KEL Instituição Religiosa de Candomblé Jeje Mahi

A CURA A MARCA DA FÉPor muito tempo o axé de bere(cura) foi compreendido no candomblé, como um ritual de fechamento de c...
22/11/2025

A CURA
A MARCA DA FÉ

Por muito tempo o axé de bere(cura) foi compreendido no candomblé, como um ritual de fechamento de corpo, mediante a inserção de substâncias sagradas nas incisões promovidas, a fim de promover um "fechamento de corpo". No processo de iniciação também alguns líderes e adeptos interpretavam tais incisões, como uma forma de demarcação simbólica, para um determinado grupo, comunidade como um brasão de reconhecimento desse determinado grupo. Avançadas as épocas, nos dias atuais e principalmente pela difusão das práticas do culto de Ifá, milenar em terras africanas e secular no Brasil, as incisões rituais promovem a inserção de determinado axé no espaço-corpo, para diferentes finalidades sacralizando o corpo e não somente o espírito. Durante décadas, principalmente nas sextas-feiras santas muitos terreiros praticavam e alguns ainda praticam a "abertura de cura" visando a blindagem e proteção de seus recorrentes. O mais importante é a certeza, de que nossos rituais possuem lógica e sentidos próprios e cada vez mais é mister o estudo de nossa teologia e da filosofia de nossa religião. Compreender as práticas signif**a fortalecer a fé e a convicção de nossas crenças.

Créditos: Babá Alam de Oxaguian

26/12/2024

Vodun Sòròkwè

Sòhòkwè (lê-se Soroquê) é um vodun filho de Mawu e Lissá, cujo elemento principal é o fogo. Muitas são as dúvidas relacionadas a esse vodun. Devido a mistura de cultos, já explicada em outros tópicos, Sòhòkwè passou a ser aglutinado na cultura yorubá, passando a ser confundido com um dos caminhos de Ògún. Segundo o mito yorubá, Ògún Sòhòkè (lê-se Xoroquê) é o Ògún que desceu as montanhas, sendo o senhor das trilhas e do fogo líquido onde, Xòrò deriva do termo yorubá “Sòròrò” ou “Xòròrò” que signif**a descer ou escorrer e,” òkè” signif**a montanha. Segundo os mais velhos é um Ògún muito arredio, sendo muito coligado ao seu irmão Èsú e tendo todas oferendas e fundamentações com o mesmo. Dizem ainda que essa “qualidade” de Ògún tem muito fundamento com ègún, sendo ele responsável por todos aqueles que desencarnam em acidentes na estrada ou linha férrea. Em outras casas, Sòròkè deixou de ser uma qualidade de Ògún e passou a ser um Èsú , com as mesmas características do Ògún Sòròkè porém, sendo fundamentado como qualidade de Èsú e passando a ser cultuado como o mesmo. Mas para nós de jeje, Sòhòkwè não é nem Èsú nem Ògún e, sim um vòdún independente, com culto próprio e de características próprias que acabou por ser fundido a cultura desses dois òrísás por ter coisas em comum. Isso ocorreu também com outras divindades como Agbé, Aboto, Azansu, Sogbo, Intoto e outos mais que acabaram aglutinados a cultura de outras deidades africanas, talvez por falta de estudos ou fundamentos. Sòhòkwè é o guardião das casas de jeje, onde Sòhò(lê-se sorrô) signif**a guardião e kwè(lê-se Qüê) signif**a casa. Seu assentamento é fixado ao chão, cravado na terra, ao lado do assentamento do vodun Légbà, vodun Ayizan e do vodun Gú (Ogun). Sòhòkwè não é iniciado na cabeça de nenhum adepto pois o mesmo não incorpora. É iniciado apenas na cabeça de ogans e ekedis e possui a função de manter a ordem dentro das casas de jeje, *punindo e cobrando quem as derrespeita*. Sòhòkwè é o caminho formado pela lava após ser expelida do vulcão, possuindo muito fundamento com Badé, Sògbò e outros voduns que moram nos vulcões e que estão ligados ao fogo e também com Oyá. Sua cor é o Azul escuro e o vermelho, seu dia da semana a segunda-feira . Geralmente quando aparece um filho rodante com arquétipo de Sòhòkwè geralmente é iniciado para Ogun

