Igreja Presbiteriana de Icaraí

Igreja Presbiteriana de Icaraí Igreja Presbiteriana de Icaraí. Uma igreja de doutrina reformada, com símbolos de fé: Confissão de Fé de Westminster, Catecismo Maior e breve Catecismo.

Uma comunidade de pecadores redimidos por Cristo, para adorar a Deus o Pai e andar segundo a verdade, que é a palavra de Deus, no poder do Espírito.

🖊️ FRASE DA SEMANA “O verdadeiro avivamento é uma soberana, repentina e extraordinária obra de Deus pela qual ele salva ...
29/04/2026

🖊️ FRASE DA SEMANA

“O verdadeiro avivamento é uma soberana, repentina e extraordinária obra de Deus pela qual ele salva pecadores e traz vida nova para o seu povo.”

Kevin DeYoung

📖 Quando falta o amorPor Paulo FigueiredoA cidade de Éfeso foi o lugar onde Paulo permaneceu por mais tempo — três anos....
27/04/2026

📖 Quando falta o amor
Por Paulo Figueiredo

A cidade de Éfeso foi o lugar onde Paulo permaneceu por mais tempo — três anos. Antes de ir embora, porém, advertiu a igreja naquela cidade contra os falsos mestres e ensinos que surgiriam após a sua partida (At 20.28-31). F**a evidente que os cristãos dessa igreja seguiram a advertência de Paulo nesse sentido. Eles testaram os “apóstolos” que passaram por lá e os identif**aram como falsos (Ap 2.2). Com certeza, o critério utilizado foi o ensino apostólico que haviam recebido. Julgavam segundo a Palavra recebida por meio do ensino do apóstolo.

No passado, os efésios recusaram seguir o caminho alternativo indicado pelos falsos apóstolos — aquele que os livrava de “sofrer provas por causa do nome de Jesus”. Preferiram o caminho do sofrimento e da perda de direitos diante das autoridades à perda da fidelidade para com Deus (Ap 2.3). Assim, o seu passado era uma demonstração de grande fidelidade a Cristo e à Sua Palavra. A igreja havia sido uma testemunha fiel. O Senhor elogia duas vezes a “perseverança” da igreja, ou seja, o fato de ter suportado provas pelo nome de Jesus sem desanimar.

Daqui aprendemos que o Senhor Jesus ama e aprova a igreja que defende a verdade, que não pactua com ensinos falsos e considera condenáveis aqueles que os propagam. Em uma época de ecumenismo — quando tudo parece aceitável, mesmo que contradiga a verdade — esse fato deve nos mover a lutar juntos pela fé evangélica (Filipenses 1.27) e a considerar dignos de rejeição aqueles que, de forma resoluta, proclamam o que não está de acordo com a Bíblia.

Voltemos à igreja em Éfeso. Aparentemente, essa mesma postura agora era digna de repreensão. O presente — isto é, os dias em que João estava em Patmos e escrevia à igreja — era bem diferente. Eles continuavam a odiar o falso ensino, mas já não o faziam por amor.

Ele conhecia a situação da igreja em Éfeso (Ap 1.20; 2.1) e, por isso, a advertiu com as seguintes palavras: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap 2.4). Palavras duras, porém verdadeiras. Eles precisavam se arrepender, lembrando-se de onde haviam caído e retornando à prática das primeiras obras. As primeiras obras são elogiadas; as posteriores, não — porque lhes faltava o amor. Jesus louva a igreja porque, no passado, rejeitou os falsos apóstolos e também porque, no presente, odiava as obras dos nicolaítas (um grupo de hereges libertinos). Contudo, eles haviam se esquecido do amor a Deus e ao próximo.

Meus irmãos, zelo pela verdade sem amor não agrada a Cristo. É possível lutar pela verdade apenas para vencer discussões e nos mostrarmos mais sábios e justos do que outros. O amor à verdade — que se manifesta por meio de uma vida santa — pode estar distante de nós. Temos prazer em falar e lutar pela sã doutrina, porém negamos vivê-la. Pode ser que gostemos de mostrar o erro na vida de outros, mas apenas para evidenciar nossa suposta santidade, e não por desejo de conduzir uma alma a Cristo ou ao arrependimento.

