Capela Nossa Senhora da Glória
Capela Nossa Senhora da Glória, situada em Córrego d’Areia, construída em duas etapas; a primeira inaugurada em 1918 e a segunda por volta de 1925, em terreno doado à Mitra Arquidiocesana por José Joaquim de Souza Junior. A área superficial ocupada pelo prédio da dita Capela e Salão Paroquial é de 300 m² e ao arredor da Capela uma área de 5670 m².
“O espírito relig
ioso, a devoção, o respeito às autoridades eclesiásticas, o temor a Deus e à ira divina induziam nobres, rudes aventureiros e austeros fazendeiros a renderem graças aos santos erguendo-lhes caprichosas capelas, oradas e oratórios domésticos quando não os tornavam herdeiros testamentários de parte de seus bens”. Com a queda da economia da região do ouro no século XIX, muitos habitantes vieram se estabelecer na Zona da Mata Mineira, cuja terra era boa para o cultivo de café, o que tornou esta região mais rica de Minas Gerais. Foi assim que muitas famílias deixaram a região do ouro e vieram tentar a sorte na Zona da Mata, sobretudo em Córrego d’Areia. Em 20 de novembro de 1917, José Joaquim de Souza Junior, Ubaldo de Castro Ramos Horta, Severino Teixeira de Rezende, Antônio Teixeira de Rezende, Joaquim Gonçalves de Souza, José Gonçalves de Souza, Rosalvo Joaquim de Souza, Pedro Gonçalves de Souza e Abel Monteiro de Barros pediram aprovação eclesiástica para criação da Irmandade de Nossa Senhora da Glória e a doação de 12000m² de terras para construção de uma capela. O visto aprovado foi dado pelo Vigário da época Padre Carlos Muller, em 16 de dezembro de 1917. Depois de rubricado o carimbo da paróquia de Mar de Espanha, foi encaminhado ao Vigário Geral do Arcebispado de Mariana, pelo presidente da Irmandade Abel Monteiro de Barros em 19 de junho de 1918 e em 4 de julho do mesmo ano o Monsenhor Conego Moraes concedeu licença pedida para os fins mencionados. Na Capela Nossa Senhora da Glória desde sua criação podemos perceber o envolvimento de toda comunidade, mantendo a tradição deixada pelos seus antepassados. Tantas coisas se passaram durante todos esses anos e muitas delas ficaram marcadas em nossas lembranças. Narrar a história de nossa Capela é compartilhar o carinho, o respeito, a amizade e fazermos uma auto-interpretação e integração de todos os elementos que consideramos relevantes na construção do projeto de Deus.