24/08/2026
A espiritualidade sempre fez parte de quem eu sou, mas chegou o momento em que precisei trilhar meu próprio caminho. Anos atrás, ao lado da minha esposa, que confiou de olhos fechados nos meus guias, fundei a Casa de Fé do Pai Jacinto. Foi ali que me desenvolvi como ser humano, como filho e como pai de santo. A fé me deu tudo, no campo material e no imaterial. Foram dias e noites de entrega, tempo, investimento e renúncias, mas cada gesto voltou para mim em dobro, porque tudo sempre foi feito com amor.
A Umbanda me deu a missão de ser Pai de Santo e, com ela, vieram os meus filhos de santo. Alguns estão comigo desde o primeiro dia, outros acabaram de chegar, e sei que muitos ainda virão. Mais do que um terreiro, construímos uma verdadeira família de fé: pessoas com quem posso contar, confiar e caminhar lado a lado na evolução espiritual.
Com o tempo, o chamado da espiritualidade ecoou de novo. Era hora de dar um passo além e me iniciar de fato, fazendo o meu santo. Com o amparo fundamental do meu Pai Alagi, raspei minha cabeça para Oxaguiã.
Hoje, quase um ano e meio após a minha feitura, olho para trás com o coração cheio de gratidão. Agradeço a Pai Alagi por todo o ensinamento, apoio e dedicação, e a Oxaguiã por guiar meus passos, ensinar meu espírito e cuidar tão bem da minha cabeça.