Fundação Missionária Rev. Manoel Lopes

Fundação Missionária Rev. Manoel Lopes Lista de missionários por quem precisamos orar. Pedidos de oração
Mensagem de salvação - Registro de ações missionárias recentes
Louvores !

24/04/2022

Viver com Cristo é ter a certeza de que tudo dará certo, mesmo se estiver dando tudo errado. É ganhar, mesmo se vier a perder. É encontrar alívio em meio a dor. Paz em meio à guerra. Força em meio ao cansaço. Luz na escuridão. É ter a oportunidade de começar de novo quando parecia ser o fim. Viver com Jesus é assim, desafia a lógica humana. E mesmo que não vejamos nenhuma possibilidade, Ele nos mostra que tudo é possível ao que crê! 😀

25/03/2022
05/03/2022

Um pedacinho do meu livrinho:
Terezinha Castro de Araújo, meu ponto de partida.
Para muitos não é bom lembrar tempos de infância. Eu, pelo contrário, não posso esquecer minha infância . Meu paraíso. Gosto de ser ARREBATADO ao PARAÍSO, Sim minha infância na fazenda com meus pais foi um tempo maravilhoso. Passarinhos em bandos cantando, mugido das vacas e bezerros, relinchar dos cavalinhos, o cocoricó dos galos e galinhas, o caldo de cana( garapa) de manha bem cedinho, frutas em variedade e abundância, café com leite fresquinho . Mas, melhor que tudo isto era ouvir o cântico dos hinos, um após outro todos os dias, na maravilhosa voz de dona TEREZINHA , mamãe, mulher trabalhadora, feliz, alegre que cozinhando aquela deliciosa comida, ou no tanque lavando as roupas ou limpando a casa estava sempre louvando a Deus e nos ensinado a crer no DEUS vivo e verdadeiro. Isto, sem nunca esquecer o culto doméstico, que era denominado por nós de “hora da leitura” com os filhos. Nunca posso esquecer as verdades bíblicas lidas por ela para nós, de Daniel na Cova dos Leões, os três amigos de Daniel na fornalha, Daniel orando 3 vezes ao dia, O Chamado do menino Samuel, Zaqueu subindo na árvore entre tantas outras, e algumas vezes ela usava o flanelógrafo para contar estas histórias ilustradas. INESQUECIVEL. O culto doméstico é indispensável, maravilhoso instrumento de pescaria, principalmente para a família. Como esquecer o tempo de joelhos ao lado dela, a hoje bisavó Terezinha. De fato eu garanto que tudo se iniciou ali. Minha pescaria de homens teve bases nesta fabulosa pescadora, missionária no LAR. Nossos joelhos no chão em clamor por vidas que andavam longe de Deus, inclusive meu pai e vovô João Ilhéu não foram em vão. Ambos, mais ao final da vida se renderam totalmente ao salvador. Eu, cheguei a batizar meu pai. Mas, mais que eles, tantos outros foram e estão sendo salvos. Ainda hoje ela com quase 90 anos, mesmo sem ouvir direito e embora não consiga mais cantar fortemente como antes continua a mesma, serva fiel e valorosa. Me emociono ao ir visita-la e a encontra-la prostrada em oração ou na leitura e estudo da Bíblia, anotando em seus caderninhos as lições ali encontradas. Ela, mamãe, não foi a campos missionários longínquos ou internacionais, mas sempre foi MISSIONÁRIA, pescadora de homens, direta ou indiretamente. Na família, ofereceu a Deus dois filhos pastores, 4 filhas servas fieis e dedicadas dois genros presbíteros e outros dois no caminho. Além de netos e bisnetos, todos na linha da bênção. Mas não posso esquecer sua paixão pelo povo seus vizinhos na fazenda ou na cidade a quem sempre evangelizou, oferecendo folhetos, Bíblias , visitas ,oração e apoio em momentos oportunos e de emergência. Porém, há algo espetacular que não posso esquecer. A fundação da igreja Esperança, dentro de sua propriedade, a fazenda João Ilhéu. Na infância, quando ainda morávamos permanentemente naquele paraíso, ela, iniciou a obra. Sempre fazia cultos com os colonos amigos vizinhos em ocasiões especiais. Se não tinha alguém especializado para pregar, e quase sempre não tinha, ela abria a Bíblia e anunciava com destemor e fé a verdade.
