26/09/2021
𝐕𝐈𝐃𝐀 𝐋𝐎𝐍𝐆𝐀 𝐄 𝐏𝐑Ó𝐒𝐏𝐄𝐑𝐀: 𝐇𝐎𝐍𝐑𝐀 𝐀𝐎𝐒 𝐏𝐀𝐈𝐒
“Honra¹ a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” Êxodo 20.12
“Honra² a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” Efésios 6.2,3
¹Êx 20.12 – ¹kabad ou kabed: com a ideia de intensidade ativa. “Digno, ser glorioso, ser honrado, tornar-se abundante, fazer ser honrado. Enaltecer, reconhecer ser a honra, prestígio, engordar, enriquecer (Strong, Schökel).
²Ef 6.2,3 - ² timaô (vb): estimar, fixar o valor; honrar, ter em honra, reverenciar, venerar, conceder especiais marcas de honra e favor a alguém, dar ajuda ou auxílio financeiro, atribuir status a alguém. Oriundo de timê (subst): de grande valor, precioso; mantido em honra, estimado, especialmente querido, dignidade, distinção, atribuir status a alguém (Strong, Vine, Robinson, Louw & Nida).
Muito se fala sobre honrar os pais, mas o que seria de fato isso? Será que temos cumprido realmente o que a Bíblia nos orienta e exorta a fazer? Ou confiamos que apenas pedir a bênção é o suficiente, assim como dar presentes nos dias dos pais e dia das mães?
Vamos lembrar de um fato ocorrido entre Jesus e os fariseus e que está registrado em Marcos 7.1-23 (há a passagem paralela em Mt 15.1-20).
Ao acusarem alguns discípulos de Jesus de não seguirem a tradição dos anciãos de lavar as mãos antes de comer, os fariseus receberam uma resposta de Jesus que revelou algo muito mais sério que o simples fato de não lavar as mãos (nem por questão de higiene, mas tradição).
Jesus os acusou de usarem de esperteza para com o cuidado com os próprios pais, ao usarem o argumento ardiloso de Korbã. A nota da Bíblia Shedd sobre esse ocorrido diz que:
“Se alguém queria livrar-se da responsabilidade de cuidar de seus pais em idade avançada, era só fazer a falsa declaração de que seus bens pertenciam ao templo, de que eram korban (que significa "oferenda"). Seus bens seriam registrados em nome do templo até a morte dos pais, quando então se passaria a "combinar" algo com os escribas, no intuito de reavê-los. Parece que para o gozo de tais benefícios legais não era necessário uma grande oferta. Talvez alguns que assim faziam estivessem presentes na hora”. Nota sobre Mateus 15.4-6, p. 1354
E Jesus continua Seu discurso exortativo dizendo que as tradições dos fariseus acabavam por invalidar a Palavra de Deus, pois por causa de seus ardis eles não honravam aos pais e, com isso, traziam maldição para si.
Semelhantemente, não estaríamos agindo hoje assim, querendo viver muito, mas não agindo dentro dos princípios? Não seríamos como os fariseus, buscando formas de evitar prestar a honra, o prestígio e a dignidade que merecem os nossos pais? Teriam eles tornado-se descartáveis e procurados somente quando temos algum interesse?
Vivemos em tempos proféticos que estão cumprindo-se fielmente como está escrito, mas será que faremos parte da geração que Paulo disse que haveria nos últimos dias (2Tm 3.2) ou faremos parte dos que buscam honrar a Deus e Sua Palavra e, assim, colocar em alta estima, apreço e honra os nossos pais, estando eles vivos ou não?
Em uma geração tola, mimada, irreverente, desrespeitosa, acintosa, mal criada e sem temor a Deus, nos levantemos e apontemos, sob a direção do Espírito Santo, o caminho certo a seguir para vermos famílias saudáveis, unidas, funcionais e sob a bênção do Senhor, bênção essa que enriquece e não acrescenta dores (Pv 10.22). Lembrando que isso não é problema apenas nos que estão do lado de fora dos muros. Há uns ditos cristãos que também vivem iguais aos fariseus.
M.P.C.