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Café de comunhão,ceia do Senhor!!!
20/06/2021

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Momento gratificantes....
22/04/2021

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Culto de Consagração de Obreiros e entrega de Certificados, conclusão do curso (Focos)
01/02/2021

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Vamos fazer um teste de Fé !?!:
23/11/2020

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Você soltaria a corda? Todos os dias de nossas Vidas passamos por momentos tão difíceis que pensamos ser o fim, mas uma voz sempre nos diz lá no fundo do coração. “Creia em Deus e espera com …

Os frutos do Espírito que vão transformar sua vida!A vida com Jesus é como uma árvore que cresce, amadurece e dá fruto. ...
23/11/2020

Os frutos do Espírito que vão transformar sua vida!

A vida com Jesus é como uma árvore que cresce, amadurece e dá fruto. À medida que você cresce com Jesus, o Espírito Santo transforma sua vida, tornando você mais maduro.

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.

Gálatas 5:22-23

Amor
Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 1 João 4:7
Quando você tem o amor de Deus em seu coração, você aprende a amar mais as pessoas à sua volta e a si mesmo!

Alegria
Os meus lábios gritarão de alegria quando eu cantar louvores a ti, pois tu me redimiste. Salmos 71:23
O crente sabe que a tristeza não dura para sempre. Mesmo nas dificuldades, você pode encontrar alegria na salvação.

Paz
Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo. João 14:27
Quando você confia em Deus, você aprende a largar o medo e encontra verdadeira tranquilidade.

Paciência
Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Romanos 12:12
A paciência vem quando você entende que Deus sabe o tempo certo para tudo. Ele promete lhe ajudar, basta crer e esperar.

Amabilidade
Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. 2 Timóteo 2:24
Deus muda seu relacionamento com outras pessoas, ajudando você a ser menos insensível e mais amável.

Bondade
Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo. Efésios 4:32
É bom fazer o bem! Quando você entende todo o bem que Deus fez por você, você vai querer fazer coisas boas para outras pessoas.

Fidelidade
Meus olhos aprovam os fiéis da terra, e eles habitarão comigo. Somente quem tem vida íntegra me servirá. Salmos 101:6
Fidelidade é ser uma pessoa de confiança, que não volta atrás com sua palavra. Deus lhe ajuda a ser fiel a Ele e aos outros.

Mansidão
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Mateus 11:29
Jesus era manso, tratando as pessoas com amor. Ele não procurava se vingar nem respondia com maldade a quem o tratava mal.

Domínio próprio
O tolo dá vazão à sua ira, mas o sábio domina-se. Provérbios 29:11
Domínio próprio é sinal de força. Deus ajuda você a agir com sabedoria, mesmo em situações difíceis.

Deixe o Espírito transformar sua vida! Cresça nos frutos do Espírito!

Jesus disse: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Esta declaração ...
23/11/2020

Jesus disse: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

Esta declaração significa um terno convite do Senhor Jesus para que os pecadores creiam nele. Ninguém mais, além do Salvador, é capaz de aliviar e dar descanso ao que está cansado e sobrecarregado.

O Evangelho de Mateus não diz exatamente quando foi que Jesus disse essas maravilhosas palavras. Mas à luz de outras partes do Novo Testamento, é possível que Jesus tenha feito esse convite no contexto do empreendimento missionário em que Ele enviou setenta discípulos para percorrer todas as cidades e lugares que Ele haveria de passar (cf. Lucas 10:1-22). Seja como for, “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos” é um convite relevante em qualquer época; bem como a doce promessa: “e eu vos aliviarei”, também permanece continuamente válida.

Vinde a mim
Jesus inicia seu convite dizendo: “Vinde a mim”. Essa expressão traduz um vocábulo que significa literalmente “venha aqui”. Em outras palavras, Jesus literalmente diz: “Venham aqui, a mim”.

Mas o que significa ir a Jesus? Como o pecador pode ir até Ele?

Em outras passagens, a Bíblia não deixa qualquer dúvida quanto à importância de ir a Jesus. Em João 14:6, por exemplo, lemos: “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Em outro texto, também lemos: “Eu sou a Porta. Qualquer pessoa que entrar por mim, será salva. Entrará, e sairá; e achará pastagem” (João 10:9); ou ainda: “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, mas terá a luz da vida” (João 8:12).

Então obviamente, ir a Jesus é uma questão de vida ou morte eterna. Mas em outra ocasião, o próprio Jesus explicou muito claramente o que significa ir até Ele: “Eu sou o Pão da Vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Isso quer dizer que ir a Jesus significa crer n’Ele, ou seja, “vinde a mim” equivale a “creia em mim”.

Mas que tipo de fé demonstra aqueles que vão a Jesus? Willian Hendriksen comenta que essa fé é conhecimento, assentimento e confiança; tudo de uma só vez. Essa fé genuína é a marca distintiva daqueles que vão a Jesus e o recebem como Senhor e Salvador. Mas nisso não há mérito humano. A fé é dom do Espírito Santo – já que ninguém pode confessar que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12:3).

Alguém pode perguntar: Por que Jesus convida alguém a ir até Ele? Ele realmente tem autoridade para dizer: “vinde a mim”?