VODUM DJÓ - VODUM JÓA divindade dos ventos.Djó ou Jó é um vodum feminino que adentra os cultos de Aveji-Dá, as guerreira...
26/05/2024

VODUM DJÓ - VODUM JÓ
A divindade dos ventos.

Djó ou Jó é um vodum feminino que adentra os cultos de Aveji-Dá, as guerreiras do ar. Ligadas as tempestades, raios, furacões, redemoinhos, ciclones, tufões, maremotos, erupções vulcânicas, aos ancestrais e a guerra, todas as Voduns guerreiras são conhecidas como Aveji-da. Até mesmo Oya dos yorubanos, é assim denominada em território daometano.
Erroneamente, no Brasil, algumas pessoas feita de Oya se intitulam filhas de Vodum Jò. Digo erroneamente porque Oya é um Orixá yorubano e Vodum Jò é um ToVodum do panteão de Aveji-da, assim como Jò Massahundo também.
Aveji-da é o Deus/Deusa das tempestades e dos ventos.
Podemos encontrar as Aveji-da tanto na família Dambirà quanto na família Heviosso.
As Aveji-da, da família Dambirà estão ligadas diretamente ao cultos dos akututos, sendo que cada uma tem sua função. Algumas reinam na fronteira do djenukom com o aikungúmã, outras nos ekúchomê, outras no hou, ôtan e tódôum., outras em humahuan, outras junto com Naê Nana, outras junto aos kpame e “possuídos” - essas, “talvez”, sejam as que mais trabalham (opinião minha) - outras se encarregam, junto com Exu, de levar os ebós e pedidos feitos pelo povo encarnado e desencarnados, a quem de direito e tentam trazer as soluções para cada um - normalmente conseguem. Enfim, é uma infinidade de atribuições que essas Voduns têm, todas sempre em prol daqueles que pedem e precisam do auxílio delas, sejam encarnados ou desencarnados.
Todas essas Voduns, são temidas e respeitadas por akututòs. Elas têm todos os poderes sobre o reino dos mortos e junto com Sakpata e Nae Nana, controlam a vida e a morte.
As Aveji-da da família Heviosso, estão mais ligadas aos fenômenos da natureza, como o furacão, ciclone, maremotos, erupções vulcânicas, etc. onde os eguns recém desencarnados nesses fenômeno são encaminhados imediatamente por elas as Guerreiras dos cultos de akututòs, pois Heviosso e demais Sobos não abrem suas portas para ekùs, dessa forma o trabalho delas tem que ser rápido e eficiente, para não contrariar o grande Heviosso.
Contam os velhos Vodunos e Bokonos que a fúria de Aveji-da e de Heviosso contra as heresias humanas é que provocam esses fenômeno onde muitos sucumbem. Nessas ocasiões é que devemos recorrer a Velha Vodum Guerreira que com sua sabedoria e magia sabe aplacar a fúria dos deuses e acalma-los.
Essa Velha Vodum Guerreira mora junto com as demais Yamis e todas as Aveji-da prestam culto a mesma e tomam seus conselhos e usam sua magia quando precisam. Ela é um velha Aveji-da que se esconde nas sombras e adora a noite. Os pássaros são seu encanto. Junto com Ágüe visita os kwes em sua rondam noturna e se encontrar demandas ela ai se detem nos para ajudar ou cobrar. A fúria dessa Vodum destrói os inimigos e fecha um kwe. Dificilmente um kwe fechado por ela consegue se reerguer. Somente através de Baba Egum se consegue chegar a ela para aplacar sua fúria.
As Aveji-da são mulheres muito vaidosas, gostam do belo, adoram a natureza, apreciam quando suas filhas imitam suas vaidades. São todas muito vaidosas e autoritárias, não gostam de receber ordem de ninguém principalmente dos homens, mas quando fazem suas vontades e caprichos tornam-se dóceis e carinhosas. São muito maternais, perdoam com facilidade seus filhos e os defende com toda a garra de guerreiras. Gostam de disputar com os Voduns Guerreiros quem luta melhor e esses sempre acabam cedendo aos encantos dessas mulheres que os encantam com sua magia e beleza.
As Aveji-da comem cabra ou cabrito, galinha, galo, d’angola, pombo e outros bichos. Gostam de abara, acarajé, alapadá, quiabada, inhame, peixe, acarajés recheado com quiabo - existe um infinidade de comidas para elas -
Seus apetrechos são o erugim, adaga, espada de lança curta com a ponta em forma de meia lua, faca, chicote, chifre de búfalo e de boi, fogareiro de ferro, abano de palha, abano confeccionado em tecidos finos ou pena (leque), abanos confeccionados em madeira, bonecas(fetiche), mariwo… Usam todas as cores em suas vestimentas. Seus colares ou fios de conta são das mais variadas cores e formato. Gostam de todos os metais, sendo que o ferro, o cobre e a prata são seus preferidos.
Vale ressaltar que a confecção de apetrechos,vestimentas e fios de contas são determinados pelas próprias Voduns, portanto não existe uma “receita” para esses itens.
As Oyas feitas dentro do culto de Voduns aderem todas as características das nativas, porém recebem também o que lhes são de direito dentro de suas origens.
Vodun Jó é representado pela figura sábia que, junto com Akovodun, ensinou os seres humanos a respirar. Seu dia consagrado é a segunda-feira, ideal para magia imediata.
Características do Vodun:
Vodun Jó é o Vodun dos ventos e tempestades. Seus filhos são dinâmicos, enérgicos e temperamentais. Usa o ganje (pequena lança) e heso (braceletes de ferro). , que favorece os negócios. Sua evocação é “Vodunjó Honzon Dogbé!” (Vodun Jó, conceda-nos o ar da vida!).

