Comunidade Fé e Vida São Francisco Xavier

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Guia-nos, Espírito Santo!
24/05/2026

Guia-nos, Espírito Santo!

Reconhece que tudo vive do sopro de Deus.

RECEBEI O ESPÍRITO SANTO!Por Nilson Perissé Há pessoas que entram num ambiente e tudo permanece igual depois que elas pa...
24/05/2026

RECEBEI O ESPÍRITO SANTO!
Por Nilson Perissé

Há pessoas que entram num ambiente e tudo permanece igual depois que elas passam. Outras chegam trazendo vida, coragem, reconciliação e esperança. Pentecostes fala justamente sobre isso: o momento em que homens comuns deixaram de apenas existir e começaram verdadeiramente a irradiar Deus no mundo.

EVANGELHO

No Evangelho deste Domingo (Jo 20,19-23), ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: «A paz esteja convosco». Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse de novo: «A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio». Então, soprou sobre eles e falou: «Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, ficarão retidos».

CATEQUESE

A solenidade de Pentecostes encerra o Tempo Pascal, esses cinquenta dias em que a Igreja prolonga a alegria da Ressurreição. Mas Pentecostes não recorda apenas um acontecimento do passado. Celebramos aqui uma realidade que continua acontecendo: Deus ainda sopra sobre o ser humano.

O Evangelho descreve discípulos escondidos atrás de portas fechadas, tomados pelo medo, pela insegurança e pela sensação de que tudo poderia acabar ali. Tinham convivido com Jesus, testemunhado milagres, ouvido ensinamentos extraordinários, mas ainda eram frágeis, instáveis e assustados.

E talvez isso torne essa passagem tão próxima de nós.
Porque também existem períodos em que vivemos atrás de portas interiores fechadas. Há fases em que o medo nos diminui, o desânimo nos paralisa ou as decepções esvaziam nossa coragem. Às vezes seguimos externamente funcionando, trabalhando, conversando e cumprindo obrigações, mas interiormente estamos recolhidos, cansados e sem força espiritual.

É exatamente nesse ambiente de fragilidade que Jesus aparece.
E o gesto que realiza é profundamente simbólico: ele sopra sobre os discípulos.

O Evangelho nos faz recordar imediatamente o livro do Gênesis, quando Deus insufla nas narinas do primeiro homem o hálito da vida. Agora, porém, algo novo acontece. Se no princípio Deus criara o ser humano para a vida natural, aqui Cristo sopra sobre uma humanidade chamada à vida espiritual. Pentecostes é, de certo modo, uma nova criação.

Por meio desse hálito divino, os discípulos deixam de ser apenas homens amedrontados para se tornarem testemunhas corajosas. Aqueles que antes se escondiam passam a anunciar publicamente o Evangelho. O Espírito transforma pescadores inseguros em homens capazes de atravessar perseguições, prisões e sofrimentos sem abandonar Cristo.

Mas o mais bonito é perceber que essa ação não pertence apenas ao passado da Igreja.

O Espírito Santo continua atuando silenciosamente dentro de nós.

É ele quem nos move ao perdão quando o orgulho quer endurecer o coração. É ele quem nos sustenta quando pensamos em desistir. É ele quem nos inquieta quando nos acomodamos demais. É ele quem nos dá força para recomeçar depois das quedas. É ele quem transforma fé em vida concreta.

O Espírito não costuma agir através de espetáculos grandiosos. Muitas vezes sua ação acontece na forma de uma coragem inesperada, de uma paz que não sabemos explicar, de um discernimento súbito, de uma vontade nova de mudar de vida ou de um impulso interior que nos aproxima novamente de Deus.

Pentecostes nos recorda justamente isso: não fomos chamados apenas a admirar Jesus externamente, mas a permitir que sua própria vida respire dentro de nós.

No fim do dia, o grande drama espiritual não é sentir a ausência de Deus, mas viver com as portas interiores permanentemente fechadas ao seu sopro.

Porque o vento do Espírito continua passando. E há vidas que só voltarão verdadeiramente a florescer quando finalmente abrirem as janelas da alma para deixá-lo entrar.

