15/12/2024
O “Papai Noel” não é inimigo de Jesus e a razão é muito simples: o Papai Noel também é cristão. O personagem é inspirado na figura de São Nicolau de Mira, um cristão que viveu na Ásia Menor – atual Turquia – durante o IV século. Ele era filho de pais muito ricos e costumava ajudar anonimamente pessoas pobres de sua cidade carregando um s**o com moedas de ouro e despejando-as nas chaminés de suas casas durante a época de Natal.
Nicolau chegou a ser arcebispo da cidade de Mira e sua fama de ser amado pelas crianças carentes se espalhou por toda Europa. Por isso, o nome “Papai Noel” em boa parte do mundo, e especialmente na América e na Europa é “Santa Claus”, um jeito carinhoso de dizer “São Nicolau.”
Muito tempo depois, a empresa Coca Cola apanhou esse personagem antigo e fez dele um dos maiores símbolos de marketing natalino das Américas — e também da própria empresa. Gordinho, de barba branca, roupas vermelhas, sorridente e sempre com o refrigerante na mão. Um golpe certeiro no consumidor que passou a incluir o refrigerante nas suas celebrações natalícias desde então.
Mas, e o verdadeiro Nicolau, cristão caridoso, que generosamente presenteava e levava alegria aos mais pobres? Bom, esse aí não faz propaganda de nada senão do próprio do Filho de Deus encarnado.
Talvez, inspirado no exemplo de esvaziamento do Senhor Jesus, Nicolau abria mão de suas riquezas para entregar aos mais vulneráveis. Jesus é aquele que deixou seus tesouros e seu trono de glória no céu para nascer no relento de uma manjedoura; se fez pobre para nos dar as riquezas da vida; foi amaldiçoado pelos homens para nos abençoar; deixou de ser formalmente o único filho de Deus para nos chamar de irmãos; chorou na cruz para nos ver sorrir; humilhou-se para nos exaltar; deixou-se matar para nos fazer viver. Esse é o Jesus que inspirou Nicolau e nos inspira diariamente para vivermos um natal mais significativo
Rev Jean Francesco.
Via Gustavo Aguiar Saporetti.