Você se lembra de como era o seu amor pelo Senhor? Do desejo que tinha por Sua presença? De como lia a Palavra com prazer e buscava ao Senhor em oração? De como falava de Cristo aos que não O conheciam? Lembra quando seu coração estava cheio de amor por Ele e pelo pecador? Onde está esse amor?

Se este for o seu caso, peça ao Senhor que o faça retornar às primeiras obras, aquelas movidas pelo amor a Deus e ao próximo. Que o Senhor nos ajude, amém.

📚INDICAÇÃO DE LIVRO“O sermão do monte”Autor: Sinclair B. FergusonEditora: Trinitas“O Sermão do Monte é provavelmente o t...
24/04/2026

📚INDICAÇÃO DE LIVRO

“O sermão do monte”
Autor: Sinclair B. Ferguson
Editora: Trinitas

“O Sermão do Monte é provavelmente o trecho mais conhecido de toda a Bíblia. No entanto, é uma das partes menos compreendidas do ensino de Jesus Cristo. Neste livro, Dr. Sinclair Ferguson demonstra como o sermão não trata de uma vida ideal em um mundo ideal, mas antes, fala sobre a vida do reino em um mundo caído. Ele responde a algumas das questões mais importantes as quais todo cristão encontra: O que é um cristão? A Lei de Deus ainda tem lugar na vida cristã? Como posso aprender a orar? Como posso aprender a ter auto-disciplina? Por que sou um prisioneiro da ansiedade? O Sermão do Monte lida com essas questões de uma maneira relevante, concisa e de fácil leitura, sendo uma introdução ideal ao grande manifesto de Jesus para a vida em seu reino.

🖊️ FRASE DA SEMANA “Você vive perto deles, os encontra nas ruas, trabalha com eles, viaja com eles, senta-se e fala com ...
22/04/2026

🖊️ FRASE DA SEMANA

“Você vive perto deles, os encontra nas ruas, trabalha com eles, viaja com eles, senta-se e fala com eles, e não lhes diz nada sobre suas almas ou a vida por vir? Se suas casas estivessem em chamas, você iria correndo ajudá-los; e você não vai ajudá-los quando suas almas estão quase no fogo do inferno?”

Richard Baxter (1615–1691) - pastor puritano, teólogo, escritor inglês.

📖 Você precisa ter a visão do Cristo glorif**ado. Parte FinalPor Paulo FigueiredoContinuamos meditando na revelação que ...
20/04/2026

📖 Você precisa ter a visão do Cristo glorif**ado. Parte Final
Por Paulo Figueiredo

Continuamos meditando na revelação que João recebeu e registrou acerca da glória de Jesus glorif**ado no céu. Essa visão, que foi dada ao último dos apóstolos, também nos foi concedida para nossa edif**ação. O Cristo exaltado deve nos animar, consolar e fortalecer em nosso testemunho perseverante acerca dEle nesta vida.

Vejamos, então, como o Senhor continua a se revelar a nós:

1. Ele é o Juiz: Veja como Cristo se revela a João: “... os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha” (1.15). Em Daniel, os pés e as mãos do Filho do Homem são como bronze polido (Daniel 10.6). Não está claro se o texto quer dizer que, na visão, João viu os pés ardendo numa fornalha ou se eles haviam passado por ela. Mas a natureza incandescente deles f**a evidente. Em Apocalipse, a função dos pés do Messias é esmagar seus inimigos (Ap 19.15). Portanto, há uma junção de sentidos. O mesmo que investiga (olhos de fogo) é o que julga e executa o julgamento com seus pés de bronze refinados em fornalha. Caro leitor, espero que você esteja submisso a Cristo; caso contrário, é preciso adverti-lo de que o Senhor Jesus não poupará seus inimigos. Arrependa-se e reconcilie-se com Cristo (Salmo 2.10-12).

