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🌷 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiõ...
09/04/2026

🌷 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo. (Efésios 1.3-5)

Deus ama você há muito, muito tempo.

O impressionante derramar de louvor de Paulo no início de sua carta aos efésios nos anuncia a maravilha de tudo o que Deus fez por nós em Cristo. Uma das características que o torna tão marcante é que começa com Deus, lembrando-nos de que, antes mesmo de existirmos, ele tomou a iniciativa de atrair as pessoas para si. Podemos ser tentados a acreditar que precisamos buscar a Deus por meio de esforço humano; sem dúvida, muitas religiões do mundo ensinam exatamente isso. Porém, desde o início, a Bíblia ensina que na verdade é Deus quem estende a mão a nós.

Nossa eleição em Cristo não é um tipo de reflexão histórica posterior; ela surge lá atrás, na eternidade passada, antes da Criação. Sim, nós decidimos seguir a Cristo — mas é muito humilhante reconhecer que nunca poderíamos ter escolhido a Deus se ele não nos tivesse escolhido antes da criação do mundo. Você não seria capaz de decidir segui-lo se ele não tivesse primeiro decidido tornar você filho dele.

Há uma tensão delicada em reconciliar a responsabilidade do homem com a soberania de Deus. Muitas pessoas acreditam que devem escolher entre as duas quando, na verdade, ambas as ideias são bíblicas e conectadas. São duas verdades que estão lado a lado, aparentemente irreconciliáveis em nossas mentes humanas finitas, mas ambas inteiramente verdadeiras. Não precisamos nos preocupar com elas como um exercício intelectual. Em vez disso, somos livres para responder, curvando-nos em admiração com a bondade do Deus Todo-Poderoso em nosso favor.

A doutrina da eleição não é uma bandeira sob a qual marchamos, mas um bastião para nossa alma. Faz toda a diferença para nossa segurança e nossa alegria. Uma vez que se reconhece humildemente que sua identidade em Cristo foi estabelecida no momento em que ele primeiro firmou o afeto dele em você, mesmo antes do alvorecer dos tempos, você encontra liberdade e tem confiança. Você não precisa inventar alguma razão em si mesmo para entender por que recebeu a incrível graça de Deus; você pode simplesmente se alegrar em saber que ele o escolheu porque ele o ama. Você não precisa viver sobrecarregado por seu pecado ou esmagado porque sente estar fazendo pouco progresso em sua vida cristã, pois o amor dele nunca foi baseado em seu desempenho ou em sua promessa de fazer melhor. Você pode caminhar pelos picos e vales desta vida com a certeza de que é amado por aquele que fez e dirige todas as coisas — e que, como você nunca teve de conquistar o amor dele, nunca poderá perdê-lo.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷 Eu, porém, perseverei em seguir o Senhor, meu Deus. Então, Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: Certamente, a terra em...
31/03/2026

🌷 Eu, porém, perseverei em seguir o Senhor, meu Deus. Então, Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: Certamente, a terra em que puseste o pé será tua e de teus filhos, em herança perpetuamente, pois perseveraste em seguir o Senhor, meu Deus. (Josué 14.8-9)

Muitas pessoas começam a vida voando, apenas para depois perder o que quer que tenha sido que uma vez as tornou bem-sucedidas. Talvez elas fossem bem conhecidas como um jovem homem ou mulher. Aos 40 anos, sua vida era de proeminência, influência e status. Na igreja, podemos ver tais indivíduos — na verdade, podemos ver a nós mesmos — como supremamente úteis a Deus. Todavia, muitas vezes, somos tentados a nos tornar mestres do ontem, frequentemente olhando para os “bons anos” e murmurando sobre como as coisas se tornaram.

Embora seja verdade para muitos, isso não era verdade para Calebe, que fugiu da apatia em potencial e persistiu na fé. Ele passou sua meia-idade em um ambiente menos do que desejável. Quando ele fez 40 anos, ficou preso vagando pelo deserto por quatro décadas, porque as pessoas ao seu redor não tinham fé em Deus. No entanto, durante esse tempo de frustração e andanças, Calebe permaneceu livre de amargura e descontentamento.

Na verdade, as coisas acabaram ficando tão ruins, que as pessoas começaram a procurar um líder para levá-las de volta aos bons e velhos tempos (Nm 14.4). No entanto, ninguém realmente precisa de um líder para voltar atrás; você pode simplesmente voltar! Precisamos de líderes para nos impulsionar para a frente. Há um amanhã. Há gerações ainda por vir. Há propósitos ainda a se desdobrarem no plano de Deus para o nosso mundo.

