30/06/2021
Quem foi Exu ?
Está é uma pergunta divisora de opiniões. Pois em muitas descrições encontramos um discurso raso, propenso a refutação mediante à simples indagações. É preciso deixar claro, que quando falamos sobre a natureza espiritual, independente de vertentes tradicionais, não podemos ignorar a existência de parâmetros metafísicos que constituem a natureza e a existência propriamente dita. Não trata-se de mera especulação mental ou questão de opinião. Por tal motivo, entendemos que a absorção de espíritos para as fileiras legionárias de V.S. Maioral, não ocorre por mero capricho baseado em status sociais ou pseudo necessidade comunitária; mas sim, pela capacidade de estar além dos horizontes humanos.
Ditar um caminho percorrido pelos espíritos quando ainda caminhavam por esta terra, seria perda de tempo. Mas podemos encontrar fracções de similaridade quando comparamos os mitos formadores de diversas legiões que expressam certas características manifestas por estes. Através deste entendimento, f**a claro que: a postura mediante adversidades, estratégia, perversão direcionada, instintos canalizados sob controle mental, inconformidade constante etc. Foram comportamentos que possibilitaram auto compreensão. Além disso, os antigos nos ensinam que a morte é um reflexo da própria vida, e compreender a mesma é um passo para atravessar os vales sombrios. Uma vida vazia de propósito, irá reverbera a mesma frequência: desnorteamento. Mas àqueles que vivem e morrem por propósitos que estão além de ideais supérfluos, como movimentos sociais ou religiosos, constroem para toda eternidade um legado que permeia as eras.
São muitos os povos que agregam o título de Exu e Pombogira. Cada qual, obteve através de uma experiência particular e única, seu trono construído através de suas ações. Viveram pela estrada árdua das adversidades e conseguiram enfrentar os labirintos ilusórios da vida e da morte. Exu nos ensina de forma prática, que a vida precisa ter um propósito maior do que simplesmente cumprir funções construídas por nós mesmos. É preciso morrer por uma causa. É necessário sacrif**ar a si mesmo, para tornar-se o que não pode ser definido por palavras ou símbolos.