23/05/2026

ENTRE CRENÇA E FÉ: DO DIZER AO EXISTIR
- Luiz Sureki, SJ

Há palavras que, de tanto serem usadas, acabam perdendo sua nitidez. “Fé” e “crença” são duas delas. Entre ambas há uma diferença decisiva ‒ e é precisamente essa diferença que permite compreender melhor o fenômeno religioso. A crença pertence, em primeiro lugar, ao âmbito do entendimento. Crer é afirmar algo como verdadeiro. Mas a fé não se esgota nesse horizonte. Ela desloca o centro da relação: já não se trata apenas de afirmar que algo é verdadeiro, mas de confiar-se àquilo ‒ ou Àquele ‒ que se reconhece como verdadeiro. A fé não é apenas um juízo; é um movimento da existência. Não é apenas relação com um enunciado, mas com uma realidade viva. A diferença é sutil, mas decisiva: enquanto a crença se refere ao que é dito, a fé diz respeito ao modo como se vive a verdade.

Leia o texto completo em https://faculdadejesuita.edu.br/entre-crenca-e-fe-do-dizer-ao-existir/

Foto: Shutterstock

Espírito Santo, sopro de nova criação,Tu renovas o nosso tempo interior.Enxugas os turbilhões dos nossos medos.Agitas o ...
23/05/2026

Espírito Santo, sopro de nova criação,
Tu renovas o nosso tempo interior.
Enxugas os turbilhões dos nossos medos.
Agitas o pessimismo em que aprisionamos a vida.
Iluminas o profundo, mostrando tanto bem que ignoramos.
Incitas nossas mãos para o dom de si.
Entusiasmas os crentes
para que se revelem como filhos de Deus.
Preparas a reconciliação
como o vinhateiro prepara a sua vinha.
Seguras, firme, o fio da esperança
do qual tudo se suspende.
Alegras, em todos os quadrantes,
aqueles que vislumbram a tua dança.
Decifras a prece que o nosso silêncio te murmura.
— Card. José Tolentino de Mendonça©, Um Deus que dança.

23/05/2026

Domingo de Pentecostes Jo 20, 19-23 Ao anoitecer daquele dia, o ...

Tu queres elevar minha humanidadeà dignidade do Teu CéuApós rezar por mimpara que minha fé não sucumbadiante das minhas ...
22/05/2026

Tu queres elevar minha humanidade
à dignidade do Teu Céu
Após rezar por mim
para que minha fé não sucumba
diante das minhas crises
para que minha unificação prevaleça
sobre minhas divisões
para que meu testemunho ecoe mais
que minhas hesitações e negações
Tu me propões um acesso
ao coração da Aliança
entre Ti e Teu Pai
Como posso entrar nesta
eterna Dança da Vida?
Amarei sempre um pouco mais
Seguirei Teus passos a cada dia
Serei enviado aos outros
sem fixar os olhos em mim
mas sustentando-me em Teu Olhar
curativo e cheio de confiança
Senhor da Amizade Restaurada
Tu sabes tudo e
conheces meus sonhos e limites
Teu Espírito é um Dom sempre presente
para que eu também aprenda a ser
um dom para os outros
Com Tua graça e Teu sustento
quero amar-Te e servir-Te
em Teu santo pastoreio
até o fim

(cf. Jo 21,15-19)

Pe Francys Silvestrini Adão SJ

Aprender, ensinar e mendigar...
22/05/2026

Aprender, ensinar e mendigar...

Jo 21, 15-19Jesus manifestou-se aos seus discípulos e, depois de c...

Ele conta conosco ❤️
22/05/2026

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*UM CONVITE QUE SE RENOVA TODOS OS DIAS*Por Nilson Perissé _O Ressuscitado não apenas vence a morte: ele retorna ao enco...
22/05/2026

*UM CONVITE QUE SE RENOVA TODOS OS DIAS*
Por Nilson Perissé

_O Ressuscitado não apenas vence a morte: ele retorna ao encontro dos discípulos para chamá-los outra vez. Porque o Evangelho não termina na cruz nem na queda humana. Em Cristo, sempre existe possibilidade de recomeço._

*EVANGELHO*

No Evangelho desta Sexta-feira (Jo 21, 15-19), Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos. Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?». Pedro respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que te amo». Jesus lhe disse: «Cuida dos meus cordeiros». E disse-lhe, pela segunda vez: «Simão, filho de João, tu me amas?». Pedro respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que te amo». Jesus lhe disse: «Sê pastor das minhas ovelhas». Pela terceira vez, perguntou a Pedro: «Simão, filho de João, tu me amas?». Pedro ficou triste, porque lhe perguntou pela terceira vez se era seu amigo. E respondeu: «Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo». Jesus disse-lhe: «Cuida das minhas ovelhas. Em verdade, em verdade, te digo: quando eras jovem, tu mesmo amarravas teu cinto e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te porá o cinto e te levará para onde não queres ir». Disse isso para dar a entender com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: «Segue-me».