Calebe revela esse espírito. O aparente comprometimento de seu início de vida foi acompanhado por sua consistência nos anos intermediários. Ele era comprometido e consistente não apenas aos 40, mas também aos 50, 60 e 70 anos. Ao longo das décadas, ele “[perseverou] em seguir o Senhor”.

Para muitos, o casamento, o estabelecimento de um lar, preocupações com os negócios, problemas de saúde e assim por diante são frequentemente acompanhados por uma perda de ardor espiritual e eficácia. Muitos são aqueles que têm grandes recursos, energia e sabedoria para oferecer, mas que decidem relaxar, deixando a obra do ministério para a próxima geração. Como os israelitas no deserto, eles se contentam com o desinteresse, o criticismo e o cinismo, deixando de ver a desintegração em suas próprias vidas espirituais.

E quanto ao seu comprometimento, suas conversas e sua afiação espiritual? Continuam como já foram um dia? Há uma grande necessidade na igreja hoje, como havia na geração do deserto de Israel, de homens e mulheres da fé experimentados, que vivam vidas marcadas por um comprometimento consistente, nos bons e maus momentos, quer seja oportuno, quer não, pelos anos que eles caminham em direção à herança prometida pelo Senhor aos seus seguidores fiéis. Como será isso para você hoje — e daqui a dez anos?

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração...
17/03/2026

🌷 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. (Fp 4.6-7)

Se eu lhe dissesse para escrever todas as coisas pelas quais você esteve ansioso esta semana, ou até mesmo hoje, imagino que você teria uma lista considerável. Sei que eu teria! E, no entanto, a Palavra de Deus nos diz: “Não andeis ansiosos de coisa alguma”. Então, como devemos reagir quando nos sentimos sufocados na batalha contra a ansiedade?

Paulo diz que o antídoto para a ansiedade sufocante é oração e gratidão. Essa resposta não é natural. Na verdade, vai diretamente contra as tendências de nosso coração pecaminoso. A maioria de nós acha consideravelmente mais fácil recuar para um canto e reclamar, ou ruminar nas circunstâncias que nos preocupam, num esforço de controlá-las, em vez de levar as questões que nos induzem à ansiedade para Deus, em oração. Quão fácil — e quão infrutífero — é escolhermos sentar e ficar preocupados, permitindo que a ansiedade nos paralise, em vez de nos ajoelharmos e clamarmos a ele.

A oração engole a pergunta “Como vou lidar com isso?”, orientando-nos para longe de nós mesmos e para a provisão de Deus. A oração direciona o nosso foco para Deus, que é inteiramente competente, que conhece nossas necessidades intimamente e que nos dará o que pedimos ou algo melhor do que podemos imaginar. E um coração agradecido nos ajuda a confrontar sem amargura a pergunta “Por que isso aconteceu comigo?”, auxiliando-nos a lembrar das promessas de Deus. Ele sempre age com propósito, cumpre o seu plano e sabe exatamente o que está fazendo.

Alguns de nós tínhamos pais que funcionavam como nossos despertadores quando morávamos em casa. Quando precisávamos acordar em um determinado horário da manhã, tudo que tínhamos de fazer era avisar ao nosso pai ou à nossa mãe, e estávamos confiantes de que eles nos acordariam. Tudo o que nos restava fazer era dormir! Esse é o tipo de reação que Paulo quer que tenhamos diante da ansiedade. Devemos ir diretamente ao nosso Pai celestial e dizer: “Tu irás cuidar disso para mim?” E Deus sempre responde: Eu cuido disso. Confie em mim.
Quando entendermos que Deus está no controle de todas as coisas, levaremos todas as nossas lutas e desafios a ele. A paz que ele provê será uma fortaleza para o nosso coração.

Mesmo que os problemas nos assaltem e os perigos nos amedrontem,
Mesmo que amigos íntimos nos desapontem e todos os inimigos se unam,
Ainda assim, uma coisa nos assegura, qualquer que seja a ocasião,
A promessa nos assegura: “O Senhor proverá”.