Em ocasiões especiais, como natal, tinha sempre a comemoração. Ai, mandava cortar um galho e fazia a árvore de Natal. Enfeitada com algodão, papeis brilhantes e os papais Noéis de ovo ( casca de ovos bem trabalhadas, tendo drenado o conteúdo mantendo intacta a forma, colocava barba de algodão, com lápis fazia olhos, narinas, sobrancelhas, punha um gorro de papel crepom e eram pendurados na árvore ao lado de saquinhos de papel colorido com doces feitos por ela nas noites após dias duros de afazeres domésticos. Os convidados vinham e era maravilhoso ver a alegria de todos, mas muito especialmente da criançada. Histórias na Flanela, cânticos, palavra de evangelização. Eu vivi vendo isto. Creio e tenho certeza eram os primeiros passos para a realização de seu grande sonho: ‘Fundar uma igreja ali’. Precisamos nos mudar para a cidade de Mutum, para que a criançada fosse para escola, pois escolinha rural era frágil, mesmo com a dedicação da professora prima Olga do Tio Marciano. É claro que a casa da fazenda não foi abandonada. Aos fins de semanas nós lá estávamos. Algum tempo se passou, mas o sonho e paixão dela não. Eu, já convertido pra valer, precisei sair para estudar em Belo Horizonte, e em uma das vezes vindo em casa tive a agradável surpresa de ser convidado no domingo para ir na escolinha dominical na Fazenda. Ela, resolveu criar uma escolinha dominical debaixo da grande árvore de Figueira , ao lado do prédio rudimentar da escola rural. Com total apoio das minhas irmãs, Alzira Maria e do seu esposo José Alves, o Zezé; da Lúcia, Cildinha e da Ana e seu esposo Dr. Emanuel, criaram nas tardes de Domingo após o almoço, escolinha. O então diácono Zezé( motorista, levava na camionete azul ou no caminhãozinho amarelo de meu pai) e Alzirinha, tinham compromisso sério de leva-la sempre para o evento. Alzira também lecionava às crianças. Todos os funcionários da fazenda com suas famílias eram convidados e quase todos se matricularam. Alguns crentes se agregaram e foram de suma importância. Sr. Omega e esposa Noemi com seus filhos, Dona Neli e filhos já davam corpo à nova congregação que ganhou o nome de Congregação Esperança, passando a reunir-se no prédio da escola.
O tempo foi andando e a congregação se fortalecendo.
Dr. Emanuel, médico em Aimorés, vinha sempre com a esposa Ana minha irmã e atendia a todos que precisavam de uma consulta, trazendo e doando medicamentos, fato signif**ativo neste início da igreja. O amor evidenciad
partida. o ali fez grande diferença. Terezinha bem acompanhada sempre presente. Muitos foram PESCADOS ali, cito por exemplo, Sr. Firmino , esposa e filhos, dona Alzira do sr. Jaci e filhos. Alguns de outra denominação se agregaram .Trabalho consumado, podia-se dizer que o Sonho da Missionária Terezinha está se consumando. E, para maior consolidação ela conseguiu com seu esposo, o flamenguista Jonathan, meu pai, a doação de espaço para a construção de um templo. O abençoado meu pai, que já era bem feitor da causa, que ajudara com alta contribuição para a construção do templo em Mutum, e custeava os estudos de dois futuros pastores Presbiterianos ( Altair e eu , que nos preparamos sem custos aos nossos presbitérios) entrou mais uma vez de coração na causa. Doou o terreno, e construiu o Templo inteirinho, novinho. Entendo que aí sim , o sonho se consumou. Ainda hoje lá esta a congregação , muito forte e pronta a ser organizada em Igreja. Considerando que recentemente Dr. Emanuel, presbítero e esposa moram na fazenda ao lado da congregação, e a frequenta, tendo se tornado membros a apoiadores efetivos e aos outros novos agregados crentes fortes e comprometidos, antevejo o momento da emancipação, quem sabe antes mesmo dos 90 anos da fundadora, a missionária Terezinha.
Ela, presbiteriana Legitima, muitas vezes presidente da SAF , líder na Federação Resplendor, deixou tantas marcas preciosas por onde passou. Quando pastor no presbitério Resplendor , fui muitas vezes identif**ado e aplaudido como o filho da dona TEREZINHA de Mutum.
É por isto que afirmo com alegria e certeza que ela foi o ponto de
Falando em Paraíso, preciso meditar sobre como entrar.
A PORTA DO PARAÍSO

19/02/2022

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19/02/2022

História de um Pescador.

