida com muita luz por nossos ancestrais.🦋

O Ilé Àṣẹ Òpó Àfọ̀njá do Rio de Janeiro comunica, com profundo pesar, o falecimento de sua filha Zélia Melo, filha de Oyá.

Que os Òrìṣàs confortem o coração de sua família carnal e de toda a nossa família espiritual neste momento de dor e saudade. Sua presença, seu carinho e sua trajetória permanecerão para sempre na memória de todos nós.

Que sua passagem ao Ọ̀run seja recebida e celebrada por nossos ancestrais, com luz, paz e acolhimento.

Em 26/05/1962, há 64 anos, nosso saudoso avô Joaquim Motta, Iji Jimi, foi iniciado para Omolu por Mãe Agripina, no Axé O...
26/05/2026

Em 26/05/1962, há 64 anos, nosso saudoso avô Joaquim Motta, Iji Jimi, foi iniciado para Omolu por Mãe Agripina, no Axé Opô Afonjá do Rio de Janeiro.

A grandeza desta data nos permite recordar, com saudade, momentos que permanecem vivos em nossa memória e em nossos corações. As fotos aqui compartilhadas nos fazem lembrar dele com carinho e manter viva sua história, seu legado e seus ensinamentos junto aos seus descendentes.

Na última foto, está nosso pai Maurício ao lado de Mãe Dinorá, Odé Tolá, irmã de barco de nosso avô e atual Iyakekerê do Afonjá.

Bênção, Pai Joaquim.
Bênção, mãe Dinorá

No Dia Internacional dos Museus, celebramos a existência do Museu Iyá Obá Biyí, o primeiro museu de terreiro da cidade d...
18/05/2026

No Dia Internacional dos Museus, celebramos a existência do Museu Iyá Obá Biyí, o primeiro museu de terreiro da cidade de Niterói/RJ, em homenagem à nossa saudosa Mãe Aninha.
O Museu Iyá Obá Biyí representa um registro histórico indispensável para a comunidade afro-brasileira e uma resposta direta ao avanço do racismo religioso.
É um espaço de memória, resistência e afirmação da herança ancestral que moldou o Brasil.
Nosso terreiro já era um museu antes mesmo de se denominar como tal. Ele vive nos objetos sagrados, nas fotografias, nas roupas, nas comidas e em cada ensinamento deixado por nossas ancestrais.
Cada elemento guarda histórias, saberes e axé que atravessam gerações!

Tecido: KenteOrigem: GanaOriginalmente produzido a partir de tiras de seda e algodão tecidas manualmente por artesãos, o...
23/04/2026

Tecido: Kente
Origem: Gana

Originalmente produzido a partir de tiras de seda e algodão tecidas manualmente por artesãos, o kente era destinado ao uso de reis e rainhas.
De acordo com algumas tradições, seus padrões foram inspirados nas teias criadas pelo Deus-aranha Ananse, uma figura associada à cultura ganesa, similar a Exu. Mais do que um simples padrão estético, trata-se de um patrimônio histórico que simboliza os valores sociais e a ética do povo Ashanti, sendo utilizado em ocasiões como formaturas e casamentos!
É uma das estampas mais conhecidas, marcada por cores vibrantes e bem definidas.
Atualmente, sua produção foi amplamente industrializada, sendo majoritariamente fabricada na China, com a inclusão de fibras sintéticas para aumentar a escala e reduzir custos.

As cores presentes no tecido carregam signif**ados específicos:
• Preto: representa os espíritos ancestrais, ritos de passagem, maturidade e luto.
• Verde: simboliza os ciclos agrícolas, como plantio, colheita, crescimento e abundância.
• Vermelho: está ligado à elevação política e espiritual, ao derramamento de sangue e aos rituais de sacrifício.
• Prata: expressa serenidade e pureza.
• Branco: associado a ritos de iniciação e purif**ação.
• Amarelo: representa riqueza, fertilidade e beleza.
• Cinza: indica processos de cura e purif**ação.

• Foto 1: produção de kente com tear.
Fonte: Kwameghana, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

• Foto 2: tecido inspirado no kente.
Fonte: Marlene Amaro

• Foto 3: tecido kente em detalhe, mostrando suas alegres cores.
Fonte: Jemmies02, CC0, via Wikimedia Commons

• Foto 4: tecido inspirado no kente.
Fonte: Acervo próprio.

• Foto 5: kente tradicional, feito de algodão e seda.
Fonte: acervo próprio.

✊🏿👑

O Ilê Axé Aganju Ixolá manifesta sua solidariedade aos filhos da Casa do Mensageiro, neste momento de silêncio e respeit...
23/04/2026

O Ilê Axé Aganju Ixolá manifesta sua solidariedade aos filhos da Casa do Mensageiro, neste momento de silêncio e respeito.
Que Oyá o conduza em brisas leves.

Olorun kosipure!