2. Ele é o Profeta: “... a voz, como voz de muitas águas” (1.15). Em Ezequiel 43.2, a aproximação da glória de Deus é descrita como “o ruído de muitas águas”. Ondas batiam nas rochas e faziam grande estrondo na ilha de Patmos, e é possível que João tenha se lembrado disso em sua visão. Em Apocalipse, as águas do mar também representam povos e nações (Ap 17.15). A voz do Filho do Homem era como o “estrondo de muita gente” em Daniel 10.6. Portanto, temos a união desses dois conceitos em Apocalipse. O simbolismo aponta para o poder da palavra de Jesus, a autoridade de sua voz. Talvez seja uma referência a Ele como “o grande profeta de Deus”. Irmãos, quando Cristo fala, todas as outras vozes devem ser abafadas. Nenhuma palavra é mais importante e poderosa do que a de Cristo. Que a voz de Cristo abafe as vozes do seu coração que insistem em desviá-lo do caminho. Que a Sua palavra faça calar o sussurro do inimigo de sua alma, que sempre está a tentá-lo. Que a voz de Cristo seja sempre por você ouvida e guardada.

3. Ele é o Pastor: “Tinha na mão direita sete estrelas...” (1.16). As sete estrelas estão na mão direita de Jesus. O simbolismo da “mão direita” aponta para o poder, a legitimidade e a segurança dessa mão. Portanto, essa imagem revela o cuidado de Cristo para com sua igreja na figura de seus representantes. Jesus é o Pastor dos pastores. Ele os tem nas mãos. Você ora para que o Senhor Jesus pastoreie o pastor de sua igreja local e seus presbíteros? É preciso que você saiba que, se Cristo não os guardar em suas mãos, eles cairão. Ore a Jesus por seus líderes.

4. Ele é o Vingador: “... e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes” (1.16). O Messias, em Isaías 49.1-2, tem sua boca transformada em uma espada aguda; porém, a espada descrita por João evoca a ideia de julgamento. Nas outras aparições no Apocalipse, ela é usada para pelejar contra os crentes desobedientes (2.16) e contra os incrédulos (19.15). A igreja terá sua vingança contra os seus inimigos na pessoa do Cristo glorif**ado. Por isso, agora a igreja deve amar seus inimigos e orar pelos que a perseguem, para que esses se arrependam e escapem da ira do Cordeiro. Todavia, se não o fizerem e continuarem a perseguir a igreja, então Jesus a vingará. Devemos também lembrar que os inimigos da igreja são os inimigos do Senhor Jesus.

5. Ele é o Glorioso: “O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (1.16). A última coisa que João viu foi o rosto do Senhor. Depois, ficou como que morto. Provavelmente, essa descrição não é derivada de alguma passagem do Antigo Testamento, mas da descrição do momento da transfiguração nos Evangelhos. De acordo com Mateus, Jesus levou Pedro, Tiago e o próprio João para um monte alto “e foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol” (Mt 17.2). Portanto, esse foi, provavelmente, o momento em que João reconheceu Cristo na visão. O fulgor do sol no rosto de Cristo o fez lembrar-se daquele dia em que o Senhor se transfigurou diante deles.

Que imagem! Que visão! Cristo é o Deus glorioso! Que tenhamos essa mesma contemplação, e seremos iluminados. Sim, não há ninguém que contemple a Cristo e permaneça nas trevas. Esse terá a “luz da vida”, e o seu rosto jamais sofrerá vexame (Salmo 34.5). Que a luz do Cristo glorioso resplandeça sobre você e, então, você nunca mais será o mesmo. Amém.

📖 Você precisa ter a visão do Cristo glorif**ado. Parte IPor Paulo FigueiredoVocê já passou pela experiência de achar qu...
13/04/2026

📖 Você precisa ter a visão do Cristo glorif**ado. Parte I
Por Paulo Figueiredo

Você já passou pela experiência de achar que conhecia muito bem uma pessoa, porém em algum momento você descobriu que havia muito mais a se conhecer dela do que você poderia imaginar? Pois bem, creio que assim se encontram alguns em relação ao Senhor Jesus. Conhecem o Cristo dos Evangelhos, que é bendito e real, porém não tem a visão do Cristo glorif**ado em Apocalipse. Veja conhecer o Jesus encarnado do Evangelho em seu estado de humilhação e que veio para nos salvar é vital e abençoador. Porém, é necessário ir além. É preciso conhecê-Lo hoje, como Ele se encontra: glorif**ado e exaltado à destra do Pai.