Antes de Jesus fazer o convite: “Vinde a mim vós todos os que estais cansados e oprimidos”; Ele disse: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11:27). Então sim, Jesus tem toda a autoridade para convidar os homens a irem a Ele, e por isso Ele o faz.

Vós todos que estais cansados e oprimidos
Perceba que Jesus não estende o convite “vinde a mim” aos fortes, poderosos e supostamente qualificados. Ele diz “vinde a mim” aos cansados e oprimidos. São a essas pessoas que esse maravilhoso convite se estende. Mas quem são esses cansados e oprimidos?

Obviamente Jesus não está falando do cansaço e da sobrecarga física. O que Jesus tem em mente aqui é um cansaço que não se resolve com uma boa noite de sono; é uma sobrecarga que não pode ser aliviada com um tempo de descanso. Ele fala de um cansaço e de uma sobrecarga que só podem ser superados quando alguém vai até Ele; quando alguém se abriga n’Ele.

Aqui podemos lembrar conhecidas palavras do salmista: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas tranquilas; refrigera-me a alma” (Salmo 23:1-3).

No contexto primário em que Jesus convidou: “Vinde a mim”, os cansados e oprimidos eram todas àquelas pessoas que estavam oprimidas pelo pesado e cansativo fardo de regras e regulamentos de um tipo de religião imposta pelos escribas e fariseus que pregava a salvação com base na justiça própria.

Quando a segurança da vida eterna é coloca sobre os méritos humanos, isso resulta numa carga impossível de suportar; visto que homem algum é capaz de salvar-se a si mesmo. Concordo com William Hendriksen quando diz que esse tipo de crença resulta num terror que escraviza, numa ansiedade que consome, num desespero sem qualquer vislumbre de esperança.

Por isso o doce convite do Senhor Jesus é relevante ainda hoje. Independentemente da época, sempre haverá alguém cansado e oprimido que, ao ouvir o Salvador dizer: “Vinde a mim”, através da fé entenderá que a verdadeira segurança, o pleno descanso, e a bem-aventurança eterna só são possíveis estando n’Ele.

E eu vos aliviarei
Os cansados e oprimidos que vão a Jesus recebem dele a extraordinária promessa: “eu vos aliviarei”. A frase: “eu vos aliviarei”, também pode ser traduzida por: “eu lhes darei descanso”, ou: “eu lhes darei refrigério”.

Então que tipo de alívio ou descanso Jesus promete? A Bíblia responde esta pergunta dizendo que aquele que vai a Jesus, o Pão da Vida, jamais terá fome; aquele que toma da água que Ele dá, nunca terá sede; aquele que segue a Luz do mundo, em hipótese alguma andará em trevas. Veja o que Jesus diz: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37).

A promessa: “eu vou aliviarei”, significa nada menos que plena paz com Deus; certeza da salvação; confiança de que pelos méritos de Cristo podemos nos achegar com confiança ao trono da graça (Romanos 5:1; Hebreus 4:16).

Perceba que esse alívio, esse descanso, não é conquistado pelo homem, mas é dado pelo Filho de Deus, e somente por Ele. Os cansados e oprimidos que vão a Cristo e recebem d’Ele o verdadeiro descanso, não mais vivem marcados pela incerteza, pelo medo e pelo desespero, mas agora suas vidas são marcadas pelas virtudes do fruto do Espírito. Por isso o apóstolo Paulo escreve que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passarão; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17).

“Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Definitivamente esse não é outro se não o maravilhoso convite que transforma a vida de cada pecador alcançado pela graça divina.

Escola Dominical na IADIMRV todos os domingos:Somos estudantes da Palavra de Deus. Ela é para nós a única regra de fé e ...
23/11/2020

Escola Dominical na IADIMRV todos os domingos:

Somos estudantes da Palavra de Deus. Ela é para nós a única regra de fé e base de todos os nossos escritos. Na Bíblia nós encontramos belas promessas, elevada norma de vida e ideais inatacáveis. Ela é a revelação do plano divino e o programa de Deus para toda a humanidade. Examinando as Escrituras Sagradas, tomamos conhecimento do que Deus tem feito e o que Ele planeja fazer. Além disso, o homem pode olhar para o passado com certeza e para o futuro com confiança.

A ESPERANÇA DA VINDA DO MESSIAS
JESUS – O PROMETIDO MESSIAS (PARTE I)

1) O Messias foi anunciado e esperado por quem?

A vinda do Messias foi anunciada e esperada pelo povo de Israel. A nação de Israel foi formada por Deus com o objetivo de ser um reino sacerdotal na Terra. Esse povo tinha a incumbência de anunciar aos demais povos a fé no verdadeiro e único Deus. Por ter falhado, acabou seguindo os mesmos erros das demais nações ao rejeitar o governo teocrático do Senhor. Não ouviu a Palavra dos profetas e, por sua desobediência acabou caindo nas mãos dos homens ímpios. Escravidão no Egito por quatrocentos anos e o cativeiro em Babilônia por setenta anos foram as principais punições sofridas antes da primeira vinda do Messias. Deus, no entanto, não rejeitou o Seu povo, pois assumiu promessas infalíveis, as quais geraram esperança para o povo de Israel. Essa esperança estava estreitamente ligada à restauração de Israel e ao estabelecimento de um novo pacto, cujo Mediador traria glória ao povo de Deus e a expectativa da consolidação da paz e a instauração de Seu Reino na Terra. Evidentemente os que estavam atentos às profecias, estariam aptos a identificar Jesus como sendo o prometido Messias.