Portanto, por que não escrever essa lista das coisas com as quais você tem estado ansioso esta semana? Então ore a respeito delas, levando essas situações ao trono do céu e deixando-as lá. E depois, ao lado de cada item, você pode escrever o que Deus lhe diz: Eu cuido disso. Confie em mim.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷 Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do Senhor; ouvindo-o o Senhor, acendeu-se-lhe a ira. (Nm 11.1) Não deve hav...
16/03/2026

🌷 Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do Senhor; ouvindo-o o Senhor, acendeu-se-lhe a ira. (Nm 11.1)


Não deve haver lugar para murmuração na vida cristã. Essa foi uma lição que Israel aprendeu da maneira mais difícil (e aprendeu lentamente). Depois que Deus os libertou da escravidão no Egito, os israelitas receberam a sua Lei, receberam os seus mandamentos e sabiam do próprio destino. Partiram ansiosamente para chegar à terra prometida, mas não haviam ido muito longe — não haviam passado nem mesmo da primeira curva na estrada — e já começaram a reclamar. Eles queriam carne para comer em vez de maná, e até mesmo desejaram estar de volta no Egito (Nm 11.4-6). Onde antes eles pensavam que a provisão diária de maná de Deus era uma indicação maravilhosa do seu amor por eles, agora reclamavam de precisar comer a mesma coisa de sempre. Murmurar parece ser uma coisa pequena, mas é um sinal de que falta gratidão. Sempre que a incredulidade e a falta de gratidão marcam a vida dos filhos de Deus, as consequências são inevitáveis. Podemos não acabar como os israelitas, que vagaram no deserto por 40 anos, mas nossa própria murmuração não é isenta de custo. Você se lembra de quando sentiu pela primeira vez a emoção de sua fé recém-descoberta? Talvez você tenha comprado sua primeira cópia do Novo Testamento e pensou que tudo o que estava descobrindo era fantástico. Você o lia em todos os lugares. Então, talvez, algo aconteceu no caminho; agora parece ser apenas “a mesma velha Bíblia”, e você gostaria que Deus fizesse algo mais dramático, algo melhor? Você se lembra de um tempo em que compartilhar sua fé parecia um privilégio emocionante — mas agora parece um fardo e uma obrigação? Você se lembra de uma época quando transbordava de gratidão pela cruz — mas agora você se concentra mais nas maneiras como Deus não o conduziu pelos caminhos ou para os lugares que você teria preferido? Quando o apóstolo Paulo escreveu à igreja primitiva, ele os lembrou da história de Israel como um aviso: Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa. (1Co 10.9-11) Se temos fé em Cristo, fomos libertos da escravidão do pecado — até mesmo da nossa murmuração! Fomos libertos por um sacrifício: o derramamento do sangue de Cristo na cruz. E nós também partimos em uma jornada, não para Canaã, mas para o céu. À luz disso, Deus nos deu promessas maravilhosas e advertências necessárias. Não presuma sua provisão nem murmure sobre a rota pela qual ele o conduz, mas, em vez disso, encha-se de gratidão por tudo o que ele proveu material e espiritualmente. A cruz está atrás de você, o céu está diante de você, e o Espírito habita dentro de você. Não há necessidade nem desculpa para murmurar.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷 Com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os consti...
11/03/2026

🌷 Com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. (Ap 5.9-10)


Eu estava no seminário com uma candidata missionária galesa chamada Mary Fisher. Ela estava estudando a língua xona para poder ensinar meninos e meninas no Zimbábue. Dentro de um tempo relativamente curto após sua chegada lá, houve um ataque terrorista na escola onde ela estava ensinando. Junto com muitos outros professores e crianças, Mary não sobreviveu; sua vida foi extinta naquele ataque. Contudo, embora sua morte tenha sido trágica, sua vida testificou da alegria de servir a Deus, que a tudo supera, não apenas aqui, mas também na eternidade.

No cântico dos anciãos reunidos em torno do Cordeiro em Apocalipse, somos lembrados de que o propósito da morte de Cristo foi que pudéssemos ser resgatados por Deus. Fomos libertos do pecado que nos prendia em suas garras para que, tendo sido comprados pelo sangue de Cristo, vivamos para ele. Nosso louvor é para Deus. Nosso serviço, como o de Mary Fisher, é para Deus.

Conforme os crentes do primeiro século olhavam em volta e viam alguns de seus amigos levados em cativeiro por sua fé, eles tentavam entender o triunfo de Cristo sobre a morte, a vitória de sua ascensão e a realidade de seu retorno. À luz da tribulação que enfrentavam, esses cristãos foram capazes de encontrar encorajamento na lembrança de que, mesmo Jesus tendo feito expiação por nossos pecados, o seu foco estava sempre no Pai. Ele nos comprou para Deus.

