21/04/2025
Para Francisco, nosso Chico
Partiu Jorge Mário Bergoglio.
Partiu o primeiro Francisco.
E com ele, se eleva aos céus um jeito novo de ser Igreja:
com os pés descalços no chão dos pobres e o coração incendiado de Esperança.
Francisco, nosso Chico —
o Papa do afeto, da ternura, do gesto simples.
Que abraçou as periferias do mundo e fez do papado um campo aberto, onde todas e todos pudessem sentar à mesa.
No Brasil, na JMJ de 2013, nos disse com carisma:
“Deus é brasileiro, e o Papa é argentino!”
E nos cativou com a coragem dos que creem no povo.
Falou aos jovens, às mulheres, aos trabalhadores, aos que sonham com uma nova economia, aos que cuidam da Casa Comum, aos que acreditam na força do Evangelho vivo e encarnado.
"Prefiro uma Igreja acidentada por sair, do que uma Igreja doente por se fechar", nos ensinou.
E saiu — saiu das sacristias, dos palácios, saiu ao encontro dos abandonados da história.
E fez da sua vida um Evangelho aberto.
Hoje, após a Páscoa, ele fez sua Páscoa.
Deu sua última bênção, como quem se despede com amor.
Jesus Cristo e São Francisco certamente o receberam
como se recebe um irmão de volta ao lar.
Francisco não foi só um nome, foi um projeto.
Que ele siga agora, eterno,
nas mãos de quem ousar continuar.
Rezamos com gratidão.
Esperamos com confiança.
E sonhamos com um sucessor
que tenha coragem de seguir suas pegadas — com alegria, com simplicidade, com o cheiro das ovelhas.
Obrigado, Francisco!
Francisco, nosso Chico, presente na caminhada!