Terreiro de Umbanda Mãe Iemanjá e Cabocla Jurema da Mata

Terreiro de Umbanda Mãe Iemanjá e Cabocla Jurema da Mata Giras, Passes. ensinamentos e tratamento espiritual

*DESCALÇAR OS PÉS É VESTIR A ALMA DE HUMILDADE* Quantas vezes entramos em um Terreiro, retiramos os calçados e seguimos ...
08/06/2026

*DESCALÇAR OS PÉS É VESTIR A ALMA DE HUMILDADE*

Quantas vezes entramos em um Terreiro, retiramos os calçados e seguimos nossa caminhada sem refletir profundamente sobre o significado desse gesto?

Será que estamos apenas cumprindo uma regra do ambiente religioso? Ou existe uma sabedoria muito maior escondida nesse simples ato de tocar a Terra com os próprios pés?

Na Umbanda, quase nada é vazio de significado. Os gestos mais simples costumam carregar ensinamentos profundos sobre humildade, ancestralidade, consciência espiritual e respeito ao sagrado.

Quando retiramos os sapatos antes de entrar no Terreiro, não estamos apenas deixando para trás um objeto material. Estamos sendo convidados a deixar do lado de fora parte do orgulho, da vaidade, da arrogância e das ilusões que acumulamos ao longo da vida.

O chão do Terreiro não é apenas um piso comum.

É um espaço consagrado pela fé, pelo trabalho espiritual, pelas orações, pelos pontos cantados, pelas lágrimas de quem buscou ajuda, pelos ensinamentos dos mais velhos e pela força dos Orixás.

Por isso, caminhar descalço é muito mais do que uma tradição.

É uma lição espiritual!

Dentro dos fundamentos da Umbanda, pisar o chão descalço deve, antes de tudo, nos lembrar de nossa própria origem.

Nanã Buruquê, a grande senhora da lama primordial, simboliza a matéria que deu forma ao corpo humano. Em muitas tradições afro-brasileiras, aprendemos que viemos da Terra e para ela retornaremos quando nossa jornada material terminar.

Ao tocar o chão com os pés descalços, recordamos uma verdade que muitas vezes esquecemos:

Somos passageiros!

Nenhum título, cargo, riqueza ou posição social nos torna maiores do que nossa própria condição humana.

A Terra que sustenta nossos passos hoje será a mesma que acolherá nosso corpo amanhã.

Essa consciência não deve gerar medo, mas sim humildade.

Também devemos lembrar de nossos ancestrais.

Antes de nós existirem templos, estruturas religiosas organizadas ou recursos modernos, homens e mulheres trabalharam diretamente sobre a Terra.

Lavraram campos.

Plantaram sementes.

Colheram alimentos.

Construíram suas vidas com esforço, suor e dignidade.

Muitos dos nossos ancestrais caminharam descalços não por escolha espiritual, mas por necessidade.

Foram eles que prepararam os caminhos que hoje percorremos.

Quando nossos pés tocam o chão do Terreiro, somos convidados a honrar aqueles que vieram antes de nós.

Não apenas os ancestrais biológicos, mas também os ancestrais espirituais.

Os antigos sacerdotes e sacerdotisas que sustentaram a Umbanda em tempos difíceis.

Os dirigentes que mantiveram acesa a chama da fé.

Os médiuns que dedicaram suas vidas ao trabalho espiritual.

Os Pretos-Velhos, Caboclos, Exus, Pombagiras, Crianças e tantas outras entidades que ajudaram a construir os alicerces morais e espirituais da religião.

Cada Terreiro possui uma história.

Cada chão consagrado carrega memórias invisíveis.

Ali ocorreram curas emocionais.

Ali pessoas encontraram co***lo para suas dores.

Ali muitos receberam orientação para reconstruir suas vidas.

Ali incontáveis orações foram elevadas aos Orixás.

Por isso, quando caminhamos descalços, não estamos pisando apenas em um piso.

Estamos caminhando sobre um espaço santificado pela fé.

Existe ainda uma importante dimensão energética.

O contato direto com a Terra favorece uma percepção maior de enraizamento, equilíbrio e presença.

Não se trata de superstição.

Trata-se de simbolismo espiritual associado à consciência corporal e à conexão com o ambiente sagrado.

O médium excessivamente disperso, ansioso ou tomado por preocupações externas muitas vezes encontra dificuldade para se conectar verdadeiramente com o trabalho espiritual.

O ato de retirar os calçados funciona também como um convite para desacelerar.

Para estar presente.

Para reconhecer que aquele momento exige respeito, concentração e entrega.

Mas talvez a maior lição esteja na humildade.

A humildade é um dos fundamentos mais importantes da caminhada espiritual.

Nenhuma pessoa cresce espiritualmente alimentando orgulho.

Nenhum médium evolui acreditando ser superior aos outros.

Nenhum trabalhador de Terreiro permanece equilibrado quando permite que a vaidade ocupe o lugar da caridade.

Os pés descalços nos colocam simbolicamente em igualdade.

Diante dos Orixás, todos somos aprendizes.

Diante da espiritualidade, todos estamos em processo de crescimento.

Diante da vida, todos temos desafios a superar.

Não importa se alguém ocupa cargo de dirigente, cambone, médium iniciante ou consulente.

Quando os pés tocam o chão sagrado, todos somos convidados a lembrar da mesma verdade:

A grandeza espiritual não nasce da posição que ocupamos.