Créditos: Alákétu Odé

VÓDÚN'S-NAGÔComo os Vódún's-Nagô entraram no Jeje. Segue, resumidamemte, uma parte importante da história dos Reinos de ...
11/10/2022

VÓDÚN'S-NAGÔ

Como os Vódún's-Nagô entraram no Jeje. Segue, resumidamemte, uma parte importante da história dos Reinos de Dahomé e Ketu.

No antigo Reino de Dahomé, o culto de Sakpatá era muito requerido pelo povo, porém visto com desconfiança e uma certa disputa com a coroa. Os regentes do Reino se preocupavam, pois as pessoas entregavam grandes tributações aos templos de Sakpatá (devido sua fama de livrar as pessoas da morte, ou conduzir a ela) e poucas para a coroa. Assim, por diversas vezes o culto foi banido e restituído ao longo da história.

Entre os séculos XVI e XVIII o culto foi banido e tiveram seus sacerdotes perseguidos. Muitos foram assassinados com suas famílias e escravos, outros conseguiram refúgio a noroeste do reino, estabelecendo boas relações no reino de Ketu.

Esses sacerdotes, e sua descendência, f**aram isolados do Dahomé por muito tempo... se inculturando e apropriando-se da cultura Nagô-Ketu. Em território Nagô, Sakpatá recebeu o nome de Omolú e foi associado à cura das doenças e fartura, pois após a chegada desse Vódún à Ketu muitas conquistas foram alcançadas.

No princípio do século XVIII, sobe ao trono de Dahomé o rei Agajá, que decidiu restituir o culto a Sakpatá. Para isso mandou várias comitivas ao Reino vizinho (Ketu), com objetivo de trazer os sacerdotes do culto de volta ao Dahomé (no caso seus descentes).