19/02/2022

de Almas .
Tenho na memória, muitas histórias de pescador.
Papai arranjou o anzol, de peixes pequenos. Um desses bem pequenininho mesmo, para pescar lambarizinhos, que serviriam de isca a noite para pescar traíras. E lá vou eu, com uma pequena canequinha esmaltada cheia de feijão cozido para isca. E embora os peixes estivessem lá, minha primeira pescaria foi um grande fiasco. Peguei nenhum. Nenhunzinho para contar vantagem, De repente acabou a isca, os feijões cozidos que levei estavam tão gostosos que comi todos e só um ficou no anzol todo frustrado.
O bom desta história é que aprendi a gostar muito de feijão.
'Quem não tem peixe.... come feijão'.
Meu querido pai, não desistiu de mim. Levou-me muitas vezes em suas pescarias mas, eu sempre fracassei na arte dos anzóis. A não ser uma vez que fomos em uma fazenda no córrego dos Barcelos , quando encontrei o peixinho mais sem sorte do mundo. Enquanto papai e um amigo preparavam seus estratégicos molinetes, eu na margem do poço lancei brincando o anzol sem isca sem nada e o pobre do peixinho se ofereceu para agarrar no anzol pelado e puxou... levantei a vara e lá estava o coitado fisgado. Pensei comigo, hoje é o dia , coloquei isca no anzol e fiquei quase o dia inteiro e nem sequer um beliscão. Acho que peguei o último que tinha naquele poço. Acompanhei os pescadores por muitas vezes, mas nem sequer peguei em anzol. Em uma dessas viagens de pescaria passei grande susto... me atrevi a entrar em uma canoa para ir ao outro lado do rio Zé Pedro, perto de Centenário, distrito de Mutum . Eu era muito pequeno e não consegui remar a canoa começou a descer o rio em lugar muito fundo e com boa correnteza. Fiquei desesperado e nem conseguia gritar,... surgiu, não sei de onde um cidadão , enviado de Deus que conseguiu salvar-me. UFFF!!! Hoje penso que aquele senhor poderia bem ter sido um anjo de Deus. Ninguém o viu por ali. Nem sei se agradeci, e faço agora ao estranho cidadão minha tardia gratidão.
As coisas começaram a mudar no inicio da adolescência. Meu pai foi solicitado a levar uma caravana de Pastor e seminaristas a uma localidade vizinha, para visita pastoral e de amizade. Um deles o seminarista MANOEL LOPES DA SILVA. Rapaz muito amável, educação apurada, companhia muito agradável que arranjou por lá um anzol e fomos à pescaria. Fiquei ali ao lado do futuro pastor vendo-o pegar um após outro os peixinhos que me pareciam atraídos magneticamente pelo exímio pescador. O que me marcou naquele dia foi a vos firme, agradável do pescador que me disse- : "como é gostoso pescar,...." aquele gesto de amizade foi de fato um marco em minha vida. Iniciava ali o meu discipulado, minha grande amizade com o pastor que, durante alguns anos edificou-me com preciosos ensinos, com exemplo de vida integra, e mais tarde recebeu-me como membro professo da Igreja.
Creio que tenha sido aquela tarde de pescaria do Rev. Manoel, uma tarde muito proveitosa. Fui pescado para o Reino. E, me lembro muito das viagens no campo da Igreja Presbiteriana de Mutum, quando eu rapazola ainda era seu motorista do JEEP azul. Com 13 anos eu já era motorista bem experiente em estradas de barro - treinado nas camionetes e caminhões de meu pai na fazenda - tive a honra de dar ao querido pastor as primeiras aulas de motorista. Que dias inesquecíveis. Indo leva-lo nas visitações pastorais, ouvi exposições valiosíssimas da palavra de Deus. Tomávamos uma quantidade incrível de café, teve ocasião de ultrapassarmos 20 cafés no mesmo dia.
E, quando em uma noite, na data do meu aniversário, recebi a poderosa presença de Deus em minha vida e, convencido do meu pecado caí de joelhos, arrependido e em lagrimas, clamei por socorro ao Senhor, Ele trouxe à minha memória uma clássica mensagem do Rev. Manoel, baseada em João 15- Cristo o verdadeiro amigo- " Ninguém tem maior amor do este. de dar a própria vida em favor dos seus amigos"- E de joelhos, convencido de que era um terrível pecador , encontrei forças para fazer uma entrega incondicional. Declarei ainda prostrado: " o Senhor é Deus , o Senhor é Deus, o Senhor é Deus" Uma luz, uma paz indescritível inundou completamente o meu interior, a certeza de perdão e salvação tomou conta totalmente de mim. Declaro sem medo de errar: Fui batizado com o poder do alto ali. Recebi de fato o "Batismo celestial de poder” o Batismo com o Espírito Santo. A Prova que tenho de que isto é verdade é que:
1- Senti profunda paz, alegria e gozo na presença do Senhor.
2- Levantei-me um novo homem. Passei a fugir rigorosamente do pecado e a buscar dia após dia , a partir daí, uma vida de santidade.
3-Fui transformado de um tímido , amedrontado menino em um destemido orador, na escola e até mesmo nas reuniões da mocidade da Igreja .
4- Venci completamente o medo da morte, que me atormentava continuamente.
5- E, uma paixão extraordinária por almas perdidas, dominou-me completamente desde então. O amor por pecadores perdidos e o insaciável desejo de buscar uma a uma, todas as almas sem salvação para o Senhor, que nunca mais me abandonou são realmente provas da poderosa ação DELE em mim.
E,
É esta paixão por buscar vidas que transformou-me em um
"Pescador de homens" atendendo ao desafio do Senhor que disse:
" vinde após mim, e eu vós farei pescadores de homens" Mateus 4:19.
E foi assim que um fracassado pescador de peixes, deixando as redes, a velha vida, veio a tornar-se um abençoado pescador de homens. Agora tenho HISTÓRIAS grandiosas para contar e todas absolutamente verdadeiras, pois sou apenas o instrumento daquele que é a VERDADE.
" Ele disse, Eu sou o caminho a verdade e a vida" João 14.6. ou "conhecereis a VERDADE e a verdade vos libertará."

