06/05/2026
Domingo do Pai nosso
“E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes.” (Atos 1.4)
Esse versículo nos mostra um princípio muito importante: obedecer à vontade de Deus, mesmo quando ela não coincide com aquilo que sentimos ou desejamos naquele momento.
Os discípulos poderiam ter seguido seus próprios impulsos. Talvez quisessem sair, agir, resolver as coisas do jeito deles. Mas o Senhor Jesus foi claro: “não se ausentem de Jerusalém”. Em outras palavras, Ele estava dizendo: não façam o que o coração manda agora, façam o que Deus determinou.
O coração humano é movido por sentimentos como ansiedade, medo, pressa e entusiasmo. Muitas vezes queremos agir imediatamente, tomar decisões baseadas no que estamos sentindo. Mas esse versículo nos ensina que a vontade de Deus exige espera, confiança e obediência.
Esperar em Deus não é fácil. Exige abrir mão do controle e reconhecer que Ele sabe o tempo certo de todas as coisas. Enquanto o coração pode dizer “vai agora”, Deus pode dizer “espere”. Enquanto o sentimento pode levar à pressa, Deus trabalha no preparo.
A promessa que os discípulos aguardavam era maior do que qualquer desejo imediato. E isso também vale para nós: quando escolhemos seguir a vontade de Deus, mesmo contrariando nossos sentimentos, estamos nos posicionando para viver algo muito maior do que aquilo que o coração, por si só, poderia alcançar.
No fim, esse versículo nos convida a uma escolha diária: viver guiados pelo que sentimos ou pelo que Deus falou. E é nessa decisão que está a diferença entre agir por impulso e viver pela fé.