É essa visão, a do Cristo glorif**ado, que João recebeu nas revelações que recebeu de Deus e registrou para nossa edif**ação no livro/epístola de Apocalipse. Logo no primeiro capítulo, o apóstolo João recebe uma visão do Senhor Jesus exaltado e essa visão nos mostra como é glorioso o nosso Senhor Jesus Cristo. Essa visão deve nos animar, consolar e fortalecer em nosso testemunho perseverante acerca de Cristo nessa vida.

Vejamos então como o Senhor se revela a nós:

1. Ele é o Rei (Ap 1.13): João viu “um semelhante a filho de homem”. Essa designação nos diz que Jesus é identif**ado como o “Rei Messias” do livro de Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído” (Dn 7.13–14). Ele é aquele que recebe do “Ancião de Dias” o domínio, a glória e o reino.

2. Ele é o grande sumo sacerdote: “Com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro” (Ap 1.13). Suas vestes são sacerdotais, pois a vestimenta do sumo sacerdote incluía linho fino e branco (At 23.3) e uma faixa de ouro (Êx 28.4-5, 29.5). Ou seja, Jesus é também apresentado como o sacerdote no meio dos candeeiros. De fato, João o viu “no meio” dos candeeiros. Era função do sacerdote cuidar do candelabro dentro do tabernáculo. Ele fazia isso limpando e renovando o óleo; semelhantemente, Cristo cuida de sua igreja como candeeiro “avisando, corrigindo, exortando e alertando”. Jesus Cristo é aquele que nos dá acesso a Deus e ao mesmo tempo é a oferta definitiva pelos nossos pecados. É Nele que adoramos a Deus.

3. Ele é o Eterno: “A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve;” (Ap 1.14). Os cabelos brancos são um símbolo do tempo adquirido. Eles apontam para a eternidade de Cristo. Aqui há uma reminiscência do Ancião de Dias de Daniel 7.9: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente”. O interessante é que João está vendo na pessoa de Cristo uma mescla dos atributos do “filho do homem” de Daniel 7.13 com o próprio “Ancião de dias” de Daniel 7.9. A combinação dos atributos na pessoa de Jesus aponta para aquilo que o Apocalipse faz costumeiramente, ou seja, mostra a igualdade do Pai e do Filho. Jesus é o Deus eterno (1Tm 1.17)! Como Deus eterno, Ele sempre estará conosco e nós como Ele por toda a eternidade, pois nos deu vida eterna em Seu nome.

4. Ele é o onisciente: “...os olhos, como chama de fogo;” (Ap 1.14). O pano de fundo do restante da cena está praticamente inteiro em Daniel 10: “levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo,” (Dn 10.4-6). Os olhos como chama de fogo simbolizam o poder do olhar perscrutador de Cristo. São olhos que a tudo veem. Para a igreja de Tiatira, Jesus diz que é aquele que tem os olhos de fogo e, consequentemente, sonda mentes e corações e conhece as obras de cada um (Ap 2.18, 23). Não tenha medo de se aproximar Daquele que tudo vê (Salmo 139). Vá até Ele com seus pecados, ele não só os verá, como também te purif**ará, assim como o fogo purif**a a prata.

Que imagem! Que visão! Continuamos no próximo domingo com a visão do Cristo glorif**ado. Até lá.

📚 INDICAÇÃO DE LIVRO“Homens aconselhando homens – Uma abordagem bíblica das principais questões que os homens enfrentam”...
10/04/2026

📚 INDICAÇÃO DE LIVRO

“Homens aconselhando homens – Uma abordagem bíblica das principais questões que os homens enfrentam”
Autor: John D. Street
Editora: Nutra

“Embora reivindique para si ser sábia e evoluída, aos olhos de Deus a nossa cultura é louca, nula em seus raciocínios, obscurecida (Rm 1.21,22) e os conselhos que oferece para os homens são conselhos loucos, desprovidos da sabedoria divina. Este livro visa lidar com os muitos dilemas da vida de um homem, não pela perspectiva corrompida e distorcida do nosso tempo, que não define nem distingue mais as características masculinas, e sim pela perspectiva da imutável, santa, incorruptível e perfeita Palavra de Deus. São conselhos que visam tornar o homem mais piedoso, mais consciente de sua própria pecaminosidade bem como da grandeza e santidade de Deus.”