De que outra forma entendemos as tragédias contadas nas biografias de missionários ou explicamos o aparente caos desenfreado representado na morte dos mártires? A última gravação de Mary Fisher oferece clareza. Como cantora e violonista, ela estava ensinando às crianças em sua aula a letra de uma música baseada nas palavras de Paulo à igreja de Filipos: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21). Andar em seu caminho e segurar sua mão, a canção declara, é o caminho da paz e alegria.

Essa música não é nada além de retórica vazia, a menos que Apocalipse 5 seja absolutamente verdadeiro quando nos diz que Jesus foi à cruz para nos comprar para Deus. E Apocalipse 5 é absolutamente verdadeiro; e assim, mesmo que todo o nosso fôlego fosse arrancado em serviço a ele, mesmo que toda a nossa vida fosse pisoteada por causa do seu nome, ainda assim seria tempo, energia e vida bem gastos. Você foi resgatado por Deus para louvá-lo hoje e gozá-lo por toda a eternidade. Seja lá o que aguarda você hoje, certifique-se de caminhar ao longo do dia com isso como sua maior paixão e seu maior propósito.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷 Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento ...
10/03/2026

🌷 Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. (Efésios 6.1-3)


Em duas ocasiões, quando Paulo dá a seus leitores uma longa lista dos maus frutos da impiedade, bem no meio encontramos uma pequena frase: “desobedientes aos pais” (Rm 1.30; 2Tm 3.2). Por outro lado, quando você lê a história da igreja, descobre que, em tempos de avivamento espiritual, seguiu-se disso a piedade prática — incluindo a submissão das crianças à autoridade piedosa dos pais.

A obediência dos filhos aos pais não é mera sugestão; é uma obrigação. A Escritura ensina que tal obediência é correta de acordo com a ordem natural da Criação de Deus, de acordo com a Lei dele, e como resposta ao Evangelho. Os pais não devem ter medo de pedir, e enaltecer, a obediência. Mas Paulo não diz apenas que a obediência é correta; ele também diz que ela é recompensada. No Senhor Jesus, há uma bênção que acompanha a atenção aos mandamentos e promessas de Deus. E, quando as relações entre pais e filhos são marcadas por amor, confiança e obediência, não criamos apenas pessoas saudáveis; criamos uma sociedade saudável e coesa.

Os pais que desejam produzir tal obediência fariam bem em se lembrar de cinco verdades importantes que a Bíblia ensina sobre nossos filhos:

“Herança do Senhor são os filhos” (Sl 127.3). Eles são um presente e uma bênção. Pensar em nossos filhos deve incitar gratidão ao Doador desses filhos.
Não somos donos de nossos filhos; eles pertencem a Deus. Eles estão emprestados a nós por um tempo limitado.
Os filhos são imperfeitos desde a concepção, culpados de pecado e não merecedores da vida eterna — assim como todos nós (Sl 58.3; Rm 3.23).
Por serem pecadores, os filhos precisam dos mandamentos de Deus. Como pais, somos responsáveis por instruí-los na Lei de Deus desde os primeiros dias.
Nossos filhos podem ser salvos somente pela graça. Portanto, precisamos ensiná-los a olhar somente para Jesus para a salvação.
Muitos de nós vivemos em uma cultura na qual essas verdades são resistidas. Por um lado, os filhos são vistos como intrinsecamente bons, e a sua educação, saúde ou felicidade é considerada o bem mais elevado. Por outro, muitas vezes eles são alvo de piadas ou motivo de reclamações. Às vezes, mesmo dentro da própria igreja, há uma ausência de declarações bíblicas claras sobre a paternidade. Mas aqui está o que Deus diz: os filhos que crescem em casa devem obedecer a seus pais; os pais devem criar seus filhos para conhecer a Lei de Deus e a graça de Deus. Se formos criar uma geração em nossos lares e em nossas igrejas que seja mais piedosa e mais zelosa do que a nossa, faremos bem em nutrir nossos filhos no contexto da verdade de Deus. Muitos de nós somos pais com crianças em nossas casas. Todos nós somos membros de igrejas com crianças em nosso meio. Então, o que você deve fazer para contribuir para a saúde espiritual da próxima geração?