Um desses exemplos foi quando José e Maria levaram Jesus ao Templo para cumprir as prescrições da lei de Moisés. Estava ali um homem, de nome Simeão, descrito como sendo “homem justo e temente a Deus.” Lucas 2:25. O Espírito de Deus havia revelado a esse homem que ele não morreria sem antes ver o Cristo do Senhor. “Assim pelo Espírito foi ao templo; e quando os pais trouxeram o menino Jesus, para fazerem por Ele segundo o costume da lei, Simeão O tomou em seus braços, e louvou a Deus e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a Tua palavra; pois os meus olhos já viram a Tua salvação, a qual Tu preparaste ante a face de todos os povos; luz para revelação aos gentios, e para glória do Teu povo Israel.” Lucas 2:27-32.

Embora muitos não compreendessem até então a dolorosa missão do Messias, Simeão, contudo, naquele momento sabia que o Messias não teria no mundo um caminho livre de obstáculos. Quando dirigiu suas palavras à Maria, ele disse: “Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição, sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.” Lucas 2:34-35.

Logo em seguida a Palavra de Deus narra a experiência da profetisa Ana, da tribo de Aser. Ela era já avançada em idade, uma viúva de quase oitenta e quatro anos. Diz a Bíblia que ela “não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.” Lucas 2:37-38.

Não foi em vão que esses humildes adoradores tenham estudado as profecias sobre a vinda do Libertador. Os seus olhos se achavam abertos para contemplar a Luz da vida.

2) Com quem seria estabelecido o novo pacto?

É importante lembrar que esse novo pacto seria estabelecido com a casa de Israel e com a casa Judá e foi anunciado por Deus através o profeta Jeremias:

“Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse Meu pacto que eles invalidaram, apesar de Eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo.” Jeremias 31:31-33.

Esse novo pacto não traria mudanças em relação à lei dada aos nossos primeiros pais e posteriormente confirmada no Monte Sinai. Essa lei passaria a ter, isto sim, maior importância, pois ela seria escrita no coração de todo aquele que aceitar o verdadeiro e único Deus de Israel e desejar fazer parte de Seu povo.

3) Tinha Deus o propósito de incluir os gentios nesse plano de salvação?

É evidente que Deus sempre tinha esse propósito de estender o plano de salvação aos gentios. Ao patriarca Abrão, Deus disse:

“...em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

Como Mediador desse novo pacto, Jesus tinha a missão de dar início ao resgate das ovelhas perdidas da casa de Israel. Isso ficou muito claro, pois durante o Seu ministério, uma mulher cananéia interpelou a Jesus, clamando que Ele tivesse compaixão dela, pois tinha uma filha endemoninhada. Por ser de descendência gentílica, os discípulos rogaram a Jesus que a despedisse. O Messias respondeu-lhes dizendo

“...Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mateus 15:24.

Quando o Messias enviou os doze discípulos para anunciarem as boas novas de salvação, instruiu-os dizendo:

“Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mateus 10:5-6.

Mas isto não quer dizer que os gentios não tinham direito à salvação. Referindo-se aos gentios, certa vez Jesus disse o seguinte:

“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também Me importa conduzir, e elas ouvirão a Minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.” João 10:16.

Momentos antes de Sua ascensão, Jesus deu aos Seus discípulos as seguintes instruções:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.” Atos 1:8.

As últimas instruções do Messias estavam revestidas de um significado muito profundo. Após receberem o poder do Espírito Santo, deveriam inicialmente pregar aos judeus em Jerusalém e Judéia. E foi exatamente isso o que aconteceu. A comunidade israelita, logo após o derramamento do Espírito Santo, cresceu poderosamente. Inicialmente, a Bíblia diz que houve um acréscimo de quase três mil judeus (Atos 2:41). Depois, dia a dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos (Atos 2:47). Mais tarde, mesmo em meio às dificuldades, o número crescia cada vez mais, com um acréscimo de quase cinco mil judeus (Atos 4:4). Não só o povo judeu comum se agregava ali, mas também muitíssimos sacerdotes judeus começaram a fazer parte desse povo, chamado de remanescente de Deus (Romanos 9:27 e 11:5). A Bíblia diz que “crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé.” Atos 6:7. Esses primeiros conversos eram todos judeus, porque a ordem dada por Jesus aos Seus seguidores era para pregar inicialmente em Jerusalém e Judéia, e só depois em Samária e os confins da terra. No ano 34 AD, com a morte de Estevão, encerrou-se o ministério exclusivo dos judeus.

