Amigos do PIME - Associação Leigos do PIME

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Uma comunidade internacional de sacerdotes e leigos que anunciam o Evangelho de Jesus Cristo ao redor do mundo.

Encontro dos Amigos do PIME – O caminho do discipulado missionárioNo último dia 03 de agosto de 2026, na Casa dos Padres...
14/08/2026

Encontro dos Amigos do PIME – O caminho do discipulado missionário

No último dia 03 de agosto de 2026, na Casa dos Padres do PIME, aconteceu mais um momento especial de formação e espiritualidade no Encontro dos Amigos do PIME.

O encontro contou com a presença de Dom Mario Pasqualotto, bispo auxiliar de Manaus, que conduziu a formação com o tema “O caminho do discipulado missionário”.

Foi um momento de aprendizado, reflexão e renovação da fé, seguido pela celebração da Santa Missa, fortalecendo em todos nós o compromisso de viver a missão como verdadeiros discípulos missionários.

Após a celebração, tivemos um pequeno lanche partilhado, vivido com muita fé, alegria, fraternidade e espiritualidade.

🙏 Que Deus continue abençoando o caminho dos Amigos do PIME e fortalecendo cada coração para seguir anunciando o Evangelho e servindo à missão!

PIME – unidos pela fé, pela amizade e pela missão. 🌿✝️

07/07/2026
Encontro dos Amigos do PIMENa noite do dia 06 de julho, às 19h, aconteceu o Encontro dos Amigos do PIME, realizado na Ca...
07/07/2026

Encontro dos Amigos do PIME

Na noite do dia 06 de julho, às 19h, aconteceu o Encontro dos Amigos do PIME, realizado na Casa dos Padres do PIME.

O encontro foi marcado por um momento especial de formação, conduzido por Dom Mário Pasqualotto, bispo auxiliar emérito de Manaus, que partilhou reflexões enriquecedoras sobre a fé, a missão e o compromisso cristão.

Além da formação, os participantes viveram um momento de fraternidade, diálogo e convivência, fortalecendo os laços de amizade e comunhão que unem os Amigos do PIME. Foi uma noite de aprendizado, partilha e renovação da esperança, reafirmando o compromisso de caminhar juntos na missão de anunciar o Evangelho.

Tema 03A URGÊNCIA DA MISSÃOO Papa João Paulo II, que ao iniciar seu pontificado tomou a decisão de viajar até os confins...
05/05/2026

Tema 03

A URGÊNCIA DA MISSÃO

O Papa João Paulo II, que ao iniciar seu pontificado tomou a decisão de viajar até os confins do mundo, para manifestar a solicitude evangelizadora da Igreja, declarou que ao entrar em contato direto com os povos que desconhecem a Cristo, estava mais convencido da urgência da atividade missionária.

“A MISSÃO DE CRISTO REDENTOR, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento. No termo do segundo milênio, após a Sua vinda, uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço. É o Espírito que impele a anunciar as grandes obras de Deus! « Porque se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois que me foi imposta esta obrigação: ai de mim se não evangelizar! » (1 Cor 9, 16) (RM 1).

São Paulo escrevia aos cristãos de Corinto: “O amor de Cristo nos constrange” (2Cor 5,14).
A atividade missionária nos urge de verdade. O amor de Cristo para conosco e o amor que temos por Ele. A gratidão nos impulsiona a compartilhar o amor de Deus com as pessoas.
A razão suprema que sustenta e urge a atividade missionária é o amor de Deus. Deus, em seu plano de amor, nos chama:
- Para sermos filhos e filhas no Filho pelo dom do Espírito;
- Para integrarmos a todos em sua família, sem distinção de pessoas;
- Para de realizar esse plano o Pai enviou o Filho e o Espírito Santo;
- Jesus Cristo instituiu a Igreja e lhe comunicou o Espírito Santo, para que perpetue no mundo e no tempo seu trabalho evangelizador.

“A salvação consiste em crer e em acolher o mistério do Pai e de seu amor, que se manifesta e se dá em Jesus mediante o Espírito” ( RM 12).