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

De uma maneira muito específica, Deus estava estabelecendo esta verdade essencial: ele está disposto a fazer o que for n...
09/03/2026

De uma maneira muito específica, Deus estava estabelecendo esta verdade essencial: ele está disposto a fazer o que for necessário para trazer pessoas pecadoras à sua presença. Como o seu povo era (e ainda é!) indisciplinado, ele teve de prover um sacrifício pela pecaminosidade deles, permitindo que se aproximassem dele com base nas ações de outro. E cada sacrifício apontava para além de si mesmo, para o sacrifício perfeito que Cristo ofereceria pela sua morte na cruz, lidando com o pecado de uma vez por todas. Como resultado, podemos desfrutar de total confiança diante de Deus. Mas essa confiança não está em nós mesmos; antes: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20).

Quando você estiver sendo tentado a vacilar, a duvidar e a olhar para suas próprias obras como a base da sua segurança, lembre-se desses dois bodes, ambos lhe indicando a obra de Jesus na cruz. Seu pecado foi pago e removido. Seu desempenho não acrescenta nem subtrai nada da sua condição diante de nosso Deus santo. Aqui é onde você encontra sua confiança:

Em uma vida que não vivi,
Em uma morte que não morri,
Na vida de outro, na morte de outro,
Aposto toda a minha eternidade.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷 Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me a...
04/03/2026

🌷 Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor! (Atos 9.10)

Todos os dias, você está moldando a sua reputação. E, como cristão, todos os dias está moldando a reputação de Cristo também. O que a nossa vida diz sobre Cristo conforme andamos por aí como seus discípulos?

Ananias pode ser uma pessoa menos conhecida da Bíblia, mas ele teve uma influência profunda na vida de Paulo e, portanto, em toda a história da igreja. Isso é resultado de sua fidelidade diária e devota como discípulo de Cristo. Três traços de seu discipulado podem ajudar a moldar o nosso próprio caráter e comprometimento com Cristo à medida que buscamos ser usados no Reino de Deus.

Primeiro, Ananias era, como a KJV[1] coloca, “um certo discípulo”[2] (ênfase acrescentada): alguém que foi especificamente escolhido. Mesmo antes de trazer Paulo (até então conhecido como Saulo) para Damasco ou chamar Ananias, Deus soberanamente orquestrou a propagação da igreja após o dia de Pentecostes em Jerusalém para alcançar pelo menos 320 quilômetros ao norte de Damasco, onde um grupo de crentes, incluindo Ananias, estavam então estabelecidos. Então, desse grupo, Deus escolheu especificamente Ananias para entrar em contato com Paulo após sua conversão. Essa profunda demonstração da soberania de Deus deve nos inspirar e nos encorajar a confiar que Deus pode estar trabalhando de maneiras ainda invisíveis para nos preparar e nos usar para realizar a sua vontade.

Em seguida, vemos que Ananias era um discípulo ousado. Ele se identificava como um seguidor do Senhor — parte do mesmo grupo em Damasco que Paulo estava a caminho de perseguir antes de sua conversão (At 9.1). A lealdade de Ananias não era simplesmente a uma igreja local, uma denominação ou uma visão teológica, mas ao próprio Senhor Jesus Cristo. Da mesma forma, se Jesus se apropriou de nossa vida e nos mudou, então também não podemos manter esse fato que muda vidas guardado para nós mesmos. Assim como dizemos não ao pecado quando recebemos a salvação de Cristo, também precisamos dizer não ao sigilo sobre a nossa fé. Ou nosso discipulado destruirá nosso sigilo, ou nosso sigilo destruirá nosso discipulado.

Finalmente, Ananias era um discípulo comprometido. Mais tarde, Paulo se lembraria de Ananias como um “Um homem, chamado Ananias, piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam” (At 22.12). Uma reputação como essa não é conquistada em cinco minutos, ou mesmo cinco dias, mas lentamente, no fluxo e refluxo constante da vida. Ananias desenvolveu tal reputação ao dedicar toda a sua vida a seguir a Deus e sua Palavra — uma dedicação que ele certamente demonstrou através de seus afazeres cotidianos e interações com os outros.