Liberto pela verdade tenho experimentado grandes momentos de vitórias na luta contra o pai da mentira, satanás.
O discipulado do Rev. Manoel foi mesmo eficiente. Depois de um ensino precioso ministrando aos jovens da Igreja, sobre a vontade de Deus para nossas vidas e anexando ensino sobre o "Kairos" o tempo de Deus para nosso viver, especialmente sobre namoro e casamento, tomei a decisão em oração, de buscar do alto a orientação para a escolha da companheira e de só namorar a que viesse a ser a esposa. E valeu a pena. Ele atendeu e conheci Célia Regina, com quem tenho vivido maravilhosamente a 41 anos de casado, depois que ele mesmo o pastor Manoel celebrou o casamento. Por ordem e providência de Deus foi o próprio Rev. Manoel quem ministrou minha ordenação ao Sagrado ministério, após alguns anos vividos em Belo Horizonte, onde além dos estudos em duas faculdades e ter sido muito ajudado no discipulado e pastorado do Rev. Magner Martins de Sousa que foi sem dúvidas, grande bênção em minha vida. Rev. Magner abriu-me muitas portas e deu-me oportunidades de trabalhar e aperfeiçoar na Pescaria de Almas. Colocou-me, no campo missionário em Curvelo, depois Pedro Leopoldo e Matozinhos. Deu-me espaço na 6ª Igreja Presbiteriana de BH onde ajudando a liderança da Mocidade e adolescência ao mesmo tempo que desafiou-me a ajuda-lo na fundação da Igreja em Ribeirão das Neves, onde Célia e eu f**amos por 5 anos deixando a congregação pronta para a organização em igreja. Aprendi muito com este amado pastor.. Como professor de Evangelismo e Evangelização no Seminário, fez um aperfeiçoamento nas técnicas da pescaria de almas.

Como novo homem, novo Pescador, iniciei logo , a nova vida no Reino. Creio poder expressar-me como o apóstolo Paulo:

“ Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, afim de viver para Deus. Estou crucif**ado com Cristo;
Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. “ Gálatas 2: 19 e 20..