“Na verdade, o Antigo Testamento atesta que Deus escolheu para Si e formou um povo, para revelar e cumprir o Seu plano de amor. Mas, ao mesmo tempo, Deus é criador e Pai de todos os homens, atende às necessidades de cada um, estende a Sua bênção a todos (cf. Gn 12, 3) e com todos selou uma aliança (cf. Gn 9, 1-17). Israel faz a experiência de um Deus pessoal e salvador (cf. Dt 4, 37; 7, 6-8; Is 43, 1-7), do Qual se torna testemunha e portavoz, no meio das nações. Ao longo da sua história, Israel toma consciência de que a sua eleição tem um significado universal (cf por ex.: Is 2, 2-5; 25, 6-8; 60, 1-6; Jer 3, 17; 16, 19) (RM 12).

2. A IGREJA É O NOVO POVO DE DEUS

O Concílio Vaticano II professa que a Igreja foi constituída por Deus como seu povo, para perpetuar no tempo e no espaço a obra de Jesus Cristo.
Profeta para anunciar a todos a Boa Notícia do amor de Deus;
Sacerdote para santificar, através dos sacramentos e do culto a Deus;
Rei para ordenar todas as coisas, segundo Deus, em justiça.

“Todos os homens são chamados a esta unidade católica do Povo de Deus, a qual anuncia e promove a paz universal; a ela pertencem, de vários modos, ou a ela se ordenam, quer os católicos quer os outros que acreditam em Cristo quer, finalmente, todos os homens em geral, pela graça de Deus chamados à salvação” (LG 13).

“Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano,” (LG1).
“A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus» (14), anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cfr. Cor. 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada, mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG 8).

“Este caráter de universalidade que distingue o Povo de Deus é dom do Senhor; por Ele a Igreja católica tende eficaz e constantemente à recapitulação total da humanidade com todos os seus bens sob a cabeça, Cristo, na unidade do Seu Espírito” (LG 13)

3. A IGREJA É SACRAMENTO

A Igreja é:
- Sinal eficaz de comunhão: indica e realiza a comunhão com Deus e entre os seres humanos, sem distinção de raças e culturas. Essa comunhão é união de mentes e corações, pela ação do Espírito Santo.
- Semente fecunda que germina constantemente, pelo anuncio da Palavra aos novos filhos e filhas de Deus.
- Mãe e Mestra para oferecer a todos os povos o Evangelho. A Igreja proclama que Jesus Cristo veio nos revelar o rosto de Deus e por seu mistério pascal oferecer a todos a salvação.
- Obra do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Existe para fazer presente e comunicar esse amor aos seres humanos. Ela crê nesse amor e vive para fazê-lo acessível a todos.

Nós somos a Igreja de Jesus Cristo porque cremos em seu amor: Ele veio para congrega na unidade os filhos e filhas de Deus que estavam dispersos (cf. Jo 11, 52).
Se acreditamos em Deus e amamos a Jesus não podemos cruzar os braços. O triste espetáculo de uma humanidade dividida e em constantes guerras e discórdias não pode nos deixar indiferentes. Se o mundo, casa de Deus, está em ruínas, os cristãos devem acudir a essa lamentável situação e lançar-se decididos à reconstrução da cidade e do templo, usando os dons recebidos. Jesus quer nos ver unidos e em segurança no seu redil.

“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 10, 16).

4. O AMOR NOS URGE À MISSÃO

- Para ajudar as pessoas a abrirem-se ao amor de Deus, a deixar-se amar por Ele e a tomar consciência do que são e do que Deus quer que cheguem a ser.
- Para gritar a todos os samaritanos (as) do mundo o convite de Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus” (Jo 4, 10). O Evangelho é sempre boa notícia, rompe amarras e correntes e liberta de todas as escravidões.
- Para cumprir a vontade de Deus que deseja que todos se salvem em Cristo e entrem em sua família como filhos e filhas.
- Para colocar em prática o mandato missionário de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15).
- Porque nossos semelhantes necessitam e têm o direito de receber o que Deus nos confiou; Seu dom é para todos. O primeiro serviço que a Igreja e todos os cristãos podem oferecer a humanidade é o anúncio do Evangelho.
- Porque Cristo, Sabedoria e Palavra viva de Deus sempre entra nas almas dos santos fazendo-os testemunhas, amigos e profetas (cf. Sb 7, 27).