A vida de Ananias nos desafia a sermos fiéis de maneiras aparentemente pequenas em dias aparentemente ordinários. Talvez um dia sejamos chamados a fazer algo extraordinário para o Senhor — mas não devemos esperar até lá para vivermos de todo o coração para ele. Isto é o que os discípulos fazem: buscar a Deus com ousadia, devoção e humildade, e confiar completamente nele. Quer você esteja no meio de estudos, criação de filhos, buscando uma carreira ou enfrentando a aposentadoria e a velhice, procure fazer tudo fielmente para a glória de Deus. Tenha como objetivo ser conhecido simplesmente como Ananias era: um discípulo de Jesus Cristo.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos...
11/02/2026

🌷De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. (Lucas 11.1)

Nossa comunhão com Deus através do Senhor Jesus Cristo é manifestada principalmente através de nossas orações. Elas são evidências do nosso relacionamento com ele. Ele não apenas fala conosco através de sua Palavra, mas também nos concedeu o maravilhoso privilégio de nos comunicarmos com ele em oração.

A Escritura nos fornece vários relatos da vida de oração de Jesus. Quanto melhor familiarizados estivermos com esses relatos, mais perceberemos que Jesus tratava a oração como um hábito santo. Ele orava regularmente bem cedo de manhã para colocar os planos do dia diante do seu Pai. Orar em um lugar silencioso e solitário permitia que Jesus seguisse a voz do seu Pai acima do barulho das multidões e até mesmo dos pedidos de seus discípulos. A oração formou o contexto ou a estrutura de todas as decisões que ele tomou.

A rotina de oração de Jesus levou seus discípulos a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar”. Eles ficaram aparentemente chocados pela intensidade e foco de Jesus, o que gerou uma fome em seus corações por uma intimidade similar com o Pai.
Em resposta ao pedido deles, Jesus instruiu seus discípulos: “não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos” (Mt 6.7). Em outras palavras, ao orar, não devemos balbuciar ou tagarelar. Em vez disso, no exemplo que Jesus deu em seguida — nominalmente, a oração do Senhor —, descobrimos que os filhos espirituais de Deus são livres para se dirigirem a Deus simples e diretamente como a seu Pai celestial.

E pelo que devemos orar? Para começar, devemos pedir que o nome de Deus seja honrado corretamente, para que ele traga o seu reino em nós e ao nosso redor e para que ele supra nossas necessidades diárias. Devemos admitir nossa necessidade por arrependimento diário, a necessidade de estender perdão aos outros e a nossa dependência de Deus para lidarmos com a tentação. Em nossas orações, Jesus explicou, devemos buscar e pedir para ver a glória e graça de Deus em meio à nossa vida cotidiana.

Em nossa peregrinação cristã, não há nada que possamos conceber que seja mais importante — ou mais difícil de manter — do que uma vida de oração significativa. Mas aqui está a ajuda. Se Jesus, o Filho divino de Deus, precisava orar, então você e eu também precisamos. Esse pensamento humilhante deve nos colocar de joelhos. E, uma vez ajoelhados, podemos empregar livremente a oração do Senhor como um auxílio para nossa própria oração. Deus deu a você o grande privilégio de poder se achegar a ele em oração e se dirigir a ele como Pai. Ele está pronto para ouvir e para ajudar. Não deixe de tratar a oração como um hábito santo, e nunca como um extra opcional.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. (Isaías 42.3) Os gran...
31/01/2026

🌷Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. (Isaías 42.3)


Os grandes líderes políticos de antigamente dependiam da força para governar. (Muitos hoje ainda dependem.) Ciro, o Grande, rei da Pérsia, era descrito como alguém que atropelava pessoas até a morte e pisava nelas como um oleiro pisa o barro (veja Is 41.25). Contudo, ao mesmo tempo, Isaías profetizou sobre um Servo que viria — o qual estaria em contraste direto com os governantes do seu tempo.

Jesus, o Servo, é manso, suave e bondoso. Aqueles a quem os outros são tentados a rejeitar e descartar, estes ele está disposto a usar, e é capaz de fazê-lo. Que palavra de encorajamento!

Na figura de um caniço quebrado, vemos a importância da ternura em relação a nós. Você não pode se apoiar em um caniço quebrado, nem pode fazer música com ele. Ainda assim, Jesus cata do chão aqueles a quem outros colocaram de lado e faz uma bela melodia na sua vida e através dela. Hoje, você pode estar se sentindo terrivelmente pisoteado, machucado pelo que os outros fizeram a você, ou ferido por erros passados. Talvez você esteja tentado a crer que está quebrado e sem utilidade. Mas há uma notícia gloriosa para você: o Servo cata caniços quebrados e faz isso com cuidado.