O menino vermelhinho, quero dizer, que sempre f**ava vermelhinho de vergonha e timidez nas mais insignif**antes situações, foi transformado. Lembro-me de tantas vezes ter sido zombado nas brincadeiras dos colegas apontando minha total timidez e vergonha de tudo. Se o professor na sala de aulas olhasse para mim ou citasse meu nome, era o caus. Assentava-me então bem na frente e prestava o máximo de atenção até na chamada, pois sendo o numero um na lista, temia que o professor precisasse repetir o meu nome, o que seria suficiente para uma vermelhidão incrível. – penso agora que minha situação era semelhante a do “HUK” esse personagem fictício da TV, que f**a verde e muito valente em determinadas provocações. eu, ao contrário do dito personagem, f**ava VERMELHO, tremulo, humilhado e totalmente enfraquecido. Certa vez, quando fui solicitado pelo professor de Educação Moral e Cívica, o promotor de Justiça doutor Célio Cesar Paduanne, para na frente da turma, na sala de aulas LER um texto simples e fácil Não consegui. Fiquei tão vermelho, quente e tremulo que todo suado tive uma certa paralisia e só consegui voltar ao meu lugar ajudado pelo professor e um colega, creio eu ser o Betinho Miranda. A turma não deu gargalhadas, ficou em silencio profundo, mas a marca ficou. Este foi o motivo de ter feito a escolha de assentar na carteira ao lado do Renato Pessoa, que era o maior “zoador” da turma e estando ao seu lado me sentia um pouco protegido. Renato, Betinho, Carnot ,Renê e Gilberto Vita, Zé Renato, Célia Regina, Eni Medeiros, Maria de Lurdes, Marta, Aparecida, Sandra Guter Ferreira, Lenir, e algumas dos outros colegas devem lembrar deste velho tempo. MAS, foi exatamente neste tempo que ELE operou em mim. ELE OPEROU EM MIM. E, iniciando o novo ano na mesma turma, foi uma surpresa geral. Eu, Acir , não era mais o mesmo. Depois da abençoada experiência do ENCONTRO COM DEUS, e estar já experimentando o viver para Deus, e tendo Cristo vivendo a minha vida eu era outro Acir. Um novo homem. O VEREMINHO, morreu, está crucif**ado com CRISTO, e então com Cristo vivendo em mim, tornei-me líder da turma. Muitas e muitas vezes nos intervalos ou períodos vagos, assumia a classe dando reforço em Matemática, lá na frente no quadro e todos muito atentos vibravam . Cheguei a dar aulas de reforço em minha casa para quase todos. Tive certa vez mais de dez colegas estudando diariamente em minha casa, reforçando em Matemática, que graças ao Senhor Jesus eu dominava . Carminha Brandão, Maria José Duarte, Rene, Betinho, Jorginho Balé, Renato, e Célia Regina. ( Creio que Deus a tenha colocado aí para dar inicio ao grande projeto de abençoar-me com um tesouro) Ela, Célia nem precisa de reforço mas estava ali acompanhando alguma colega e acabou sendo “PESCADA”. Iniciei um processo de oração e clamor pela salvação destes colegas. Hoje, alguns anos depois, vejo bom número deles também salvos e servindo ao Senhor Jesus. Célia já era da minha igreja e entrou comigo no ramo das Pescarias. Vou dedicar um espaço especial para narrar partes da grande participação dela na vida deste Pescador, ela, pescadora comigo. Mas só para não perder o momento da vida de escola, cito o grande dia que “Carminha” nossa colega de escola e especialmente aluna particular de matemática, já muitos anos depois, quando Celia e Acir, já casados, com filhos já nascidos, pastoreávamos a Igreja Presbiteriana de Mutum, esteve em nossa casa na rua Sete Setembro 436, e ali consolidou sua entrega total ao Senhor Jesus. Ela, Carminha, com algumas incomodações de ordem espiritual, creio eu obra do Espirito Santo, a quem solicitamos em clamores por intervenções desde o tempo de escola, veio a nossa casa para um bate papo de amigos e em busca de algumas respostas. A “pescadora” Célia Regina ouviu e testemunhou por bom tempo e a moça estava de fato decidida. Foi quando o pastor Acir chegou e juntos oramos por consolidação da entrega definitiva daquela vida ao Senhor. Tive a grande honra de batiza-la algum tempo depois. Os estudos de crescimento e discipulado foram realizados por nós Acir e Célia com uma alegria imensa.