5. A SITUAÇÃO RELIGIOSA DA HUMANIDADE

São muitos os povos aos quais o anúncio do Evangelho ainda não chegou.
Dos 100.000.000 de pessoas que se juntam à família humana anualmente, 64.000.000 nascem na Ásia e 23.000.000 na África. Na Europa e nas Américas, países de tradição Cristã, o aumento demográfico é praticamente nulo.
Ásia, onde encontra-se a metade da população mundial tem 2% de católicos. A África com 840.000.000 tem 13% de católicos.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/World_population acessado em 21/03/2009
A Igreja encontra-se frente a um desafio alarmante. De uma parte deve ir urgentemente ao encontro dos povos que necessitam de Primeira Evangelização; por outro lado, sofre uma continua diminuição de Evangelizadores. O número de Cristãos não cresce proporcionalmente à população mundial.

Calcula-se que de cada seis pessoas no mundo somente duas conhecem algo sobre Jesus Cristo. 2/3 da humanidade desconhece o Filho de Deus.

6. CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA INSUFICIENTE E FRACA

Sofremos de “insuficiência missionária crônica”!

É fraca porque não se fala de missão na pastoral, na catequese, nas atividades dos movimentos e grupos. Tradicionalmente sempre recebemos missionários de outras Igrejas, mas ainda não aprendemos a enviar missionários. Fomos evangelizados por grandes missionários, mas não nos tornamos missionários.
As deficiências missionárias são preocupantes e exigem um tratamento constante em cada Diocese.
"Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!" (1Cor 9,16)

PERGUNTAS

1) Formamos uma comunidade missionária? Sim? Não? Por quê?
2) Quais as dificuldades encontradas em nossa comunidade?
3) O que precisamos fazer para chegar a uma convivência comunitária mais missionária?

MISSIONÁRIOS COM MARIA MISSIONÁRIA

“Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser” (Jo 2, 5).

Maria, mulher sempre atenta às necessidades concretas do povo; Faz suas as angústias e necessidades e buscam solucioná-las.
O missionário é a pessoa não que busca, no seu íntimo, a si mesmo, nem sua própria realização, mas a vida em plenitude de seus irmãos e irmãs.

Iniciou ontem dia 02 de fevereiro de 2026, na Casa dos Padres do PIME, o encontro dos amigos do PIME, com uma breve form...
03/02/2026

Iniciou ontem dia 02 de fevereiro de 2026, na Casa dos Padres do PIME, o encontro dos amigos do PIME, com uma breve formação junto ao bispo auxiliar de Manaus Dom Mario Pasqualotto.
Um momento muito bonito de reflexão e estudo sobre a missão.
Após a formação houver uma caminha da Luz até a Capela dos Santos Mártires, onde aconteceu a Celebração solene da Apresentação de Jesus no Templo.
Após a celebração houve um momento de partilha do Lanche.
Assim iniciou as atividades de formação dos amigos do PIME.

Tema 08

A ESPIRITUALIDADE DA MISSÃO

Nos últimos temos escutado repetidamente, como num refrão, ‘todos somos missionários’, pela força do batismo, por pertencer à Igreja, a qual Jesus confiou a tarefa de evangelizar. Perguntamo-nos então: O que faz concretamente o (a) missionário (a)?

A força do missionário reside em sua santidade de vida. O verdadeiro missionário tem consciência de sua vocação à santidade missionária.

Todos somos missionários: alguns são missionários em sua pátria e outros longe dela; alguns o são nas grandes concentrações urbanas e outros em pequenos povoados e aldeias, nas altas cordilheiras ou nas florestas; nos desertos e nas savanas.
Qual é o segredo que faz fecundo o esforço e dá eficácia às caminhadas, trabalhos e sofrimentos? O que nos faz missionários (as)?