Jesus também faz uso de pavios fumegantes. Ele não os apaga; em vez disso, pega o cepo oscilante e faz dele uma luz brilhante. Talvez você tenha sido levado a crer que seus melhores dias já passaram; você é uma velha vela crepitando, uma chama fraca quase se apagando. Se você não tem tudo bem resolvido até agora, você diz a si mesmo, provavelmente não há esperança alguma para você. Porém, mais uma vez, há uma boa notícia: pavios fumegantes encontram esperança nesse Servo, que veio para nos reacender.

Jesus tem um interesse fenomenal nos zés-ninguém — os caniços quebrados, os pavios fumegantes. Ele os redime e os usa para levar luz ao mundo e louvor ao seu nome. Em verdade, de um jeito ou de outro, somos todos caniços quebrados e pavios queimando levemente. Estamos dispostos a reconhecer nossa situação humilde a fim de podermos conhecer a mansidão e bondade do Servo? Afinal…

Ele nunca apagará o pavio fumegante,
Mas o elevará a uma chama;
O caniço quebrado ele nunca quebra,
Nem despreza o mais vil nome.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

🌷Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. (Efésios 4.31)A maior...
30/01/2026

🌷Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. (Efésios 4.31)

A maioria de nós, se não todos, sabemos como é acordar com o pensamento de que a vida não está nem um pouco próxima de como gostaríamos que ela fosse. Talvez você tenha se sentido assim quando acordou hoje. No corpo, nas emoções, nos relacionamentos, nas finanças e até mesmo na área espiritual, podemos estar enfrentando dias especialmente difíceis, e, como resultado, somos tentados a ficar desiludidos. O que devemos fazer?

Uma forma útil de começar é pedir a Deus pela sua proteção contra três fontes poderosas de aflições espirituais: os “assassinos silenciosos” da amargura, do ressentimento e da autocomiseração. Esses três irão estrangular lentamente sua fé e transbordar em inveja e malícia em direção àqueles que possuem o que tanto queremos. Então, nas situações que enfrentamos, as quais talvez apenas Deus e nós conhecemos, precisamos da ajuda dele para responder com coração brando ao invés de um espírito severo.

Em sua carta aos crentes em Éfeso, Paulo os encorajou — na verdade, ordenou — a abandonar toda amargura, cólera e ira. Embora seja mais fácil falar do que fazer, a ordem de Paulo em si mesma é bem direta. Na verdade, não há nunca uma ordem na Palavra de Deus a que não possamos obedecer, não importa o quão difícil pareça, pois Deus sempre nos capacita para o que ele ordena. Logo, se ele diz: Abandone algo, eu e você podemos estar certos de que ele pode aplicar o poder do Espírito em nossa vida para nos habilitar a fazer o que ele ordenou. Quando vivemos com amargura, ressentimento ou autocomiseração enchendo nosso coração, então podemos culpar somente a nós mesmos. Por mais que eu queira, não posso depositar a responsabilidade em Deus.

Um indivíduo que poderia ter argumentado que suas circunstâncias legitimam esses três sentimentos venenosos era Ana, cuja história lemos no início de 1 Samuel. Ela deve ter lutado contra cada um deles enquanto mais um mês se passava sem que ela engravidasse, enquanto mais um dia trazia as provocações da outra esposa de seu marido e ela via os filhos que Deus dera a essa mulher. Mas ela levou suas frustrações e tristeza e fez algo melhor com elas: orou. Ela derramou seu coração diante de Deus. E, sabendo que fora ouvida, ela foi embora em paz. Conquanto, a essa altura, seu corpo ainda permanecesse infértil e suas circunstâncias permanecessem inalteradas, seu espírito havia sido liberto pelo seu Pai celestial.

Deus protegeu Ana dos assassinos silenciosos da amargura, do ressentimento e da autocomiseração — e ele também há de nos proteger. Portanto, você não precisa ficar acordado à noite tentando se assegurar de que sua vida acontecerá da forma como você quer. E você não precisa ser dominado pelo sentimento de desencorajamento de acordar para mais um dia de circunstâncias indesejáveis. Em vez disso, você pode usar esses momentos para aprender o valor de deixar as dúvidas e situações que não entende aos cuidados de Deus — que é, afinal, exatamente o lugar onde elas devem ficar.

Devocional Verdade Para a Vida
— Alistair Begg

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