O menino que ia aos domingos de manhã à Escola Dominical só para obedecer ordens severas de Dnª Terezinha, mãe zelosa, e passando na pracinha escondia a Bíblia dos colegas que estavam nos bancos do jardim, saiu de uma vez por todas, desta triste vergonha, agora no novo viver. Este novo homem começou a ir ao encontro da turma, ler com eles a Bíblia, responder perguntas e até convidá-los aos cultos na Igreja. Era de fato uma nova vida. O medo e vergonha de ser um servo de Deus sumiram.
FEDERAÇÃO PRSP.
Coincidentemente ou providencialmente este período aconteceu num momento que iniciava-se uma revitalização, ou reavivamento, fortalecimento da Igreja Presbiteriana em Mutum. O jovem Presbítero Paulo Alves, Paulinho, irmão do meu super amigo Silas, recém casado com a Maria José Miranda, intensificou juntamente com ela , a vida de oração, deles e da Igreja. Criaram a famosa semana de oração da mocidade da igreja. E então a primeira semana de cada mês era muito preciosa e esperada por mim com certa ansiedade. Orar ficou sendo algo gostoso, indispensável e as experiências cada dia melhores. Ali era ocasião de encontro com Deus, de encontro com a turminha alegre e feliz da Igreja, e então a amizade e comunhão crescia dia após dia. E o desejo de estar sempre juntos, “como os pombos que andam em bandos”, nos levou a planejar e realizar muitos pequenos e preciosos eventos. Piqueniques, reuniões sociais, cultinhos de aniversário, passeios pelas fazendas e sem dúvidas os cultos de estudo bíblicos, se tornaram a nossa razão de ser.
Acontecia um avivamento interno em nós. Mocidade animada, igreja alegre e naturalmente um crescimento. Algumas conversões aconteceram, mas o mais notável foi o despertamento espontâneo de jovens e até adultos que agora se interessavam muito pelas coisas espirituais. A construção do novo Templo teve papel importante nesse despertar. O presbítero José Alves, também popularmente chamado Zé Relojoeiro, com seu testemunho de fidelidade e zelo marcou-me com ensinos BÍBLICOS ,rigorosamente bíblicos, puros, sem impurezas doutrinárias de homens ,foi algo fundamental. Ele era engraçado, sincero e na singeleza de alma nos ensinava muito. Certa vez, ele, entediado com excesso de envolvimento nacional com Copa do mundo e futebol, pregou condenando a bola. Foi quando o Celso, filho dele e que também gostava de brincar disse: “ um...papai esta zangado com a bola. Ele está enganado. Deus gosta muito de bola , se não fosse assim ELE não teria criado o mundo como uma bola. A terra, o sol, a lua não são uma bola ? “ e outra vez ele, tio José, disse condenado o cigarro e o vício de fumar: “ se Deus tivesse criado o homem para fumar tinha feito com um chaminé na cabeça” e declarando sua fé incondicional nos impressionou pregando no livro de Jonas, e comentando o fato de alguns críticos não aceitarem que um peixe tivesse engolido um homem inteiro vivo, ele disse :” não acreditam ... pois eu digo, se a Bíblia falar que o homem engoliu uma baleia , eu creio.” Fé simples, verdadeira vindas de um homem integro e absolutamente sincero. Fortalecia a nossa fé. E ele permaneceu fiel, sempre fiel. Tive a honra, muitos anos depois sendo pastor, presidir a reunião do conselho onde ele era presbítero, e ali continuei aprendendo com ele. Certa vez tínhamos uma “ encrenca entre duas partes” dois irmãos de uma das sete congregações da Igreja estavam em litigio. Ambos se declaravam com total razão na causa. E não havia como concilia-los. Chegaram a uma “audiência “no conselho”. Nós estávamos conversando, orando e empenhando em harmoniza-los. Estava difícil. Aí, o tio José, presbítero sensato e prático, que permanecera maior parte do tempo, calado, observando pensativo, ergueu-se e aproximando-se de um com as mãos em conchas as estendeu diante do primeiro e disse: você tem certeza de que está certo e com razão, não é ? sim disse o cidadão. Então coloque aqui toda sua razão. O irmão então, simbolicamente colocou ali sua RAZÂO. Voltou-se ao outro procedeu da mesma forma e este segundo também fez o gesto simbólico da deposição, entrega da razão. O sábio presbítero caminhou-se para a janela, na sala de reuniões no 2º andar e jogou ,simbolicamente , tudo fora. Voltou-se para os dois dizendo; Pronto. Acabou a razão de todo mundo. Agora todos dois estão sem razão. Foi a vez do pastor presidente, agir e conduzir ao acordo e encerramento da “encrenca”.
A simplicidade, pode ser componente da humildade e pureza. Virtudes ensinadas pelo Senhor Jesus Cristo no grandioso sermão da montanha. Era isto que tínhamos em nossa igreja naquela época. E isto produziu muito no reino de Deus ali. Que saudade!!!