A decisão de Jesus direcionar a pregação do evangelho primeiramente aos judeus era cumprimento de uma profecia relatada pelo profeta Isaías. Observa-se, no entanto, que esta mesma profecia faz alusão aos gentios, cuja oportunidade lhes seria dada após ser estabelecido o novo pacto com a casa de Israel:

“Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos.” Isaías 56:8.

Além das dispersas ovelhas de Israel, aqui identificadas como sendo os judeus, Deus disse que têm outras. Que outras ovelhas seriam estas? Naturalmente Deus estava se referindo aos gentios. Deus disse através o profeta Isaías que Ele congregaria outras (aqui consideradas como sendo os gentios), às que já se achavam agregadas (aqui consideradas como sendo os primeiros judeus que aceitaram Jesus).

4) Deus disse que Ele suscitaria um Pastor para apascentar o Seu rebanho. Quem seria esse Pastor?

Como o povo de Israel estava sendo dirigido por maus líderes, Deus anunciou através o profeta Ezequiel, que Ele suscitaria um Pastor para apascentar e salvar as Suas ovelhas:

“Portanto salvarei as Minhas ovelhas, e não servirão mais de presa; julgarei entre ovelhas e ovelhas. E suscitarei sobre elas um só Pastor para as apascentar, o Meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de Pastor. E Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o Meu servo Davi será Príncipe no meio delas; Eu o Senhor, o disse.” Ezequiel 34.

O “Servo Davi”, o qual exerceria a missão de Pastor e Príncipe do rebanho de Deus, é aqui identificado como sendo a pessoa de Jesus, o prometido Messias.

5) As Escrituras Sagradas dão testemunho a respeito do prometido Messias?

As Escrituras Sagradas dão ênfase sobre a necessidade de se ter um conhecimento exato a respeito do Mestre Jesus, o Messias prometido. A respeito dEle, muitos dos profetas deram testemunho, entre os quais destacamos: Moisés, Davi, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Miquéias, Zacarias, Malaquias e muitos outros. O próprio Senhor Jesus fez colocações sobre esse testemunho que as Escrituras Sagradas dão a respeito dEle:

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que dão testemunho de Mim.” João 5:39.

Numa certa ocasião, o apóstolo Pedro, ao pregar na casa de Cornélio, disse o seguinte:

“A Ele (Jesus) todos os profetas dão testemunho de que todo o que nEle crê receberá a remissão dos pecados pelo Seu nome.” Atos 10:43.

Jesus não nos deixou uma única palavra escrita pelo Seu punho. Apenas ficou conhecido pelos escritos e recordações dos discípulos. Um deles, o apóstolo João, deixou registrado que “... muitas outras coisas há que Jesus fez; as quais, se fossem escritas uma por uma, creio que nem ainda no mundo inteiro caberiam os livros que se escrevessem.” João 21:25.

A fé que Jesus fez nascer nesses discípulos provocou dentro deles uma explosão de reflexões sobre os desígnios de Deus. Essa explosão ecoou ao longo dos séculos e continua ressoando ainda hoje.

6) Que tipo de governantes a humanidade prefere?

A humanidade de um modo geral anseia por uma libertação e por alguém que, definitivamente, resolva a problemática social do mundo, muito embora não conheça o verdadeiro Messias. Ela não considera necessário um líder que a governe, com leis e condições, corrigindo-a em sua conduta. Procura tão somente alguém que resolva seus problemas, sem interferir em seus hábitos morais e comportamentais.

Isto se expressa na figura de seus governantes que, quase sempre chegam ao poder prometendo todo tipo de resolução para a melhoria da vida humana na terra, mas que, uma vez no poder, usam da inocência do povo para seus próprios fins.

Quão mais próximo da realidade popular estiver o governante, mais amado e reverenciado por seu povo ele será. Em razão disso, o populismo político quase sempre prevalece sobre a razão.

Esse foi o grande problema do povo de Israel. Quando o povo pediu um rei, Deus apresentou-lhes o modelo dos reis das nações:

Então, todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações.” I Samuel 8:4-5.

Depois de ouvir essas palavras do povo, o profeta Samuel encheu-se de profunda tristeza. Então Samuel orou a Deus. Em resposta à sua prece, Deus exortou-o dizendo:

“... Ouve a voz do povo em tudo quanto te disserem, pois eles não rejeitaram a ti, e, sim, a Mim, para Eu não reinar sobre eles. Conforme tudo que fizerem desde o dia em que os tirei do Egito, até este dia, deixando a Mim e servindo a outros deuses, assim também fizeram a ti. Agora, ouve a sua voz, porém adverte-os e informa-os acerca dos costumes do rei que reinar sobre eles.” I Samuel 8: 7-9.

De acordo com o texto acima, Deus pediu para que Samuel advertisse o povo dos perigos de estabelecer uma monarquia.

O profeta Samuel, então, obedeceu. Ele emitiu terríveis advertências, sobre muitos dos abusos da monarquia, sobretudo a mão de obra convocada e o serviço militar, o confisco de propriedade e os impostos. Advertiu-os de que iriam servir ao rei, como escravos. (ver I Samuel 8:10-18). Mesmo assim o povo não quis ouvir a voz de Samuel e disseram o seguinte:

“Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações, e para que o nosso rei nos julgue, e saia adiante de nós, e peleje as nossas batalhas.” I Samuel 8:19-20.

Ao longo dos séculos, os líderes mais populistas, aqueles que fizeram a vontade do povo, foram justamente os que trouxeram maiores problemas ao próprio povo.

7) De onde viria o esperado Messias e o que escreveram os profetas a Seu respeito?

Muito embora Deus tivesse revelado ao patriarca Jacó toda a história judaica, desde seu tempo até a redenção final quando da vinda e supremacia dos dias do Messias, essa idéia, no passado, não foi totalmente compreendida pelo povo de Israel. Por isso, por ocasião de Sua primeira vinda “...o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam.” João 1:10-11.. Conforme escreveu o profeta Isaías, o prometido Filho de Deus foi para eles “...como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza”. Isaías 53:2.

Entre o povo de Israel, contudo, a vinda do Salvador era lembrada nos cânticos e nas profecias, nos rituais do templo e nas orações domésticas. O povo de Israel foi escolhido por Deus para acolher o Salvador do mundo. Ao lermos atentamente a bênção proferida por Jacó a seu filho Judá, observamos dois detalhes importantes, os quais se referem ao Messias: a) seria descendente físico de Judá e, b) futuramente os povos da terra se submeteriam a Ele:

“O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha Aquele a quem pertence; e a Ele obedecerão os povos.” Gênesis 49:10.

Havia entre os judeus algumas famílias que tinham conservado o conhecimento de Deus. Estas famílias acalentavam a esperança e sua fé era fortalecida ao lerem as palavras dadas por intermédio de Moisés:

“O Senhor teu Deus te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás; conforme tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra.” Deuteronômio 18:15-16.

Logo em seguida, o próprio Deus falou a Moisés, dizendo-lhe que “do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as Minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E de qualquer que não ouvir as Minhas palavras, que ele falar em Meu nome, Eu exigirei contas.” Deuteronômio 18:17-19.

Mais tarde outros profetas deixaram registrados em seus escritos a esperança e certeza que eles tinham sobre a vinda do Messias.

O profeta Natã relata a Davi o seguinte a respeito do futuro Messias:

“Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao Meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu Lhe serei Pai, e Ele Me será Filho. ...” II Samuel 7:12-14.

O profeta Davi repete essa profecia com as seguintes palavras:

“Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o Seu Ungido, dizendo: Rompamos as Suas ataduras, e sacudamos de nós as Suas cordas. Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na Sua ira, e no Seu furor os confundirá, dizendo: Eu tenho estabelecido o Meu Rei sobre Sião, Meu santo monte. Falarei do decreto do Senhor; Ele me disse: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei. ...Beijai o Filho, para que não se ire e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a Sua ira. Bem aventurados todos aqueles que nEle confiam.” Salmos 2:1-12.

Referindo-se ao Messias, o profeta Isaías escreveu que Ele virá defender os mansos da terra e julgará com justiça os pobres:

Então brotará um rebento do toco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos Seus olhos, nem decidirá segundo o ouvir dos Seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres, e decidirá com equidade em defesa dos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio.” Isaías 11:1-4.

O profeta Jeremias também escreveu acerca do Messias:

“Eis que vem dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e procederá sabiamente, executando o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este é o nome de que será chamado: O Senhor justiça nossa.” Jeremias 23:5-6.

Ezequiel associa a figura do Messias a um pastor de ovelhas:

“E suscitarei sobre elas um só Pastor para as apascentar, o Meu Servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de Pastor. E Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o Meu Servo Davi será príncipe no meio delas; Eu, o Senhor, o disse.” Ezequiel 34:23-24.

Para o verdadeiro povo de Deus, o Messias é um símbolo da paz mundial. Diferentemente dos demais povos, o povo de Deus crê que o Messias tem como principal tarefa corrigir as atitudes humanas e levar a humanidade a uma mudança de postura tal que, todos os que O seguirem, cheguem efetivamente a ser o que Deus projetou no início de Sua criação.

O profeta Zacarias anuncia a vinda de um Messias humilde e que traria paz às nações:

“Exulta muito, filha de Sião! Grita de alegria, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti: Ele é justo e vitorioso. Humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta. Ele eliminará os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém; Será eliminado o arco de guerra. Ele anunciará a paz às nações. O seu domínio irá de mar a mar, e desde o rio às extremidades da terra.” Zacarias 9:9-10.
Zacarias inicia a sua pregação apelando para o povo abatido, diante das ruínas da cidade e do Templo de Jerusalém, pelos sucessivos reveses políticos. Como os outros profetas, anteriores a ele, sua pregação parecia não ter lógica. Ele anunciava a vinda de um rei humilde, negando trazer os artefatos necessários para uma guerra de grandes conquistas. O seu plano de governo é a justiça que restaura a vida dos humildes e a sua palavra de ordem é o anúncio da paz às nações. Provavelmente, a maioria dos ouvintes não entendeu este pronunciamento de Zacarias, pois o Messias anunciado aqui é por demais singular e diferente de todos os reis até então conhecidos, os quais possuíam poder e grande exército. O perfil do Messias aqui apresentado, aprofunda a idéia de um governante esvaziado de toda p***a, poder e arma de morte. Mas essa idéia não é novidade, pois o profeta Miquéias, no fim do século VIII a.C., afirmou que o projeto do esperado Messias era converter as espadas em relhas de arado e lanças em podadeiras:
“E julgará entre muitos povos, e arbitrará entre nações poderosas e longínquas; e converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” Miquéias 4:3.
E o Messias veio exatamente como tinha sido anunciado pelos profetas. Inicialmente apenas poucas pessoas O reconheceram, pessoas estas descendentes daquela santa linhagem através da qual fora conservado o conhecimento de Deus. Hoje esse remanescente aguarda um Messias que quebrará a cerviz das nações mediante a aplicação da lei de Deus como modelo de legislação mundial e se fortalece na esperança de que este planeta será restaurado à sua condição edênica, pré-requisito para o Deus Todo-Poderoso fazer a Sua morada entre os homens.

O BATISMO EM NOME DE JESUSORDENANÇAS DETERMINADAS POR JESUS (PARTE I)I – INTRODUÇÃOO Senhor Jesus, logo após a Sua ressu...
23/11/2020

O BATISMO EM NOME DE JESUS
ORDENANÇAS DETERMINADAS POR JESUS (PARTE I)

I – INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus, logo após a Sua ressurreição, apresentou-Se aos Seus discípulos e a outros seguidores por um espaço de 40 dias, falando a respeito do Reino de Deus (Atos 1:3). Durante esses encontros Ele fazia questão de lembrá-los das coisas que lhes havia ensinado enquanto ainda estava com eles.

Depois de ter trazido à memória todas as passagens que falavam a Seu respeito nas Sagradas Escrituras, o Senhor Jesus abriu-lhes “o entendimento para compreenderem as Escrituras; e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; e que em Seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém.” Lucas 24:45-47.

Esta ordem de Jesus foi fielmente cumprida por Seus discípulos. No dia de pentecostes, quase três mil pessoas em Jerusalém (Atos 2:41) atenderam o seguinte convite do apóstolo Pedro:

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” Atos 2:38.

Há, no entanto, uma controvérsia nos meios teológicos sobre esta questão, pois em Mateus 28:19 está escrito que o Senhor Jesus deu aos Seus apóstolos a missão de irem por todo o mundo e fazerem discípulos, “batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”

Para os estudiosos das Escrituras Sagradas é bastante intrigante encontrar no Novo Testamento duas fórmulas batismais completamente opostas, ou seja, uma ordenando o batismo em nome de Jesus e uma outra ordenando o batismo em nome de uma trindade.

O tema levanta uma série de questões interessantes. Por que a fórmula de Mateus 28:19 não foi aplicada pelos apóstolos? Por que o batismo em nome da trindade aparece explicitamente apenas em um único texto no evangelho de Mateus, e não aparece nos demais evangelhos e em nenhuma das epístolas?

Para que este assunto seja entendido, faremos uma profunda investigação à luz da Palavra de Deus e também um amplo estudo no campo histórico sobre fatos que ocorreram nos primeiros séculos da era cristã.

II – A FÓRMULA BATISMAL NA ERA APOSTÓLICA

Os registros bíblicos confirmam que na época dos apóstolos o batismo por imersão era sempre ministrado “em nome de Jesus Cristo” ou “em nome do Senhor Jesus”. No livro de Atos encontramos quatro eventos em que esta fórmula batismal foi claramente exposta pelos apóstolos:

1) ATOS 2:38
A primeira ocasião em que se menciona o batismo em nome de Jesus ocorreu no dia de Pentecostes. Ali estavam presentes judeus e prosélitos de todas as nações. O apóstolo Pedro aproveitou a oportunidade para proferir uma mensagem vibrante na qual explicou os acontecimentos recentes e falou a eles a respeito da morte de Jesus e Sua ressurreição por Deus. Diz o relato bíblico que “ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” Atos 2:37. Em resposta foi dito que deviam arrepender-se e ser batizados em nome de Jesus Cristo:

“Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” Atos 2:38.

2) ATOS 8:16
A próxima referência ao batismo em nome de Jesus ocorreu em território não judaico. A missão de pregar o evangelho havia acabado de entrar no segundo estágio prescrito por Jesus em Atos 1:8 - Judéia e Samaria (Atos 8:1). O evangelista Filipe prega o evangelho (Atos 8:5,12) e os samaritanos aceitam a mensagem com fé e alegria (Atos 8:8,12), sendo posteriormente batizados em nome do Senhor Jesus:

“...mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus.” Atos 8:16.

3) ATOS 10:48
A terceira referência ao batismo em nome de Jesus é de tremenda importância no contexto geral do livro de Atos. O episódio ilustra o enorme desafio enfrentado pela igreja primitiva: a inclusão dos gentios em uma comunidade de discípulos que, a essa altura, era quase inteiramente judaica. Estavam ali reunidos: o gentio Cornélio, seus parentes e amigos mais íntimos (Atos 10:24). Em seguida o apóstolo Pedro declara que todo o que crê em Jesus receberá a remissão dos pecados pelo Seu nome. Para que esta promessa pudesse se concretizar, o apóstolo Pedro mandou “que fossem batizados em nome de Jesus Cristo.” Atos 10:48.

4) ATOS 19:5
A última referência ao batismo em nome de Jesus é registrada num contexto muito excepcional. O apóstolo Paulo cumpre sua missão de pregar o evangelho em Éfeso, em sua terceira investida missionária à Ásia Menor. O avanço da pregação do evangelho alcança a sua última etapa prescrita por Jesus em Atos 1:8, num contexto geográfico para aquela época – (“até os confins da terra”). Paulo encontrou em Éfeso alguns discípulos que passaram pelo batismo de João (Atos 19:3). Após ouvirem a mensagem do apóstolo Paulo, eles “foram batizados em nome do Senhor Jesus”. Atos 19:5. A partir de então a nova conexão deles com Cristo e o seu compromisso com Ele tornaram-se explícitos.

Além dessas referências, o livro de Atos relata a surpreendente experiência do apóstolo Paulo, chamado pelo próprio Senhor Jesus para uma missão muito especial: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para Mim um vaso escolhido, para levar o Meu nome perante os gentios, e os reis, e os filhos de Israel.” Atos 9:15. Após o seu chamado, ele foi batizado (Atos 9:18). Em um de seus discursos, ao defender-se dos ataques de seus opositores, ele relata um detalhe muito importante sobre o seu batismo: “Um certo Ananias, varão piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, indo ter comigo, de pé ao meu lado, disse-me: ...O Deus de nossos pais de antemão te designou para conhecer a Sua vontade, ver o Justo, e ouvir a voz da sua boca. Porque hás de ser Sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. Agora por que te demoras? Levanta-te, batiza-te e lava os teus pecados, invocando o Seu nome.” Atos 22:12-16.

Foi dito ao apóstolo Paulo que, ao ser batizado, fosse invocado apenas o nome de Jesus. A razão disto é porque o batismo em nome de Jesus tem um significado muito especial. Não se deve esquecer que os grandes fatos da graça redentora são exibidos pelo batismo por imersão, através do qual estão representados a morte, o sepultamento e a ressurreição de nosso Salvador Jesus Cristo (Romanos 6:3-6).

A importância que o apóstolo Paulo deu a esse detalhe pode-se deduzir pelo que ele escreveu aos gálatas: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.” Gálatas 3:27.

Diante do sucesso e número cada vez mais crescente de pessoas que ouviram e creram nas mensagens dos discípulos, as autoridades da época lançaram uma importante pergunta a Pedro e João:

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos homens a quase cinco mil. No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos, os escribas, e Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, João, Alexandre, e todos quantos eram da linhagem do sumo sacerdote. E, pondo-se no meio deles, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes vós isto? Atos 4:4-7.

A resposta dele foi enfática e precisa:

“Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. E em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.” Atos 4:10-12.

Ao escrever sua carta à Igreja de Colossos, o apóstolo Paulo dirige uma exortação para os novos conversos, os quais foram sepultados e ressuscitados juntamente com Cristo no batismo (Colossenses 2:12 e 3:1), dizendo-lhes:

“E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai.” Colossenses 3:17.

As Escrituras Sagradas ensinam que Deus, o Pai, concedeu a Jesus toda a autoridade no céu e na terra: “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-Me dada toda a autoridade no céu e na terra.” Mateus 28:18.

Após ter recebido toda a “autoridade” (do grego: exousia) de Deus, Jesus autorizou Seus discípulos a irem e ensinarem a todas as nações, e pregarem em Seu nome o arrependimento para remissão dos pecados (Lucas 24:47). Constatamos, pois, que os apóstolos cumpriram fielmente a ordem de nosso Salvador Jesus, cuja autoridade Lhe foi dada pelo Pai. A partir do Pentecostes, eles começaram a batizar em nome de Jesus.

III – PROVAS HISTÓRICAS E A CONTROVERSA PASSAGEM DE MATEUS 28:19

O texto em questão diz o seguinte: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Mateus 28:19.

O texto de Mateus 28:19 é contraditório, pois tira a primazia de Jesus Cristo como nosso único Salvador e Mediador.

Esta citação é única e isolada na Palavra de Deus. Os teólogos são unânimes em concordar que não devemos apoiar nossa fé em ensinos que têm por base um texto isolado nas Escrituras Sagradas. Além de ser um texto único e isolado, provamos que não há um único registro nas Escrituras Sagradas de os apóstolos terem se utilizado desta fórmula.

Resta-nos, pois, buscar informações através de fontes históricas disponíveis. A história, no decorrer do tempo, vem mostrando as mudanças efetuadas por pessoas de grande influência religiosa dentro do cristianismo. Os registros históricos provam que o texto original, que serviu de base para os batismos realizados pelos apóstolos foi modificado em alguma época do passado, a fim de adaptá-lo ao credo dos concílios de Nicéia e Constantinopla.

O que dizem algumas fontes históricas acerca desta controversa passagem bíblica?

“A fórmula batismal foi mudada do nome de Jesus Cristo para as palavras Pai, Filho e Espírito Santo pela Igreja Católica no segundo século.” Enciclopédia Britânica, 11ª. Edição, volume 3, pp. 365 e 366.

“Sempre nas fontes antigas menciona que o batismo era em nome de Jesus Cristo.” Enciclopédia Britânica, 11ª. Edição, volume 3, p. 82.

“É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula (Pai, Filho e Espírito Santo) reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar `no nome de Jesus`... Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade.” (Grifo nosso) Comentário no rodapé da Bíblia de Jerusalém.

“Um dos rituais mais dramáticos observados pelos primeiros cristãos foi o batismo. O seu objetivo era lavar toda a impureza resultante do pecado, preparando assim o iniciado para a sua nova vida. Na sua forma mais elementar, a cerimônia exigia do candidato uma profissão de fé, seguida da imersão total na água em nome de Jesus Cristo.” (Grifo Nosso) Depois de Jesus o Triunfo do Cristianismo – p. 36 – Seleções do Reader´s Digest.

“A religião primitiva sempre batizava em nome do Senhor Jesus até o desenvolvimento da doutrina da trindade no segundo século.” Enciclopédia da Religião – Canney, p. 53.

“O batismo cristão era administrado usando o nome de Jesus. O uso da fórmula trinitariana de nenhuma forma foi sugerida pela história da igreja primitiva; o batismo foi sempre em nome do Senhor Jesus até o tempo do mártir Justino, quando a fórmula da trindade foi usada.” Enciclopédia da Religião – Hastings, vol. 2, pp. 377-389 (em inglês).

“A forma básica da nossa profissão de fé (Mateus 28:19) tomou forma ao longo dos séculos segundo e terceiro d.C. em conexão com a cerimônia do batismo. Trata-se originariamente de uma fórmula nascida em Roma.” (Grifo Nosso) Introdução ao Cristianismo – Capítulo 2, p. 82 (Autor: Cardeal Joseph Ratzinger – Atual Papa Benedito XVI).

No Compêndio da História da Igreja, de autoria de Frei Dagoberto Romag, Volume I, intitulado: A Antiguidade Cristã, impresso pela Editora Vozes, pp. 90-93 e 143-145, diz que a ordem do batismo em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, saiu da pena de Tertuliano, no ano 197 d.C.
Podemos citar também Eusébio, bispo de Cesaréia. Ele é referido como pai da história da igreja, porque em seus escritos estão os primeiros relatos quanto à história do cristianismo primitivo. Ele possuía cópias do evangelho de Mateus, no idioma hebraico. Em seus escritos ele citava frequentemente as palavras de Jesus em Mateus 28:19, na versão original, da seguinte forma: “Ide fazei discípulos de todas as nações em Meu nome”. (grifo nosso) Eusébio de Cesaréia.- História Eclesiástica.- Livro III. 24.6. Segundo ele, o texto original não mandava batizar em nome da trindade.

IV – CONCLUSÃO

Logo após a ressurreição, o Senhor Jesus se encontrou com os onze discípulos para lhes dar importantes instruções. Entre eles estava presente o apóstolo Pedro que ouviu atentamente aquelas instruções dadas pelo Mestre:

“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos; e em Seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.” Lucas 24:46 e 47.

Mais tarde, no dia de Pentecostes, cumprindo as instruções de Jesus relatadas em Lucas 24:47, Pedro pregou o arrependimento e apelou aos novos conversos para que se batizassem “em nome de Jesus Cristo”, para perdão dos pecados (Atos 2:38).

Em Atos 2:41-43 encontramos registrado a comprovação de que Deus abençoou a obra do apóstolo Pedro:

“ ...Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. ... Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos....E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” Atos 2:41, 43.

As atitudes de Pedro, Paulo e de outros apóstolos não teriam aprovação, a menos que eles estivessem cumprindo exatamente a ordem dada pelo Senhor Jesus. Sendo isso verdade, o original de Mateus 28:19 nunca poderia ser o que conhecemos hoje nas Bíblias atuais. Com base nos fatos históricos, há fortes evidências que já a partir do segundo século o texto original sofreu modificações, para se enquadrar à recém criada doutrina da trindade..

O dogma da trindade inegavelmente foi criado pela Igreja de Roma e se fundamenta em suposições filosóficas derivadas de idéias pagãs. Os primeiros estudos sobre esse assunto surgiram a partir do segundo século d.C.. O povo de Deus, no século III, enfrentou uma crise de fé no interior de suas fileiras em virtude dos debates a respeito da trindade. A história revela que “muitos cristãos opunham-se à idéia de um Deus uno e trino formado pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo, o que lhes parecia muito próximo do politeísmo dos seus vizinhos pagãos.” Depois de Jesus o triunfo do cristianismo, p. 153.

A oficialização do dogma da trindade ocorreu no quarto século, nos Concílios de Nicéia (325 d.C.) e Constantinopla (381 d.C.).

Para o fiel pesquisador das Escrituras Sagradas a conclusão é clara. A fórmula batismal correta é aquela praticada pelos apóstolos e realizada “EM NOME DE JESUS”.

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