21/02/2026
Nota Pública: Em Defesa do Respeito, da Fé e da Coerência Democrática
Vivemos tempos em que a palavra respeito é constantemente evocada, mas seletivamente praticada. Em nome da arte, da liberdade de expressão e do pensamento progressista, tem-se permitido que a fé cristã, os valores conservadores e milhões de evangélicos sejam tratados com escárnio, estigmatização e desprezo público. Isso não é liberdade, é incoerência.
Repudiamos veementemente manifestações que, sob o pretexto de crítica social, promovem humilhação, caricatura e ataque direto à fé cristã e aos conservadores, colocando-nos “numa lata”, como se fôssemos um bloco homogêneo de atraso, ignorância ou intolerância. Essa prática não constrói diálogo, não promove cultura e não fortalece a democracia. Pelo contrário: aprofunda divisões e normaliza o desrespeito.
É preciso dizer com clareza: não incomodamos porque somos violentos, mas porque somos diferentes. Incomodamos porque defendemos valores que não se moldam ao espírito deste tempo. Incomodamos porque cremos na vida, na família, na responsabilidade moral, na verdade e na fé. Incomodamos porque escolhemos ser luz em meio às trevas, sal em uma sociedade que relativiza tudo, inclusive a dignidade humana.
A história mostra que aqueles que não se enquadram sempre foram alvo de zombaria, perseguição e apedrejamento, ontem com pedras, hoje com palavras, imagens e narrativas. Mas o cristianismo nunca floresceu pela aprovação das massas, e sim pela fidelidade aos seus princípios.
Causa estranheza, no entanto, que os mesmos setores que atacam publicamente os evangélicos e conservadores sejam os primeiros a procurar nossas igrejas em períodos eleitorais, pedindo votos, apoio e legitimidade. Não se pode, ao mesmo tempo, desprezar nossa fé e instrumentalizar nossa presença social. Isso não é diálogo; é oportunismo.
É importante afirmar também: um verdadeiro cristão não pode apoiar atos que zombam da fé, promovem escárnio religioso ou alimentam a cultura do desprezo. A arte que fere deliberadamente a consciência de milhões não é libertadora; é autoritária. E o discurso que exige respeito enquanto desrespeita perde sua própria autoridade moral.
Defendemos a convivência democrática, a pluralidade de ideias e o direito à expressão. Mas esses direitos não são absolutos quando violam a dignidade do outro. Respeito não é mão única. Liberdade não é licença para humilhar. Diversidade não pode significar perseguição disfarçada.
Seguiremos firmes. Não nos calaremos. Não por ódio, mas por convicção. Não por desejo de conflito, mas por compromisso com a verdade. Somos diferentes, sim. E é justamente por isso que continuamos incomodando, porque ainda ousamos crer, viver e defender aquilo que muitos já abandonaram.
Pr. Jonas Francisco de Paula
Presidente da COMADERJ