1. MÍSTICA MISSIONÁRIA

A atividade missionária tem uma alma que lhe dá vida e move; chamamos mística. A espiritualidade missionária contempla Cristo como “aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo” (cf. Jo 10, 36), e o segue levando ao mundo a Boa Notícia, com o poder do Espírito Santo.
“Tal espiritualidade exprime-se, antes de mais, no viver em plena docilidade ao Espírito, e em deixar-se plasmar interiormente por Ele, para se tornar cada vez mais semelhante a Cristo. Não se pode testemunhar Cristo sem espelhar a Sua imagem, que é gravada em nós por obra e graça do Espírito. A docilidade ao Espírito permitirá acolher os dons da fortaleza e do discernimento, que são traços essenciais da espiritualidade missionária.” (RMi 87).

“Nota essencial da espiritualidade missionária é a comunhão íntima com Cristo: não é possível compreender e viver a missão, senão na referência a Cristo, como Aquele que foi enviado para evangelizar. Paulo descreve assim o Seu viver: « tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. (Cf. Fl 2, 5-8). Aqui aparece descrito o mistério da encarnação e da redenção, como despojamento total de Si mesmo que leva Cristo a viver plenamente a condição humana e a aderir até ao fim ao desígnio do Pai.

Ao missionário, pede-se que « renuncie a si mesmo e a tudo aquilo que antes possuía como seu, e se faça tudo para todos. Precisamente porque « enviado », o missionário experimenta a presença reconfortante de Cristo, que o acompanha em todos os momentos de sua vida: « não tenhas medo ( ... ) porque Eu estou contigo » (At 18, 9-10), e espera-o no coração de cada homem.” (Cf. RMi 88).

A espiritualidade missionária caracteriza-se, além disso, pela caridade apostólica - a de Cristo que veio « para trazer à unidade os filhos de Deus que andavam dispersos » (Jo 11, 52), o Bom Pastor que conhece as suas ovelhas, procura-as e oferece a sua vida por elas (cf. Jo 10). Quem tem espírito missionário sente o ardor de Cristo pelas almas e ama a Igreja como Cristo a amou.
O missionário é impelido pelo « zelo das almas », que se inspira na própria caridade de Cristo, feita de atenção, ternura, compaixão, acolhimento, disponibilidade e empenhamento pelos problemas da gente.

O missionário é o homem da caridade: para poder anunciar a todo o irmão que Deus o ama e que ele próprio pode amar, ele terá de usar de caridade para com todos, gastando a vida ao serviço do próximo. Ele é o « irmão universal », que leva consigo o espírito da Igreja, a sua abertura e amizade por todos os povos e por todos os homens, particularmente pelos mais pequenos e pobres. Como tal, supera as fronteiras e as divisões de raça, casta ou ideologia: é sinal do amor de Deus no mundo, que é um amor, sem qualquer exclusão nem preferência.

Por fim, como Cristo, o missionário deve amar a Igreja: Só um amor profundo pela Igreja poderá sustentar o zelo do missionário. Para qualquer missionário e comunidade, « a fidelidade a Cristo não pode ser separada da fidelidade à Sua Igreja. (Cf. RMi 89).

O chamamento à missão deriva por sua natureza da vocação à santidade. Todo o missionário só o é autenticamente, quando se empenha no caminho da santidade: « a santidade deve-se considerar um pressuposto fundamental e uma condição totalmente insubstituível para se realizar a missão de salvação da Igreja ».
A universal vocação à santidade está estritamente ligada à universal vocação à missão: todo o fiel é chamado à santidade e à missão. A espiritualidade missionária da Igreja é um caminho orientado para a santidade. É preciso suscitar um novo « ardor de santidade » entre os missionários e em toda a comunidade cristã, especialmente entre aqueles que são os colaboradores mais íntimos dos missionários. (Cf. RMi 90).

2. CARACTERÍSTICAS DA ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA

A caridade apostólica: Quem tem espírito missionário sente vivo zelo pela salvação de todos os seres humanos, seguindo o estilo de Jesus, o Bom Pastor, que cuida das ovelhas no redil e vai em busca das demais desgarradas. Este zelo tem suas raízes profundas no mistério pascal de Cristo que entregou sua vida para que N’Ele todos tenha vida.