*CATEQUESE*

Essa passagem do Evangelho de João é cheia de delicadeza e humanidade, revelando como Jesus tratava os discípulos não apenas como seguidores, mas como amigos profundamente amados. Ternura e sensibilidade eram marcas constantes na forma como ele orientava, corrigia e fortalecia aqueles que caminhavam ao seu lado. E a conversa de hoje remete a dois episódios decisivos da relação entre Cristo e Pedro.

O primeiro deles aparece nas três perguntas que Jesus dirige ao discípulo: “Simão, filho de João, tu me amas?”. Elas fazem eco ao momento dramático vivido após a Última Ceia. No Monte das Oliveiras, Jesus havia previsto que Pedro o negaria três vezes. Mais tarde, quando o Senhor é preso, os discípulos fogem e Pedro, tomado pelo medo, faz exatamente como fora anunciado: por três vezes afirma não conhecer Jesus.

Agora, porém, o Ressuscitado reencontra Pedro junto ao lago. E, ao invés de humilhá-lo ou recordar sua covardia de maneira cruel, conduz o amigo ferido a uma espécie de reconstrução interior. Três negações são substituídas por três afirmações de amor. É como se Jesus dissesse: “o fracasso não é a última palavra sobre tua vida”. Pedro não é definido pelo momento em que caiu, mas pela disposição de permanecer amando apesar da própria fraqueza.

O segundo episódio aparece na frase final de Jesus: “Segue-me”.
Foi exatamente esse o chamado que deu início à história entre os dois. Pedro estava entre redes vazias, cansado e frustrado por uma noite inteira sem pesca. Jesus manda que lance novamente as redes, o milagre acontece e, logo depois, vem o convite decisivo: “Segue-me”. Pedro deixa tudo e inicia sua caminhada ao lado do Mestre.

Agora, depois da cruz, da fuga, da culpa e da ressurreição, Jesus repete exatamente o mesmo chamado. E talvez seja isso o mais bonito desta passagem.

O Evangelho de João termina praticamente do mesmo modo que tudo começou. Como se a ressurreição transformasse o fim em reinício. Como se Cristo estivesse mostrando que o amor de Deus é capaz de reabrir caminhos mesmo depois do fracasso, do medo e do desânimo.

Pedro cai, mas é chamado outra vez. Pedro fraqueja, mas continua amado. Pedro foge, mas continua esperado. E talvez seja justamente por isso que esta cena alcança tão profundamente nossa própria vida.

Também nós ouvimos o chamado de Deus e, muitas vezes, esfriamos. Há períodos em que rezamos menos, nos distraímos mais, perdemos entusiasmo, nos deixamos vencer pelo cansaço espiritual ou pelas preocupações do mundo. Há momentos em que seguimos Cristo com fervor; em outros, o negamos discretamente através de nossas omissões, incoerências ou desistências silenciosas.

Mas o Evangelho de hoje nos lembra algo profundamente consolador: Jesus continua vindo ao nosso encontro.
E continua perguntando, não se ainda somos perfeitos, mas se ainda o amamos.

Porque o seguimento não é uma decisão feita apenas uma vez na vida. É um “sim” que precisa ser renovado cotidianamente.

Tua oração generosapor mim e por tantos e tantasé um presente muito preciosoÉ um grande Abraço de Deusem nossa humanidad...
21/05/2026

Tua oração generosa
por mim e por tantos e tantas
é um presente muito precioso
É um grande Abraço de Deus
em nossa humanidade
tão frágil e sonhadora
Quanto preciso
desta unidade e desta semelhança
que Tu pedes a Teu Pai
Quanto desejo
aprender a ser uno e único
por dentro e por fora
para que
minha inteligência
meus afetos
minha carne
sejam inteiramente
consagrados a Ti e
radicalmente a serviço dos outros
Arranca de meu coração
toda mundanidade que me impede
de me receber e me entregar
à Tua maneira
Faz-me Um
contigo
com o Pai
com meus irmãos e irmãs
Assim minha vida
será um reflexo de Tua Glória
e minha consagração
um sinal de Teu Amor verdadeiro

(cf. Jo 17,20-26)

Pe Francys Silvestrini Adão SJ

Endereço

Niterói, RJ

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