Mãe Lea Maria, conhecida como Mãe Monaluadê, partiu hoje para o Orun. Iniciada em 1962 pelo Babalorixá Pai Yelê Pires, d...
22/04/2026

Mãe Lea Maria, conhecida como Mãe Monaluadê, partiu hoje para o Orun.
Iniciada em 1962 pelo Babalorixá Pai Yelê Pires, deixa como legado mais de uma centena de filhos iniciados e seu nome eternamente marcado no Candomblé carioca.
O Ilê Axé Aganju Ixolá manifesta sua solidariedade aos filhos do Ilê Axé Oxum Apará neste momento de silêncio e respeito, reconhecendo o início da jornada de uma nova e ilustre ancestral para todos os seus descendentes.

Olorun kosipure, Ìyá rere!
Odibaoxê!

Mãe Lea Maria, conhecida como Mãe Monaluadê, partiu hoje para o Orun.Iniciada em 1962 pelo Babalorixá Pai Yelê Pires, de...
21/04/2026

Mãe Lea Maria, conhecida como Mãe Monaluadê, partiu hoje para o Orun.
Iniciada em 1962 pelo Babalorixá Pai Yelê Pires, deixa como legado mais de uma centena de filhos iniciados e seu nome eternamente marcado no Candomblé carioca.
O Ilê Axé Aganju Ixolá manifesta sua solidariedade aos filhos do Ilê Axé Oxum Apará neste momento de silêncio e respeito, reconhecendo o início da jornada de uma nova e ilustre ancestral para todos os seus descendentes.

Olorun kosipure, Ìyá rere!
Odibaoxê!

Enquanto muitas comunidades originárias celebram no dia 12 de Outubro o Dia da Resistência, o dia 19 de Abril é reconhec...
19/04/2026

Enquanto muitas comunidades originárias celebram no dia 12 de Outubro o Dia da Resistência, o dia 19 de Abril é reconhecido oficialmente no Brasil como o Dia dos Povos Indígenas.
Os candomblés são notadamente reconhecidos como religiões afro-brasileiras, mas possuem óbvia influência também dos povos originários dessa terra. Essa influência f**a explícita, por exemplo, na importância dos caboclos e caboclas para nossa espiritualidade. Viva a força dos povos indígenas e originários, que com estratégia e sabedoria seguem resistindo à toda sorte de violências!

✊🏿👑

Em continuação à publicação anterior, seguimos destacando a força e o signif**ado por trás de cada elemento que compõe n...
26/03/2026

Em continuação à publicação anterior, seguimos destacando a força e o signif**ado por trás de cada elemento que compõe nossa história!

A penca de balagandãs é expressão máxima da prosperidade e abundância!
Seus pendentes incluíam f**as de jacarandá, pequenas cabaças, ca*****os e representações de alimentos, e também peixes, milho, cajus, cacau, laranjas e uvas.
O gancho assumiu a forma de um tumbeiro, enquanto os odidés simbolizaram a condição de iniciados, marcando sua resistência diante de uma das mais cruéis realidades impostas ao ser humano — a escravização.
No lugar das chaves, surgem elementos que evocam as riquezas que a terra pode oferecer, expressos por meio de delicados trabalhos de cinzelamento.
Ao longo do tempo, muitas dessas joias — especialmente as confeccionadas em ouro e prata — foram derretidas ou acabaram se perdendo, de modo que hoje restam apenas alguns exemplares preservados, como os que fazem parte do acervo do Museu Costa Pinto, em Salvador. Já as peças produzidas em cobre, latão e bronze conseguiram sobreviver em maior número, a exemplo desta que integra a nossa coleção e aqui se encontra exposta!
(A partir da segunda foto temos, respectivamente, nave, laranja, peixe - ejá, cacho de uvas, caju, f**a de jacarandá, cacau e cabaça)

✊🏿👑

Hoje, o Ile Axé Aganju Ixolá inicia o movimento chamado "Isso é coisa de preto".O projeto vem com o intuito de ressignif...
22/03/2026

Hoje, o Ile Axé Aganju Ixolá inicia o movimento chamado "Isso é coisa de preto".
O projeto vem com o intuito de ressignif**ar uma expressão que por muito tempo foi usada de forma negativa!
Mais do que um movimento, "Isso é coisa de preto" é um chamado para que possamos reconhecer que uma vasta parte da cultura que consumimos, usamos e admiramos tem raízes africanas!

Como primeira peça, temos a Penca de Balangandãs!
Adorno tradicional de origem crioula, típico da Bahia, produzido com materiais como latão, cobre, prata ou ouro. Sua estrutura lembra o formato de uma pequena embarcação, simbolizando a ideia da travessia.
Em algumas versões, a peça é decorada na parte superior com dois papagaios-do-congo (odidé), ave cuja pena na cauda representa o status de iniciado no candomblé.
A partir dessa base, pendem diversos elementos ligados às tradições religiosas afro-brasileiras. Sua concepção foi reinterpretada a partir do chatelaine, um acessório decorativo e funcional de origem francesa, bastante difundido entre os séculos XVIII e XIX. Preso à cintura das mulheres responsáveis pelo lar, ele possuía correntes destinadas a transportar objetos cotidianos — como chaves, tesouras e relógios, representando autoridade doméstica e a elevada posição social.
Sob o olhar crioulo, esse modelo foi ressignif**ado!

16/02/2026

Endereço

Avenida Ewerton Xavier, 2392, Itaipu
Niterói, RJ
24340105

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Ilê Axé Aganju Ixolá posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar