TECAJ - Tenda Espírita da Cabocla Jurema.

TECAJ - Tenda Espírita da Cabocla Jurema. Registrada em 1963 a TECAJ é um barração de Origem Mista, conciliando Umbanda e Candomblé.

30/01/2025
24/02/2022

LEMBRETES DE CARNAVAL !

Durante o Carnaval, ocorre uma abertura negativa para espíritos atraídos por uma atmosfera de promiscuidade, bebida alcoólica, vícios, dr**as e alienação.

E desta forma, neste período f**amos muito mais suscetíveis a essas energias.

A "poluição" espiritual pode lhe afetar muito nestes dias.

Espíritos negativos que por conta de sua baixa vibração, acabam se aproximando do seu campo energético, potencializando cada ato seu.

Se você usa alguma tipo de dr**as ilícitas ou lícitas em excesso e estiveres em baixa vibração há de beber e fumar por ti e por eles os Espíritos desencarnados ainda apegados à matéria e vícios.

Se cai em paixões carnais e momentâneas, há de render-se em doses múltiplas e ser influenciado por um súcubo ou um íncubo.

Tudo se torna maior e mais intenso neste período.

Por isso, se faz necessária a vigia de pensamentos e sugestões, cuidado também com provocações e até mesmo agressões.

Aqueles que são médiuns necessitam de ainda mais cuidados, pois se torna antena de captação dessas influências.

Você pode se divertir, desde que, com sabedoria e bom-senso.

Somos nós, que potencializando através de pensamentos semelhantes, abrimos portais espirituais.

Seu corpo é seu templo, sua energia é sagrada, preserve-a!

Quer exagerar?

Aguente as consequências.

Quer ser radical?

Pague o preço. Todo excesso e toda indisciplina tem um preço a ser pago.

Você pode até tomar sua bebida mas Tenha moderação. Todo excesso é prejudicial.

Lembre-se:

É Você quem abre as portas para as energias negativas.

Não seja antena da espiritualidade negativa.

Você só atraí aquilo que vibra.

É o excesso que abre seu campo energético para más influências.

É o excesso que faz sujeira energética grudar na sua aura.

Lembre-se:

Você é médium 24h cuidado com as energias que você vai sintonizar.

Não adianta Patuas, Guias, Pedras, Velas, Firmezas, Banhos, se A SUA CONDUTA, SEUS PENSAMENTOS E SUAS AÇÕES NÃO FOREM DE ACORDO COM AQUILO QUE VOCÊ PEDE AO ALTO.

Lembrem-se sempre do LIVRE ARBÍTRIO, pois é a partir dele que O POSITIVO E OU O NEGATIVO ATUARÁ NA SUA CAMINHADA E ATINGIRÁ O SEU ENTORNO.

Autor: Alexandre Mariano Machados
Grupo Umbandistas

23/02/2022

A mediunidade bloqueada é como a engrenagem de uma máquina que está enferrujada ou engripada. Signif**a que os canais mediúnicos estão estagnados, ou, em outras palavras, que você não está se ajustando à natureza ou ao fluxo da mediunidade.

A mediunidade simplesmente exige que você se prepare e que você aprenda a estabelecer, cada vez mais, uma sintonia refinada com as energias extrafísicas.

A sua mediunidade é bloqueada porque a sua sintonia se perde ou se desregula. Os principais motivos que geram o bloqueio da mediunidade são:

> Falta de propósito na vida, de um sentido maior, mais espiritual e mais elevado;

> Falta de disciplina em simples práticas que elevam os espíritos e tratam a sua bioenergia, como preces, meditações, contato com a natureza e hábitos saudáveis;

> Raiva, medo, mágoa e rancor;

> Consumo de álcool, dr**as, alimentação intoxicante e pesada;

> Aumento do egoísmo silencioso: Você não percebe, mas está 100% focado nos seus problemas, achando que a sua vida está difícil e cometendo o grave erro de se esquecer do mundo, das outras pessoas e de outros objetivos de vida;

> Alienação consciencial e mergulho na psicosfera e mídia de massa: Isso acontece quando você mergulha de cabeça no inconsciente coletivo, e começa a reclamar e criticar a vida como a maioria das pessoas faz. Também quando você se entrega aos noticiários de TV, jornais, revistas ou internet, que são feitos para lhe prender a atenção pela exposição da polêmica, da dor, das injustiças e do sofrimento de forma desmedida e desequilibrada;

> Falta de conexão com a vida espiritual, com as dimensões mais sutis e com a noção de causa e efeito: Quando você se esquece da sua origem, você se esquece de quem você é, e acaba perdendo poder pessoal.

> Falta de estudo relacionado: Quando você estuda constantemente sobre o assunto, é possível manter a sua consciência conectada ao tema, o que naturalmente desbloqueia a sua mediunidade.

Fonte:
luzdaserra.com.br

Edição:
ricardo.umbanda

22/02/2022

CANDOMBLÉ NÃO SE ENSINA!

Ninguém irá sentar com você para "te ensinar candomblé".

Parece frustrante, mas "candomblé não se ensina".

Pelo menos não se ensina na perspectiva euro-ocidental e judaico-cristã, ao qual um "mestre" ou "professor" (pastor, padre, catequista, evangelizador etc..) assumem para si a função de ensinar.

No candomblé (e demais religiões afro-brasileiras) o processo de ensino-aprendizagem é outro.

Num terreiro de candomblé só se aprende fazendo. Não há outra possibilidade de aprendizado se não esta. Mas não é algo que ocorre desordenadamente.

Pelo contrário, a aprendizagem ocorre nas tarefas mais simples e que nem sempre são as mais agradáveis.

Se aprende candomblé lavando intermináveis pias de louça.

Se aprende candomblé varrendo salão, calçadas e quintais por longos períodos.

Se aprende candomblé lavando privada, roupas e carregando imensos sacos de lixo.

Se aprende candomblé pintando paredes, decorando salão, "virando concreto" para reformas e melhorias do terreiro.

Se aprende candomblé quando fazemos "vaquinha" para comprar pão pro café da tarde ou para comprar algo pro almoço.

Se aprende candomblé lavando frutas, verduras e descascando muito, mas muito feijão fradinho.

Se aprende candomblé depenando "montanhas" de aves durante as longas noites de "obrigações".

Se aprende candomblé carregando e virando buchada.

Se aprende candomblé durante essas e outras atividades cotidianas de uma casa de axé, ao qual o Iyawo (recém iniciado) ou o Abiã (aquele ou aquela que irá se iniciar) será orientado sempre por um irmão ou irmã mais velhos.

Se aprende candomblé "lavando intermináveis pias de louça" e ouvindo as ebomis (mais velhas) e a Iyabassé (Cozinheira) dizendo: "tem que dar ponto nesse acarajé"! Ou, ainda: "Não bate na panela"... "enrola esse acaçá"... Além de outros inúmeros saberes que só elas dominam.

Se aprende candomblé "varrendo salão, calçadas e quintais" ou "lavando privada, roupas e carregando imensos sacos de lixo" e "pintando paredes, decorando salão, "virando concreto", porque sempre haverá um irmão ou irmã mais velhos dizendo para você: "Onde orixá habita não pode ter sujeira porque atrais coisas ruins". Ou pelo menos te mostrando que uma "Casa de axé" é um lar coletivo de Deuses e humanos e precisa estar limpa e organizada.

Se aprende candomblé "quando fazemos "vaquinha" para comprar pão pro café da tarde ou para comprar algo pro almoço" porque só assim compreenderemos o quão dispendioso é nosso culto e viver em comunidade.

Se aprende candomblé "lavando frutas, verduras e descascando muito feijão fradinho" e "depenando "montanhas" de aves durante as longas noites de obrigações" ou carregando e virando buchada", porque são nessas tarefas que estamos mais próximos dos "awòs" (segredos), dos fundamentos e somente ao aprender essas tarefas é que passaremos a aprender outras mais complexas e, quem sabe um dia, estaremos nós também ensinando outros novatos.

Se aprende candomblé nessas atividades, nem sempre prazerosas ou agradáveis, porque são justamente ao longo dessas tarefas que ocorre o ato mais sagrado de uma casa de axé: as relações humanas.

O candomblé não se ensina. Candomblé se aprende. E só se aprende participando do cotidiano de uma casa de axé. Isso não signif**a "morar" no terreiro. Mas saber que para que haja festas públicas para Deuses e divindades dançarem, alguns humanos perdem horas de sono e suaram muito para que tudo ocorra perfeitamente.

O Candomblé não se ensina. Candomblé se aprende. Mas isso não signif**a que o fato de alguém possuir 7, 14, 21, 30 anos de iniciado ou tenha "cargo" que esta pessoa conheça, de fato, o cotidiano árduo de uma casa de axé. Muitas vezes, um Abiã ou um Iyawò são muito mais ativos e necessários do que aqueles e aquelas que só aparecem na hora de dar "Close no Salão".

Candomblé não se ensina. Candomblé se aprende. E se posso ser útil através dessas palavras gostaria de reforçar:

Candomblé não é apenas uma questão de fé e devoção. Candomblé é uma tradição cujo os ritmos, os cantos, as danças, as comidas são parte indissociáveis de nossos cultos.

Por isso, não adianta você ter fé e não saber cozinhar para orixá. Ter fé e não saber tocar, ou cantar e dançar corretamente para orixá. A fé e a devoção por si só não bastam. Pois o candomblé é mais do que uma religião. Candomblé é uma tradição que só se aprende "fazendo".

Candomblé não se ensina. Candomblé se aprende varrendo, cozinhando, limpando, cantando, dançando, colaborando, sorrindo, muitas vezes chorando, mas sobretudo compartilhando momentos de fé e devoção com irmãos e irmãs no cotidiano de uma casa de axé.

Candomblé se aprende quando o Ori (cabeça), o Àrá (corpo) e o Okàn (coração) estão dispostos à abrir-se para o novo. Abrir-se para a sabedoria ancestral...
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Sacerdote Zé Maria - Ilė Asė Olóde

17/02/2022

COMO IDENTIFICAR UM BOM TERREIRO

Em primeiro lugar, entenda que nenhum lugar é perfeito. Seja qual terreiro você frequentar, sempre haverá algo que te desagrada. Cada pessoa espera alguma coisa diferente do centro, mas ninguém será capaz de suprir todas as suas expectativas. Portanto, não seja exigente demais, não abandone uma casa por um motivo menor.

A não ser que haja algum fato que vá contra os princípios éticos e o bom caráter, permaneça onde está. Você já fez uma boa caminhada, começar do zero em outro espaço pode não ser o ideal. Busquemos o progresso, não é saudável estagnarmos nos degraus iniciais do desenvolvimento espiritual.

Em especial, não dê tanta importância aos problemas de relacionamento. Eles estão presentes em todos os agrupamentos humanos e constituem uma de nossas maiores provações na Terra. Onde quer que caminhemos, sempre encontraremos uma pessoa abençoada que se atenta contra nossa paciência e serenidade. No entanto, é parte de nosso aprendizado espiritual saber lidar com estas questões.

Ao buscar um bom terreiro, o mais relevante é que você identifique se ali é observado os fundamentos maiores da Umbanda: ausência de cobrança por qualquer tipo de atividade espiritual, ausência de trabalhos que visam prejudicar o próximo ou interferir no seu livre arbítrio, e, por fim, a prática da caridade. Se estes princípios são cumpridos, um largo passo já foi dado.

Não tenha pressa para fazer parte da corrente mediúnica. Conheça bem o local, seus membros, seus frequentadores. Sinta a energia. Observe se você está saindo de lá melhor, se tem recebido bons conselhos. Recomendamos que fique ao menos 6 meses na assistência, antes de tomar a decisão de pedir ingresso. Algumas características só conhecemos com o tempo.

Conheça bem as regras do terreiro, compreenda como ele funciona. Uma vez que entre em suas fileiras, estará aceitando sua hierarquia e fundamento. Não adianta depois querer que ele seja diferente do que é. Você acabou de chegar, a casa não mudará só por você.

Acima de tudo, escute o seu coração. Ele te dirá se ali é a casa certa. Confie nele, é um bom professor. Não contrarie sua intuição e seus pressentimentos, não permita que ansiedade te leve a uma deliberação precipitada. O terreiro é a nossa segunda casa; os médiuns, nossa segunda família. Desse modo, traga para sua vida bons companheiros.

14/02/2022

Esú é esfera.
Os Orisás se movem para frente, Esú se move para trás.
O centro da Terra gira oposto ao movimento do planeta.
Esú é o centro da terra.
Esú é fogo.
Esú esta com o Orisá branco, ora em guerra, ora em paz.

Esú é o primeiro que come.
Esú é Orisá que bebe vinho até gargalhar sem motivo.
Esú é senhor dos caminhos.
Esú Iná é que está com Oyá.

Esú Elepo! Esú Elepo não suje o Orisa Branco!
O Orisa Branco não gosta de Azeite de Dendê.
Esú sabe de todas as coisas.

Texto: O mundo do Candomblé

🔥Que Esú nos permita uma excelente semana ! 🔥

14/02/2022

Por que na iniciação ao Candomblé, se tem que f**ar careca?

Muitos "por quê?" surgem com o passar dos anos na vida de todas as pessoas e em todas as áreas da vida, este surgimentos é natural. O que eu não acho natural, nunca achei e nunca acharei é o "silêncio", a falta de esclarecimento de quem ensina e a falta de curiosidade de quem aprende, até por que quem não expressa esta tal curiosidade também não tem um aprendizado completo, pois afinal de contas não são das dúvidas que surgem os grandes complementos às respostas que já existem e as melhoram ainda mais?
Então eu particularmente fui um aluno chato minha vida toda, sempre que algum dos meus professores e foram muitos durante minha humilde existência, me diziam, isso é por isso e por isso, sempre teve um "mas?" de minha parte. E com isso eu só lucrei, pois onde a maioria das pessoas se contentava com a resposta básica e trivial, eu sempre apesar de ser taxado de "chatão" (k*k) terminei tendo uma explicação mais detalhada. Pois todo professor se sente lisonjeado quando seu ensinamento provoca anseios e deixa um gostinho de quero mais em seus alunos.

Mas enfim por muitas vezes fiz muitas perguntas e questionamentos aos meus mestres, e um deles foi o seguinte:
“""POR QUE QUANDO UMA PESSOA VAI SE INICIAR (fazer santo) ELA TEM QUE RASPAR A CABEÇA? """ Pois eu já conheci outras religiões iniciáticas, onde se raspa e não se raspa a cabeça e cada uma delas tem sua própria lógica e explicação e evidentemente seus preceitos e segredos. Então a nossa tem também uma explicação miticamente lógica e coerente.
E desde criança estou no Candomblé e ouço desde então as pessoas dizerem que Orixá elucida, que Orixá explica tudo... Basta você olhar e prestar atenção no certo... Perguntar aos antigos... Mas hoje em dia ainda descobri mais um detalhe... Quem observou o tempo passar viu muitas coisas que comprovam tudo isso de fato e é fato que ninguém é detentor do conhecimento absoluto, mas a divina Humildade faz com que todos tenham a possibilidade de ter acesso ao conhecimento.
Mas com tudo isso, fui perguntando para os antigos e recebi as seguintes explicações;

"QUANDO ALGUÉM VAI SER INICIADO AO AWO (segredo) DO CANDOMBLÉ ELA PASSA POR UM SIMBOLISMO DE MORTE E RESSURREIÇÃO, SEU PERÍODO DE RECOLHIMENTO REPRESENTA SUA ESTADIA NO ÚTERO E SEU VÍNCULO COM SUA PRÓPRIA ANCESTRALIDADE“.

E com tudo isso, todos os preceitos e simbolismos que o noviço (yawo) passa cria um vínculo insolúvel entre a pessoa e a divindade à qual ela é iniciada, sua origem espiritual e genealógica (ancestralidade) que é selado com a entrega do yerupin (que é o carrego). E este carrego sela este vínculo por que leva dentre muito elementos, parte do corpo do iniciado (cabelos-unhas-suor) e assim ele será para sempre reconhecido pelo seu cheiro que é único no universo.
O yerupin é levado e entregue aos cuidados de Olosá (a divindade do grande lago) que é o Orixá que recebe e repassa para os ancestrais esta energia e nos torna reconhecido como feitos de santo.
Fui ouvindo com o passar dos anos esta explicação com palavras e expressões diferentes, mas sempre com o mesmo contesto e aí achei que chegou a hora de passar à diante, pois é assim que tem que ser. Passamos à diante para manter nossa tradição viva!
Expressões como;
Meu filho a natureza já reconheceu este santinho seu aí?
Isso é coisa que eu ouvi muita gente falar e outras mais e assim a gente vê como a coisa toda termina por fazer sentido.

Crédito Babalorisa Edson de Osun

06/02/2022

OROGBO

Este é um fruto negro predileto de Egun e Sàngó, por ser um elemento de pura ligação com Ikú (a morte). Isto porque Sàngó é um dos maiores representante de Egun, fato latente no culto Yorubà e ignorado aqui no Brasil, onde dizem que Sàngó tem pavor a Egun isto acontece por falta de conhecerem quem na verdade é Sàngó.
Sàngó é tão quente quanto Egun e o orogbo é o melhor fruto para ser oferecido tanto no culto de egungun resultado da morte no culto a Sàngó associado à Ikú por sua capacidade de destruição através do raio. Os orogbo representam as pedras de raios no culto a Sàngó, já no culto a Egun representa os descendentes raciais ou familiares, por este fato está relacionado à morte.
O orogbo por ser um fruto quente totalmente relacionado Ikú, por isso é ofertado aos ancestrais, por este aspecto, quando um ser vivo parte orogbo e oferece juntamente com mel a seus ancestrais, representa uma comunhão do fisico com o espiritual, ou seja os seres vivos cultuam seus ancestrais partilhando o fruto.
Neste momento a morte é inteiramente representada pelo orogbo principalmente por sua casca negra, entra em harmonia com a vivacidade de Sàngó por ser um Òrìsá oriundo de Ikú (morte), ou seja, ele é um grande Egungun de inteira relação com todos os ancestrais cultuados na terra, onde todos vivem totalmente sob o domínio do grande Rei da terra (Òbàlúwàiyé). Muitos e muitos orogbos devem ser ofertados à Sàngó com mel, o qual è sua fruta predileta de principal relação com Ikú e egun. Fatos desconhecidos por muitos e ignorados por outros... Os principais òrìsás que também recebem oferta de orogbo é Esú, Ìyàmi-Òsòróngà, Ògún, Òbàlúwàiyé, Oyà, Òmólú, Iyémowo-Iyémònjá e Òòrisànlà-Òbátálà só recebem oferta de Orogbo sem a casca exibindo sua parte branca. Já no culto de Òsún o orogbo é inaceitável por sua relação com a morte, quando Òsún não suporta nenhum tipo de elemento com ligação a morte. Este fruto possui uma grande força ritualística, quando oferecimento num ritual deve ser sempre ofertado ao Òrìsá no mínimo dois orogbo, o mesmo acontece com qualquer outro fruto, isso porque em ritual nunca se deve oferecer um, e sim dois elementos.
São utilizados nos ritos de Orunmilá, Xango, Osain e outros aborós, indispensável em jogos divinatórios e na feitura de santo no sentido de alcançar a prosperidade. Utiliza-se também no preparo do abô, sasanha e da comida ritual especif**amente nas oferendas de Airá.

Babálawo ifasayo ayinla

05/02/2022

⭕A VERDADE QUE MUITOS
NÃO QUEREM NEM SABER⭕

🔥LINDO TEXTO POIS HOJE EM DIA É "EXU" E "POMBO GIRA" DISFILE DE CARNAVAL E PINTADOS QUE NEM PALHAÇO ,SÓ É VERDADEIRO SE RODA QUE NEM PIÃO E SE FALA MODERNO E SE DIREGE CARRO E OUTRAS COISAS MAIS...EXU QUE ANDA DE APÉ PARA FAZER SEUS TRABALHOS E EXU QUE SE VESTE SIMPLES E HUMILDE E FALA À MODA ANTIGA É PORQUE NÃO É EVOLUÍDO E NÃO TRABALHA PARA SUA MATÉRIA(ABSURDO ISSO)
🔥 HOJE EM DIA É UM CIRCO DE HORRORES UM TEM QUE SE VESTIR MELHOR QUE O OUTRO E FALAR E DANÇAR MELHOR QUE O OUTRO,SEM FALAR QUE BEBIDA SE TORNOU FESTA ALCOÓLICA🔥

SOBRE OS "EXUS ANTIGOS"

Macumbeiro: onde estão os exus antigos? Antigamente descia o exu tal, tal e tal, hoje só se vê Tranca Rua, Tiriri e Veludo, blá blá blá...

(Desce o Exu Teimoso)

Macumbeiro: não, esse eu não quero, quero trabalhar com o Exu Rei das 7 Encruzilhadas!

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Outro macumbeiro: onde estão os exus antigos? Onde estão os exus que fulano, beltrano e ciclano trabalhavam no tempo da minha vozinha? Só se vê Maria Padilha e Exu Caveira hoje, blá blá blá...

(Desce o Exu Carniça)

Outro macumbeiro: é doido? Isso é kiumba! Sobe!

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A evolução dos nossos cultos é o espelho de nossos conceitos e preconceitos, além das crenças limitantes que vamos deixando entrar em nossas cabeças no decorrer do tempo. Sem percebermos estamos nos deixando doutrinar, colonizar por uma perspectiva higienizada e embranquecida de culto, nos quais os exus e pombagiras só servem para nós se se apresentarem com nomes bonitinhos, se comportando como nobres guerreiros e rainhas europeias.

Aos poucos, o feio, o sujo e o rústico foram perdendo espaço, ora para o ego e a vaidade dos médiuns, que querem exus "enobrecidos", ora para a ditadura da bondade e da beleza, que associa tais características como expressões de uma "elevação moral" que, no fim das contas, não passa de moralismo espírita kardecista.

Quer cultuar as antigas falanges? Silencie seu ego, liberte sua cabeça do doutrinarismo limitante, procure conhecer as Quimbandas e Macumbas antigas, ouvindo o que os mais velhos tem a dizer, buscando o fundamento do culto aos exus e pombagiras "raros". Não tardará para que esses espíritos se aproximem de ti e se coloquem aptos ao trabalho.
Créditos: Sacerdote Thomaz Herler
Fotos: Desconhecidas.

16/11/2021

PADÊ PARA QUE SERVE...?

Começaremos com Esú ...

- Tipos de Padê e para que serve:

1 - Padê (dendê) - acalmar e agradar Esú, misturar farinha de Mandioca com azeite de dende.

2 - Padê funfun (água) - despachar ajé e negatividades, misturar farinha de Mandioca com água.

3. Padê Otí (Cachaça) - despachar ajé e negatividades, misturar farinha de Mandioca com cachaça.

4. Padê de Mel ou açucar - adoçar Esú e serve para outras obrigações em que se queira adoçar algo ou alguém, misturar farinha de Mandioca com Mel ou açúcar.

6. Padê de Wají - despacha o ajé, tira feitiçaria, misturar farinha de Mandioca com Wají e um pouco de água.

7. Padê de Osún - Agradar Iyami, mIsturar Farinha de Mandioca e Osun.

8 Padê de Manteiga - Chamar Clientes, misturar Farinha e Manteiga.

9 - Padê de Gin e Atarè - Acordar Esú, misturar Farinha de Mesa com Gin e colocar 21 grãos de Pimenta da Costa.

10 - Padê de Grãos - Prosperidade, misturar Farinha e Mel de Milho e acrescentar 07 grãos que brotam da terra.

11 - Padê de Melado - Adoçar e Prosperidade, misturar Farinha de Mandioca e Melado.

12 - Padê de Mel e Alpiste - Chamar Clientes, misturar Farinha Mel e Alpiste e jogar na rua.

12 - Padê de carvão - utilizado nos ebós e serve para queimação, misturar farinha de Mandioca com pó de carvão e água.

13 - Padê pupá para agradar a Esú- levar ao fogo azeite de dende, cebola ralada, camarão seco, uma pitada de sal, ataré moida e dandá da costa ralada.

Fritar este tempero e misturar a farinha, no fogo brando, fazendo uma farofa.

Forra o alguidar com folhas de akoko Ofertar a Esú.

E muitos outros padês ...

Postagens de ensinamentos simples passados de geração em geração, pelos nossos ancestrais.

Receitas simples, sem quebrar hierarquias, que qualquer pessoa poderá fazer.

Eu oriento que deverão estar em abstinência sexual, antes de iniciar o ritual deverão também tomar banhos de ervas e/ sabão da costa ou sabão de coco.

15/11/2021

O PESO DA MISSÃO DOS PAIS E MÃES DE SANTO

Poucos realmente veem tudo o que o Pai ou a Mãe de Santo faz dentro do terreiro. São cobrados de todos, ninguém nunca está satisfeito e sempre há uma pessoa para reclamar. Porém, quando é necessário agir, muitos somem.

É imensa a responsabilidade do Pai ou Mãe de Santo. Nas mãos deles, está a manutenção do terreiro e a sobrevivência de nossa religião. O fardo é pesado, mas por amor o exercem. E cabe a todos nós apoiá-los da melhor forma possível.

Eles precisam lidar tanto com espiritual, quanto o administrativo e humano do terreiro. São os responsáveis por preparar e ativar as firmezas e assentamentos do terreiro, abrir e fechar giras, acompanhar o desenvolvimento mediúnico de cada um, fiscalizar o atendimento de todo médium. Se surge algum problema, no final, é ele que vai resolvê-lo.

Além disso, sobra para eles administrarem toda a parte material do terreiro. É preciso adquirir velas, copos, materiais para as firmezas, produtos de higiene, fora os custos com água, luz, aluguel. No dia de gira, o espaço precisa estar limpo e organizado e mais uma vez sobra para o Pai ou Mãe de Santo coordenar quem realizará estas tarefas.

Tudo possui o seu custo, e nem sempre é suficiente as doações da consulência e mensalidade dos médiuns recebidas. Se algum filho está sem condições de contribuir financeiramente com a casa, o Pai e Mãe de Santo ainda o escuta e procura ajudá-lo. Quantas vezes o dirigente tirou do próprio bolso para pagar uma despesa ou auxiliar alguém do terreiro? Muitos nem f**am sabendo.

Porém, a parte mais difícil da missão dos sacerdotes é lidar com os próprios médiuns da casa. Se os filhos percebessem o quanto são, em algumas situações, imaturos e infantis, criando desarmonias por assuntos pequenos, levando ao Pai e Mãe de Santo intrigas e melindres desnecessários. Seus ouvidos já receberam todo tipo de informação, os quais algumas ele preferia nem ter conhecimento.

Com frequência, ele precisa agir como um administrador de egos frágeis. Se dá atenção para um, outro f**a enciumado. Se repreende os erros, consideram-nos muito duro. Se ensina com palavras suaves, acusam-no de ser muito tolerante. Sempre há um para lhe apontar o dedo e dizer, nas fofocas de corredores, como ele deveria proceder.

O que os umbandistas ainda não entenderam é que o Pai e Mãe de Santo são humanos como todos nós. Possuem suas qualidades e defeitos. Não são perfeitos, como ninguém é neste planeta. Porém, foi neles que a espiritualidade confiou esta missão, e o fez por um bom motivo, porque confia na capacidade deles de estar à frente de um terreiro.

Além de tudo isso, os Pais e Mães de Santo ainda precisam atender os consulentes. São muitos que os procuram fora do horário de gira. Há situações que exigem um cuidado maior, trabalhos na residência de particulares, pessoas passando mal de madrugada, médiuns mal orientados que saíram de outros terreiro, e tantas mais situações diferentes.

Os dirigentes possuem, ainda, sua própria família e trabalho, que nem sempre conseguem oferecer a devida atenção a eles. Dividem-se entre tantos pedidos e solicitações. Raramente encontram um momento de repouso e lazer. Suas energias estão dedicadas, em grande parte, no cuidado dos outros.

São os professores de todos nós. Orienta-nos, constantemente, no nosso crescimento pessoal e espiritual, ainda que muitos não o percebam. Neste sentido, agem como verdadeiros pais e mães, acolhendo e doutrinando os seus filhos. Isto quando não precisam atuar como se fossem psicólogos, confidentes de todos, que derramam sobre eles todas as mazelas.

Em alguns terreiros, até existe uma divisão de tarefas, o que é muito positivo e alivia o trabalho do sacerdote. Pais e Mães Pequenas, cambones chefe, assumem parte dessa responsabilidade. Porém, se alguém deixa de cumprir sua tarefa, mais uma vez cabe ao dirigente substituí-lo.

Há quem queria ser pai ou mãe de Santo somente para poder mandar a vontade, fazer tudo do seu jeito. Mas não compreende o peso da responsabilidade, o tamanho dos sacrifícios que esta missão exige. Não basta querer ser sacerdote, muito menos pagar algum curso. É preciso vocação e outorga da espiritualidade. Mas saibam todos: Pai Oxalá a tudo vê e nenhuma caridade será esquecida.

E tudo isso se aplica aos outros administradores das casas que levam a religião a sério e cumprem sua missão com zelo e responsabilidade.

Saravá a todos!

15/11/2021

O uso de bebidas e tabaco no culto ao Exu e Pombo Gira.

O uso de bebidas alcoólica, principalmente as destiladas conhecidas por "marafa" e o tabaco (pito ou simplesmente charuto e cigarro), pelas entidades Exu e Pombo Gira durante as incorporações dentro do culto é da maior normalidade.

Pois é objeto de transformação, o fumo e o álcool corroe as larvas astrais os miasmas negativos, não, não colocamos copos de bebidas dentro das tronqueiras (casas de Exu Pombo Gira) para Eles beberem e fumarem, e sim para transformar, e o mesmo acontece quando Eles/Elas, o mesmo quando incorporado(a)s.

Exu Pombo Gira atraem todas energias para nossa matéria (corpo) e necessitando do álcool e tabaco para descarregar e manipular essas energias.
Nada influência se é cachaça pura, cerveja ou qualquer bebida, basta conter teor alcoólico.
Também a quantidade, marca ou valor da bebida e cigarro.

Antigamente Exu Pombo Gira trabalhavam com um copo de cachaça e apenas um cigarro ou charuto, e para quem segue conhecimento, ainda o faz grandes reviravoltas com um copo de cachaça e um cigarro.

É comum, e assim eu faço de servir cachaça nós "engambelos" (oferendas e trabalhos) na casinha ou rua, e bebidas de menor teor alcoólico para estas entidades quando incorporadas no médiun.
Afinal a pessoa é do Orixá e não dá entidade Exu Pombo Gira!

Entendo isso, vamos nos cuidar, nós policiar, nós fundamentar, às entidades não tem, não são e as que realmente incorporam repudiam os vícios e as beberagens.

Quer beber, convida as pessoas e vá a uma lancheira, faz festa, brinque, viva.
Exu Pombo Gira vai f**ar contente..
Mas não podemos envolver ou usar religião para desordem.

Ps.: Como eu não bebo nada que tenha álcool pode me convidar para tomar um refri, um sorvete de açaí, "o meu se gostava "🤭😂😂

Endereço

Rua José Custódio Soares, 229, Centro
Maricá, RJ
24900-735

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 19:00 - 00:00
Quarta-feira 19:00 - 23:00
Sábado 19:00 - 23:00

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