Nasce da humildade com que servimos.

Por isso, retirar os sapatos antes de entrar em um Terreiro nunca deve ser visto como uma obrigação mecânica.

É um gesto de consciência!

É um ato de reverência!

É uma demonstração silenciosa de respeito.

É um lembrete de nossa origem, de nossos ancestrais, dos mais velhos que vieram antes de nós e dos Orixás que sustentam nossa caminhada.

Que cada vez que seus pés tocarem o chão sagrado de um Terreiro, você se recorde de algo fundamental:

A espiritualidade não procura pessoas que desejam parecer grandes.

A espiritualidade procura corações dispostos a permanecer humildes.

Porque aquele que aprende a se curvar diante da sabedoria da vida encontra forças para se levantar diante de qualquer desafio.

E aquele que jamais esquece de onde veio dificilmente se perderá no caminho para onde deve ir.

Umbanda tem seu fundamento!
Axé para quem é do Axé!
Salve a Nossa Umbanda!

*Reflexão sobre o Corpo de Cristo na Umbanda* Neste dia de Corpus Christi, celebramos o Corpo de Cristo, a presença viva...
04/06/2026

*Reflexão sobre o Corpo de Cristo na Umbanda*

Neste dia de Corpus Christi, celebramos o Corpo de Cristo, a presença viva do amor que se entrega, do alimento da alma que se doa por inteiro. Na tradição católica, é um momento de profunda reverência à Eucaristia, ao mistério da fé encarnada no pão e no vinho. E na Umbanda, que tanto honra os fundamentos do amor, da caridade e da entrega, também é tempo de silenciar o coração e refletir.

Porque para nós, Umbandistas, o Corpo de Cristo não é apenas um símbolo é também um chamado. Um chamado à caridade verdadeira, à doação de si mesmo, ao serviço sem esperar recompensa. O Cristo que caminha conosco não está apenas nas igrejas, mas nas encruzilhadas da vida, nos terreiros de chão batido, no passe dado com fé, no conselho do Preto Velho, no canto do Caboclo, no giro da Pomba Gira que limpa dores do coração.

Corpo de Cristo é corpo de fé, corpo de axé, corpo de amor.
É o pão espiritual que se reparte em cada atendimento com humildade. É o exemplo de sacrifício que inspira os médiuns a se colocarem a serviço, mesmo nos dias difíceis. É o perdão que cura, a palavra que levanta, a mão que acolhe.

Hoje, não importa se você comunga a hóstia consagrada ou recebe o passe de um guia: se o seu coração vibra em caridade, em verdade, em fé, você está vivendo o Corpo de Cristo.

E que neste dia sagrado, os Orixás abençoem todos os caminhos. Que Oxalá, figura que tanto se aproxima do Cristo, nos envolva em sua luz branca de paz e renascimento. E que a Umbanda siga sendo ponte, nunca muro. Amor, nunca julgamento. União, nunca desavenças.

Orixá vive em nós!

Umbanda é amor!
Umbanda é luz!
Umbanda é caminho!

Umbanda tem seu fundamento!
Axé para quem é do Axé!
Salve a Nossa Umbanda!

Salve o povo cigano 🌻🪭
03/06/2026

Salve o povo cigano 🌻🪭

No silêncio de suas palavras e na calma de seus ensinamentos, os Pretos Velhos nos mostram o verdadeiro significado da c...
13/05/2026

No silêncio de suas palavras e na calma de seus ensinamentos, os Pretos Velhos nos mostram o verdadeiro significado da caridade, da humildade e da fé.

Hoje rendemos nossa gratidão a essas entidades de luz que acolhem, aconselham e fortalecem nossos caminhos com amor e sabedoria.

Que nunca nos falte fé para ouvir seus ensinamentos e humildade para aprender com eles.

Adorei as Almas! 🤍🕯️

13 de Maio não é apenas uma data.É memória. É resistência. É ancestralidade viva.É o dia em que o tambor ecoa mais forte...
13/05/2026

13 de Maio não é apenas uma data.
É memória. É resistência. É ancestralidade viva.

É o dia em que o tambor ecoa mais forte,
em que a fumaça do ca****bo sobe carregando oração,
e os passos lentos dos Pretos Velhos nos lembram
que sabedoria também nasce da dor transformada em luz.

Hoje reverenciamos aqueles que sofreram na carne,
mas nunca deixaram morrer a fé,
a humildade
e a capacidade de ensinar amor mesmo diante das correntes.

Cada conselho de um Preto Velho
carrega séculos de luta, silêncio e superação.

Que neste 13 de Maio
a gente não celebre apenas a liberdade escrita no papel,
mas honre a liberdade da alma,
o respeito aos ancestrais
e a força de um povo que transformou sofrimento em espiritualidade.

Adorei as almas.
Saravá os Pretos Velhos. 🤍🕊️

Adorei as almas🙏🏻
09/05/2026

Adorei as almas🙏🏻

Homenagem aos Pretos Velhos🙏🏻Adorei as almas! Salve os Pretos Velhos!!!
09/05/2026

Homenagem aos Pretos Velhos🙏🏻
Adorei as almas! Salve os Pretos Velhos!!!

Bom dia🙏🏻🙌🏻
05/05/2026

Bom dia🙏🏻🙌🏻

01/05/2026
Salve Ogum 🙌🏻Ogunhê 🙌🏻
01/05/2026

Salve Ogum 🙌🏻
Ogunhê 🙌🏻

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