09/09/2022
Leitura – 9 de Setembro
(Retirado do Combate espiritual contra os sete pecados capitais, por São Boaventura, Bispo e Doutor da Igreja)
Remédios contra a Avareza:
1° remédio: exercer o próprio labor, ganhando com vosso trabalho
tudo com que se veste e come, limitando vossos desejos a isto, e pôr sua confiança em Deus. Essa paixão ataca àqueles que são tíbios no serviço de Deus; mas raramente ataca àqueles que combatem com coragem, especialmente se vivem sob a autoridade ou a tutela de outro. O remédio que se opõe a tal vício é exercer a profissão que vós conheceis, a fim de ganhar, pelo trabalho de vossas mãos, o que viver e o que vestir, e limitar aqui todos os vossos desejos. Ponha a sua confiança em Deus: ele não abandona quem tem esperança Nele.
2° remédio: um remédio soberano é abandonar tudo o que tens, e confiar no cuidado de um superior, vivendo com outros em comunidade [N.E: novamente, essa parte nos fez suspeitar de que o santo se dirigiu a pessoas de vida consagrada. Se quereis que eu vos indique o remédio soberano para perfeitamente vencer a avareza, aqui está: abandonai tudo o que tens, e confiai no cuidado de um superior, vivendo com outros em comunidade.
3° remédio: opor-se ao seu surgimento, sem mesmo sofrer em vosso coração o desejo de nada. Mas, em todo caso, contra tal vício é preciso opor-se ao seu surgimento, sem mesmo sofrer em vosso coração o desejo de nada. Porque, se é fácil superá-lo enquanto ele surge, quando o tenhamos dado entrada, ele torna-se, de todos os vícios, o mais difícil de expulsar. Graus contra a avareza:
1° grau: é o desprezo do mundo, não possuir nada injustamente, não abusar das riquezas a ponto de cometer pecado, e de dar esmola.
2° grau: não ter nada de supérfluo, mas se contentar com o necessário. Muitos, é verdade, estendem muito essa necessidade; entretanto, não é seguro, em muitas coisas, confiar em nós mesmos; melhor que isso é tomar conselho com um outro.
3° grau: não possuir nada neste mundo, mas usar somente o que nos é necessário, e de sofrer frequentemente a pobreza no beber, no comer, e na vestimenta.