🖊️ FRASE DA SEMANA "Tudo o que você vê de bom em mim é Cristo. Tudo de mal é eu mesmo".João Calvino (1509-1564)
08/04/2026

🖊️ FRASE DA SEMANA

"Tudo o que você vê de bom em mim é Cristo. Tudo de mal é eu mesmo".

João Calvino (1509-1564)

📖 Cristo venceu a morte!Por Hermisten MaiaCristo, vitória sobre a morte - A consciência da morte é inevitável e angustia...
06/04/2026

📖 Cristo venceu a morte!
Por Hermisten Maia

Cristo, vitória sobre a morte - A consciência da morte é inevitável e angustiante, mas para o crente ela é caminho para a glória. Nenhuma filosofia que ignore Deus pode oferecer verdadeira esperança. A Escritura descreve a morte como consequência do pecado, mas também como porta para a eternidade.

A morte de Cristo foi marcada por sofrimento físico e espiritual, mas sua entrega foi vitória sobre o pecado e Satanás. Ele assumiu a culpa de seu povo e, ao ressuscitar, inaugurou uma nova realidade: a morte perdeu seu poder. Assim, a vitória de Cristo é também a nossa, e podemos desdenhar da morte como poder vencido.

A fé cristã, fundamentada na ressurreição e ascensão de Cristo, possui uma escatologia precisa. A obra do Espírito Santo tem como meta conduzir o povo de Deus em segurança até o lar celestial, manifestando a glória da graça na salvação dos eleitos. A esperança cristã não é vaga, mas alegre certeza do que foi prometido em Cristo. Essa esperança molda nossa vida presente, consola diante da morte e fortalece nossa confiança. A escatologia não é apêndice da fé, mas seu núcleo vital, pois todas as doutrinas encontram sua plenitude na consumação. Sem essa perspectiva, a vida se reduziria ao hedonismo: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.

O Espírito e o Reino Presente - No Antigo Testamento, Israel aguardava o derramamento do Espírito, associado ao Messias. No ministério de Cristo, o Espírito sinalizou o cumprimento da promessa e a chegada do Reino. Cada expulsão de demônios antecipava a derrota de Satanás e revelava que o Reino já estava em ação.

O Reino pertence a Deus e é o governo triunfante de Cristo. Não é estabelecido por esforço humano, mas pela obra divina. O Espírito testif**a que somos filhos e herdeiros, conduzindo-nos em segurança até o lar celestial. Ele é o penhor da herança eterna, garantindo que aquilo que já experimentamos em parte será plenamente consumado. A Igreja vive em tensão: já desfruta das primícias do Reino, mas ainda geme aguardando sua plenitude. Essa realidade “já e ainda não” caracteriza a vida cristã. O Espírito fortalece nossa esperança, lembrando-nos que a vitória de Cristo é definitiva e que o futuro está assegurado.

Além disso, o Espírito Santo transforma o presente. Ele nos santif**a, nos dá coragem diante das tribulações e nos capacita para a missão. Sua obra não é apenas consolar, mas também preparar o povo de Deus para viver como testemunho do Reino que virá. Assim, cada ato de fé e obediência é antecipação da eternidade.

Conclusão – A Alegria da Esperança - A esperança cristã é certeza enraizada nas promessas de Deus e na vitória de Cristo. Diferentes filosofias buscaram explicar a imortalidade, mas apenas a revelação bíblica oferece segurança.

Cristo ressuscitou, reina e voltará. Essa convicção consola diante da morte e nos impulsiona a viver em santidade, aguardando o Reino em sua plenitude. A escatologia ilumina presente e futuro, dando sentido às nossas escolhas e fortalecendo nossa confiança diante das incertezas da vida.

O Espírito Santo nos conduz com segurança até o lar celestial, testemunhando em nós a realidade do Reino já inaugurado e preparando-nos para sua consumação plena. A esperança cristã não é apenas expectativa, mas certeza alegre: Cristo venceu, reina e voltará. Essa esperança molda nossa vida, consola diante da morte e nos impulsiona a viver em santidade, aguardando o Reino em sua plenitude. Viver nessa esperança é testemunhar ao mundo que a morte não tem a última palavra, porque Cristo é a Vida.

