01/02/2026
A murmuração se tornou o idioma da nossa geração. Reclamar virou hábito, rotina, quase um reflexo automático. A gente acorda reclamando, vive reclamando e dorme reclamando, mesmo respirando sem aparelhos, andando com as próprias pernas, vendo com os próprios olhos, vivendo sem tubos, sem máquinas, sem UTI.
O problema da murmuração não é a dor. É a cegueira. Quem murmura só enxerga o que falta e esquece tudo o que já tem. Reclama do pão, mas ignora a mesa. Chora pelo que não veio, mas despreza o milagre do agora.
Nos dias de Jesus, o povo murmurava mesmo vendo milagres. No deserto, murmuravam mesmo sendo sustentados por Deus todos os dias. Hoje, murmuramos mesmo cercados de conforto, tecnologia e possibilidades e ainda assim achamos pouco.
Às vezes, Deus não precisa nos dar mais. Ele precisa nos levar a um hospital, a uma UTI, a um quarto silencioso onde a vida luta para respirar, só para nos ensinar a agradecer.
Jesus deixou claro: “Não murmureis entre vós” (João 6:43).
E a Palavra registra: “O povo começou a queixar-se…” (Números 11:1).
Murmuração é ingratidão com som alto.
Gratidão é fé em voz viva.