Em abril de 1969, seria a inauguração do novo templo da Presbiteriana de Mutum. Nosso pastor de então Rev. Manoel Lopes da Silva, fez uma bela programação. Mais de 20 batismos e profissão de fé, inclusive o meu, no culto de inauguração que teria como pregador o reverendo Salvador Gomes Ganhoto, pastor da Igreja de Resplendor que traria o espetacular conjunto coral da referida Igreja. A turma incendiou-se. Fizemos preparativos e todo mundo ajudando para que aquele 21 de abril fosse, como foi, inesquecível. Só quem viveu estes momentos, sabe como foram maravilhosos estes dias e acontecimentos. UM REGOZIJO TOTAL. Todo mundo trabalhando e muito feliz. Tônico para nossa vida espiritual.
Chegou o dia. Um ônibus especial, trazendo o povo de Resplendor e alguns de Aimorés chegou. Fizemos a recepção e distribuímos nas casas todos para hospedagem. Lúcia, Ana, Alzira (Acildinha e Altair, eram bem pequenos, mas acompanharam tudo) e eu levamos para nossa casa 10 pessoas. 10.Se me lembro bem, eram Neide, Maria do Carmo e Lurdinha Carrijo, Celia,Lavinia, Silvia e Adélia, Sonia Martins,de Resplendor, Elma Moura e outra de Aimorés que o nome me falta à memoria, Eram todas moças alegres, educadas e o dia foi maravilhoso. Mamãe Terezinha cozinhou maravilhosamente bem, com sempre, naquele dia. Todos gostaram. Passeamos pela cidade até que chegou o momento maravilhoso do Culto. O Conjunto Coral maravilhoso encantou a todos. Mensagem extraordinária do Rev. Salvador Canhoto. O templo estava super lotado gente pra todo lado . Parece que a cidade inteira estava ali. Marcou-me inesquecivelmente quando o pastor Salvador falando sobre a morte , gesticulou, encenou e mostrou-se AMARELO, pálido, inerte igualzinho a um morto mesmo. Também não dá pra esquecer aquele Violino executado por ele. Emocionante. Perfeito. Iniciou-se um grande movimento de comunhão entre as Igreja no Presbitério e alguns meses depois realizamos o 1º Congresso da UMP da Federação Resplendor, em Mutum, onde sem que eu entendesse nada, fui eleito aos 16 anos presidente da recém criada federação. Este foi um período muito abençoado. Deus me dera a oportunidade de aprender fazendo. Com pouquíssima experiência de liderança fui minuto a minuto dirigido pelo Senhor em cada passo. Alguns anos depois ao assumir a presidência do Próprio PRESBITÉRIO RESPLENDOR com assuntos seríssimos e muito difíceis, foi que entendi porque o Senhor me fez ser presidente menino na federação de gente grande. A gigantesca tarefa, que me parecia o filisteu Golias, gigante que foi facilmente vencido, foi encarada por mim com confiança total no Deus que tantas vezes me conduzira em vitórias antes. Quem viu ou soube de tudo que aconteceu no Presbitério a partir de 1983, quando assumi a presidência, sendo o mais novo de todos os membros dele, sabem que foi uma luta de Davi contra Golias. Assim como Davi, eu não venci nada, MAS deixei-me ser usado pelo SENHOR DOS EXERCITOS o Deus de Israel, o nosso Deus que como sempre, providenciou grandes vitórias. O PRSP que encontrei ameaçado de extinção devido a graves crises com falsos profetas e dificuldades financeiras. Lamentavelmente foi preciso processar e despojar um chamado ministro, que na verdade era um LOBO DEVORADOR. Ver dois serem abençoados com transformações poderosas e dois se afastarem por decisão pessoal uma vez que não conseguiam se deixar transformar e ter a vida de homens de Deus que deveriam ser. Vi nos 16 anos que vive como ministro do PRSP, novos e abençoados pastores se formarem, vi as finanças das Igrejas e consequentemente do concílio serem restauradas e transformadas. Três novas Igrejas foram criadas e organizadas e o concílio que quando cheguei tinha 5 pastores para 17 Igrejas, com salários irrisórios sendo que um deles saudoso Rev. Antéro, enfermo e com tão grave enfermidade que veio a óbito, entreguei com cerca de 10 pastores com remuneração respeitável, com mais que o dobro dos salários antigos, para os pastores. Vi vários