📚 INDICAÇÃO DE LIVRO“Meditações no Evangelho de Marcos”Autor: J.C. Ryle Editora: Fiel“As Meditações nos Evangelhos, de J...
03/04/2026

📚 INDICAÇÃO DE LIVRO

“Meditações no Evangelho de Marcos”
Autor: J.C. Ryle
Editora: Fiel

“As Meditações nos Evangelhos, de J. C. Ryle, foram publicadas pela primeira vez na Inglaterra no ano de 1879. Desde então, vêm sendo reimpressas e traduzidas para diversos idiomas, edif**ando e instruindo diversas gerações de cristãos de vários lugares do mundo. Esta obra faz parte de uma série de quatro comentários devocionais sobre os evangelhos. Consideradas um grande clássico da literatura cristã, as Meditações foram preparadas com graça, simplicidade, fidelidade ao texto bíblico e praticidade. Todos os que desejam conhecer e aplicar, em suas vidas, as grandes lições do ministério terreno do Senhor Jesus Cristo certamente se deleitarão com a leitura desta obra.”

🖊️ FRASE DA SEMANA"Deus é conhecido na proporção em que Ele é amado."Herman Bavinck (1854-1921)
01/04/2026

🖊️ FRASE DA SEMANA

"Deus é conhecido na proporção em que Ele é amado."

Herman Bavinck (1854-1921)

📖 A glória de Deus, a verdade e a igreja.Por Paulo Figueiredo“... a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.” ...
30/03/2026

📖 A glória de Deus, a verdade e a igreja.

Por Paulo Figueiredo

“... a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.” (1Tm 3.15)

Neste ano, nossa amada Igreja Presbiteriana de Icaraí completa trinta e quatro anos de existência. Organizada em 19/01/1992, ela tem sido sustentada por Deus durante esse tempo. Sim, Deus, valendo-se de homens e mulheres piedosos, tem mantido a sua obra por meio dessa querida igreja.

A nossa gratidão a Deus se torna profunda quando pensamos em como Ele abençoou, ao longo dos anos, a Igreja Presbiteriana de Icaraí, fazendo com que, pela exclusiva graça dEle, ela tenha permanecido buscando ser fiel ao Rei e Salvador Jesus.

Meus irmãos, também é preciso e oportuno lembrar que Deus nos estabeleceu aqui para a Sua glória. A igreja existe para proclamar as virtudes daquele que a chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2.9).

E como nós proclamamos as virtudes de Cristo? Testemunhando acerca da verdade, afinal, Jesus, o Cristo, é a verdade (João 14.6). A assembleia dos santos se mantém fiel ao seu chamado quando o Messias ocupa o centro de sua adoração. Quando a Palavra da verdade é pregada fielmente, Jesus é honrado.

Vivemos em um tempo em que a verdade é menosprezada. As pessoas não acreditam na verdade absoluta; cada um constrói a sua própria versão daquilo que tem por verdade, e que se ajusta ao seu modo de vida. Por isso, é imprescindível que a verdade seja exaltada e a glória de Deus, promovida. Precisamos entender que cabe à igreja, e a ninguém mais, essa honra e privilégio (Mateus 5.13).

Mas a verdade, além de proclamada, deve ser vivida. A igreja que compreende a sua vocação é aquela em que seus membros têm um compromisso de vida com a verdade. Nosso modo de viver deve ser um adorno que embeleze ainda mais a confissão do Evangelho. Assim, Deus é glorif**ado pela obediência à verdade.

Meus queridos irmãos, nesses anos em que Deus tem nos conservado, devemos nos lembrar do nosso chamado como povo eleito, como Seu corpo. O Senhor nos colocou no bairro de Icaraí para sermos sustentados pela verdade e, ao mesmo tempo, sustentá-la com a nossa profissão e vida. Estaremos, assim, cumprindo o propósito de Deus.

Que Deus nos abençoe e que a nossa querida igreja seja conhecida como coluna e baluarte da verdade, buscando sempre a glória do Senhor dela, Jesus Cristo. Amém.

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Quarta-feira 07:00 - 07:30
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