A abertura a todos os povos: O missionário é o irmão universal que acolhe a todos e em todos descobre os sinais da ação do Espírito que conduz os seres humanos ao encontro com Cristo e os acolhe na Igreja. O missionário supera as fronteiras e barreiras étnicas, e ideológicas. Graças ao discernimento do Espírito abre as portas a todos e se converte em sinal do amor de Deus no mundo, sem exclusões.

A comunhão em Cristo: A Igreja: O missionário, como Jesus, ama a Igreja a edifica, como realização do Reino de Deus no mundo: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 25).
“Só um amor profundo pela Igreja poderá sustentar o zelo do missionário: a sua obsessão de cada dia - a exemplo de S. Paulo - é « o cuidado de todas as Igrejas » (2 Cor 11, 28)! Para qualquer missionário e comunidade, « a fidelidade a Cristo não pode ser separada da fidelidade à Sua Igreja” (RMi 89).

O verdadeiro missionário é o santo: O topo do nosso caminhar é o amor. Santa Terezinha em seu “pequeno caminho” nos diz que tudo o que realizamos, ainda que insignificante, o fazemos com muito amor e oferecemos ao Senhor pela salvação de todos, particularmente daqueles que não conhecem o Senhor. Aquele que mais ama, vem em socorro dos demais.

Não basta revisar, coordenar, aperfeiçoar nossos métodos de apostolado; não é suficiente buscar novas técnicas de transmissão de mensagem. É preciso algo mais: Suscitar em nossos corações e dos irmãos o desejo da santidade de vida. O missionário será um contemplativo ou não será tampouco cristão, nem missionário.

3. A ALEGRIA INTERIOR

“A característica de toda vida missionária autentica é a alegria interior que vem da fé” (RMi 91).

Em um mundo angustiado e oprimido por tantos problemas, que tende ao pessimismo; o anunciador da Boa Notícia deve ser uma pessoa que encontrou Cristo, a verdadeira esperança.

O verdadeiro missionário é o santo. Por quê? O missionário é uma testemunha da experiência de Deus e dever transmitir tal experiência aos demais. Para ser testemunha de Deus o missionário deve ser um contemplativo. Isto é, ter conhecido a Cristo vivo, haver experimentado o poder de sua ressurreição em sua própria vida; familiarizado com Ele e ser participante de Seus sofrimentos pelo Evangelho.

A característica fundamental da espiritualidade missionária: A alegria interior! Em um mundo que tende ao pessimismo o missionário é uma pessoa que encontrou Cristo, a verdadeira esperança.
A alegria interior fundamenta-se na fé em Cristo e alimenta-se da esperança certa de Seu retorno. São João adverte que as verdades do Evangelho foram manifestadas e escritas para que creiamos e crendo tenhamos plena alegria.

4. O MISSIONÁRIO ESTÁ À PORTA

O missionário é o irmão universal! O missionário sai ao encontro das pessoas. Se a Igreja é a casa de Deus o missionário está à porta para convidar e entrar todos os que passam, recebendo um sorriso de fraternidade.
O missionário é a pessoa da comunhão, destruindo barreiras e construindo pontes pra chegar aos da outra margem.
O missionário sabe que o Reino é para todos os preferidos são os pobres, os pequenos, os excluídos.

PERGUNTAS

1. Qual parece ser a característica fundamental da espiritualidade missionária?
2. Comente a frase de João Paulo II: “O verdadeiro missionário é o santo”.
3. Por que o missionário dever estar à porta?

MISSIONÁRIOS COM MARIA E COMO MARIA

“E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor: Meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva.” (Lc 1, 46ss).

Este é o melhor compendio do pensamento de Maria e a melhor interpretação de sua paixão missionária. Para Maria a missão é contar aos demais seu encontro com Deus e a transformação realizada em sua vida. Em seu cântico Maria:

a) Alegra-se por sentir-se amada por Deus que toma sobre si as dores dos pobres.
b) Profetiza que ela será chamada bem-aventurada por todas as gerações.
c) Santifica o nome de Deus, que pode mudar a história das pessoas e dos povos.
d) Enfatiza a diferença entre o Reino de Deus e o reino dos homens.
e) Apresenta-se como Filha de Sião, símbolo do povo eleito de Deus, pois nela cumpriram-se as promessas de Deus.

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