30/03/2024
ESTÁ DANDO O QUE FALAR | Nesta última quarta feira, no culto de Doutrina da tradicional Assembleia de Deus em Salvador, o Pastor Valdomiro Pereira da Silva fez um importante alerta a Igreja. Recomendando aos irmãos que não comam chocolate e nem peixe neste período em que o mundo celebra a semana santa.
A justificativa é que as pessoas do mundo comem essas comidas em uma celebração pagã, que se opõe ao verdadeiro significado da Páscoa ensinado por Cristo nas escrituras sagradas.
A fala do Pastor repercutiu em toda a comunidade evangélica e foi muito bem recebida e elogiada pelos cristãos, pois são poucos os líderes que tem a coragem de se posicionar desta forma.
Pastor Valdomiro Pereira é um dos líderes mais influentes do país, que atualmente preside a Assembleia de Deus em Salvador e a convenção da CEADEB no Estado da Bahia.
E o Pastor tem toda razão em alertar a Igreja.
A entrega de ovos de chocolate e a alusão aos coelhos na Páscoa não têm nada a ver com a ressurreição de Jesus Cristo — o motivo para a celebração nas religiões cristãs. Na verdade, trata-se de uma tradição com origem pagã, costume que crê em múltiplos deuses.
Segundo pesquisadores da Universidade de Sidney, na Austrália, os humanos sempre celebraram os equinócios e solstícios como tempos sagrados. Por isso, a Páscoa parece ter começado como uma comemoração à chegada da Primavera pelos povos nórdicos muito antes do advento do cristianismo.
Na tradição pagã, coelhos e lebres são símbolos de Ostara, deusa do amor, da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, nórdica e germânica. Segura a coincidência: na primavera, os povos da antiguidade coloriam ovos e usavam lebres para celebrar a fertilidade e a renovação associados à divindade.
Assim que o cristianismo começou a se popularizar pelo mundo, a Igreja passou a usar esses mesmos símbolos para sinalizar a nova vida após a ressurreição de Jesus, disse Cusack.
Na Idade Média, a população – em especial do leste europeu – começou a decorar ovos e comê-los como guloseimas depois da missa de domingo de Páscoa, quando enfim terminava o jejum da quaresma.
Mas o primeiro registro escrito que associa os coelhos com a Páscoa só veio no século 18, no livro do professor de medicina alemão Georg Franck von Franckenau, publicado em 1722. No trecho, Von Franckenau faz menção às “lebres da Páscoa”.