02/12/2019
• semana 08 • A oração é derramar nossos corações a Deus •
Como os inimigos da alma são inveterados, sutis e poderosos, e nossa estrutura espiritual é inconstante, é bastante necessário que se viva sob contínua lembrança das considerações que nos despertam. O que é mais recomendável, o que é tão necessário, do que andarmos de forma digna; vigiando e orando, para não cairmos em tentação? Um senso de nossa própria fraqueza e insuficiência sempre deve habitar em nossa mente e aparecer em nossa conduta. Como a corrupção da natureza é uma inimiga que sempre está por perto, e sempre em nós, enquanto estivermos sobre a terra; e como ela é fortemente propensa a atender a toda tentação de fora; vós deveis “guardar vosso coração com toda a diligência”. Vigiai, diligentemente vigiai, sobre
todas as imaginações, gestos e tendências. Considerai de onde surgem e para o que se inclinam, antes de executardes quaisquer propósitos nelas formados. Pois esse é o superlativo engano do coração humano: “É tolo aquele que nele confia”, ignorante do perigo e incauto quanto a seus melhores interesses. Tal consideração deve fazer com que todo filho de Deus curve os joelhos
suplicantes, com maior frequência, humildade e fervor: para viver como se
estivesse diante do trono da graça; não se afastar dali até que esteja fora do alcance do perigo. É certo que, quanto mais vemos a força de nossos adversários e o perigo com que nos ameaçam, mais devemos nos exercitar em fervorosa oração. É possível que tu, ó cristão, permaneça frio e indiferente, inerte e descuidado, quando o mundo, a carne e o diabo são teus opositores implacáveis e incansáveis?
Texto: Abraham Booth