09/12/2023
Budismo: uma religião de sabedoria e compaixão
O conceito budista de compaixão contém dois aspectos:
O desejo de constituir amizade e;
O desejo de abraçar o sofrimento dos demais como se fosse o próprio.
Dessa forma, a compaixão significa originalmente a amizade suprema pelas pessoas sem qualquer discriminação. Com base nesses significados, o budismo interpretou a compaixão como oferecer alegria e aliviar o sofrimento.
Dr. Daisaku Ikeda propõe três compromissos para ser e viver em nosso cotidiano:
1) Ter a capacidade de se alegrar ou de sofrer com os outros.
2) Crer nas infinitas possibilidades da vida.
3) Defender e celebrar a diversidade.
“O primeiro compromisso refere-se à compaixão; o segundo, à sabedoria, e o terceiro, à coragem. Compaixão que nunca abandona os outros no sofrimento. Sabedoria de perceber a igualdade e as possibilidades da vida. Coragem de fazer das diferenças o impulso para elevar a nossa humanidade.”
Em tempos de intolerância a prática da compaixão mantém o equilíbrio entre a rigorosidade contra o mal e a aceitar todos como realmente são. Do ponto de vista budista, a tolerância é a própria manifestação da compaixão.
Humanismo não é nada além de construir amizades. A amizade é força. As forças subjacentes da SGI também são a amizade, o companheirismo e a sólida união na fé.
Sabedoria para criar a felicidade e a paz
Nosso objetivo supremo é construir uma sociedade pacífica e feliz, pautada pelo humanismo budista e pela filosofia do respeito à dignidade da vida. Nesse sentido, continuar avançando mesmo que apenas um passo ou dois de cada vez está ótimo.
Terceira Civilização, Edição 537, 11/05/2013, pág. 14 / Especial