pastores sendo ordenados e consagrados. Fui altamente honrado com uma placa de prata e dizeres de fato honrosos [ “ Ao querido pastor, Rev. Acir nossa gratidão a Deus pelo seu brilhante trabalho em nosso concílio durante 16 anos. PRSP 8/12/1997” ]. Outro detalhe de honra é ter a carteira de ministro assinada pelo então secretário Executivo Rev. Manoel com a seguinte narrativa: “... transferido pelo PRSP para o presbitério Leste de Belo Horizonte, lamentando perder em parte sua presença como presidente vitalício, mais de uma década e desejamos com orações que o mesmo seja aí uma bênção como foi aqui no PRSP... assinaturas” quando Deus encaminhou-me para Pastorear a Igreja do Jaraguá, do Presbitério Leste de Belo Horizonte, onde fui imediatamente eleito secretário Executivo . Dois anos na Igreja do Jaraguá. Igreja pequena em números mas composta por irmãos brilhantes e preciosos. Forte em finanças e muito amor, com visão realmente missionária contribuindo na manutenção de missionários no exterior com finanças da igreja e permanente sustentação em oração . No primeiro mês ali, verifiquei a Escola Dominical com cerca de 40 alunos, mas era um grupo de alto potencial. O quadro de membros professos era mais ou menos o mesmo. Havia a consciência de sustentar missionários, orar por missões, apoiar seminaristas e oferecer espaço aos mesmos. Criamos nossas manhãs de plantão pastoral e oração , onde vimos a Igreja começar a crescer. Criamos o sistema de “Atuação Cristã” aos domingos, permitindo aos membros da igreja, não apenas contribuir com missões e missionários, mas agir também trabalhando. Nos domingos a tarde estes irmãos que tinham uma semana comprometida com seus difíceis compromissos profissionais, se dispuseram a oferecer uma parte do seu tempo de repouso a servir a necessitados e almas a serem trazidas ao Reino. Formamos uma equipe ( grupo de atuação) para assistência a uma AZILO de Idosos da região, -liderados pela irmã Carmem, uma bençoada missionaria que trabalhava conosco. A equipe de assistência hospitalar, liderados pela irmã Cida e seu esposo diácono Dr. Carlos Tenório, que sistematicamente visitavam o grande hospital Saulo de Tarso, nosso vizinho de bairro, onde eram feitas distribuição de folhetos, orações e apoio a enfermos e seus parentes. Outra equipe, liderada pelo presbítero coronel da Aeronáutica, professor do CEAAR em BH, Deusdedit Carlos , para visitar e trabalhar com orfanatos e “casas especiais” de Adolescentes e jovens. O dinâmico Presbítero Davi liderava a equipe de visitas e trabalhos nos presídios de Ribeirão das Neves, Venda Nova . Eu, como pastor gozava do privilégio de participar de todas as equipes, apoiando a cada uma durante a semana com incentivos e orientações e participando nas atividades indo um domingo por mês a cada uma dela. Cada domingo eu estava em uma delas. Quando tínhamos cinco domingos no mês, reuníamos as equipe e fazíamos tarde evangelística no bairro , nos arredores da igreja. Toda sexta feira a noite coordenados pelo presbítero Dr. Carlos Grippe e Romualdo, depois da reunião de oração na igreja visitávamos as favelas próximas levando uma delicioso Sopão, preparado pelas irmãs da SAF e a comandante da cozinha era a valorosa irmã Shirlei, esposa do Romualdo e mãe do Lucas , com apoio do pastor e do Dr. Carlos Grippe, sem esquecer a preciosa contribuição do irmão Euler e esposa que traziam muita carne de primeira para que a sopa fosse de fato de alto nível. Dr. Grippe, fazia questão que esta sopa fosse servida em vasilhas (tijelões) descartáveis, higiênicos e honrados. Reuníamos com a mocidade da Igreja no local, a equipe de louvor. Meus filhos Jonathan Neto, Liliana e Priscila e o primo Juliano de Castro nos instrumentos, Rachel Mota, Fernanda , Flavinho, o engenheiro Levi, Carmem, Arminda, dnª Jandira, sr. Darci formavam um bom grupo nos cânticos. Toda a igreja estava sempre llá.

Endereço

Mutum, MG
36955000

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