24/03/2026
Pastoral: O PERIGO DA IDOLATRIA
Não terás outros deuses diante de mim. (Êxodo 20:3)
O primeiro mandamento que Deus deu na aliança que fez com o povo que tirara do Egito foi a proibição de qualquer forma de idolatria e a ordem de adorar, confiar e glorificar somente a Ele. Diante da promiscuidade do relacionamento aberto dos egípcios com diversos deuses, o povo de Deus deveria ter um relacionamento exclusivo com aquele que os libertou da escravidão, não apenas física, mas sobretudo espiritual, no Egito.
Somente este Deus é merecedor, pois somente Ele é Deus. Os deuses não são chamados assim porque existam, mas porque eram tratados assim pelas nações idólatras e, em muitas ocasiões, pelo próprio povo que era chamado pelo nome do Senhor. Somente Ele é digno, porque além de ser o criador, também é o redentor do seu povo e isto é deixado claro no prefácio dos dez mandamentos, em Êxodo 20. O Senhor está dizendo ao povo: Coloquem a sua confiança somente em mim, pois somente eu vos libertei e somente eu vos levarei para a terra prometida, guiando-os pelo deserto.
A idolatria não começou com a fabricação do bezerro de ouro, mas no jardim, quando nossos primeiros pais deram ouvidos à antiga serpente. No ato de desobediência havia o desejo de se tornar igual a Deus. Esta é a essência da idolatria. No fim das contas, idolatria é a adoração a si mesmo, é egolatria. João Calvino disse que o coração do homem é uma eterna fábrica de ídolos. Não os fazemos apenas com nossas mãos, mas sobretudo com o coração! Parece não haver limite para a nossa invenção de falsas divindades. Qualquer coisa pode se tornar um ídolo para nós. Idolatria é adorar qualquer elemento da criação em vez do Criador.
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