Então começa uma questão muito interessante... vou pontuar:

Primeiro - Os sacerdotes do culto a Sakpatá (agora também chamada Omolú) não falavam mais a língua do Dahomé (Ewè-Fón), mas sim a língua de onde estavam (Iorubá). Porém eles sabiam rezar e cantar, pois aprenderam com seus ancestrais oriundos do povo Fón;

Segundo - Esses sacerdotes estavam muito bem instalados, com terras, esposas e escravos... e já não possuíam nenhuma ligação com o Dahomé, ao contrário, tinham "má impressão" sobre o ocorrido com seus antepassados;

Terceiro - Nada garantia que, ao voltar para Dahomé, eles não seriam novamente expulsos...

Muitos pontos negativos para o reino de Dahomé!

O trato diplomático foi longo e difícil, mas ao final alguns sacerdotes resolveram restabelecer o culto no lugar de origem. Para isso receberam terras, templos, escravos, dinheiro e garantias quanto a estabilidade.

Essa parte da história é fundamental para entendermos como se deu a "entrada" dos Vódún's Nagô...

Nesse "regresso", os sacerdotes levaram, não somente o culto de Sakpatá, como também o culto às divindades que lhes eram conhecidas, desde o nascimento, nas terras em que viviam. Dessa forma Ogun, Odé, Oxun, Oyá, Yemanjá e Olisá (Orişalá) chegaram ao Dahomé.

Nesse mesmo período se intensificou a vinda de povos escravizados da costa da Mina e Benin, motivo pelo qual, o povo Fón já conhecia os Vódún's-Nagô ao pisar no solo brasileiro.

Muitos pensam que os Vódún's-Nagô entraram no Jeje-Mahi na construção do candomblé, mas Historicamente essa apropriação foi em solo africano.

Que Azónsú-Sakpatá nos junte a todos como irmãos, assim como fez no passado!

CARURU - Fato Interessante.Alguém viu essa planta?O caruru: O super alimento e oxigenante cerebral que passa despercebid...
28/09/2022

CARURU - Fato Interessante.
Alguém viu essa planta?
O caruru: O super alimento e oxigenante cerebral que passa despercebido para muitos.
É comum andar pelas ruas, e ver esta planta crescendo obstinadamente sem que ninguém a plantou, assim, como se fosse monte. Esta erva é subestimada desde tempos coloniais, mas possui uma quantidade altíssima de nutrientes.
Seu nome científico é amaranthus, e traz na alimentação: acido fólico, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, potássio, ferro, zinco, cobre, vitamina B1 ou tiamina, B2 ou riboflavina, B3, A e C (mais do que laranja). .. Também é fonte de aminoácidos como a lisina, que se encontra na carne, peixe, ovos. Possui calorias, proteínas, carboidratos, fibra e cinzas, é baixa em colesterol e tem maior fibra que milho, arroz e trigo.
Assim também serve para limpar o aparelho digestivo, para combater a diarreia, hemorragias internas, menstruação excessiva, úlceras na pele, febre, irritação na garganta, parasitas, tosse e depressão. Além disso, é utilizada na estimulação neural e na oxigenação cerebral, por isso melhora a memória e a concentração.

VODUN LISSÁO Vodun Lissá está para o povo de Jeje, assim como Osalá está para o povo do Ketu.Lissá é o patrono do Camale...
31/08/2022

VODUN LISSÁ

O Vodun Lissá está para o povo de Jeje, assim como Osalá está para o povo do Ketu.

Lissá é o patrono do Camaleão [Agẹmọ] em cuja cloaca está amarrada uma corda mística que arrasta os astros na sua caminhada cósmica pela imensidão do universo. Esse Vodun é a contraparte de Mawu atuante em conjunto com aquele na criação do universo. Lissá como Osalá, é um Vodun do branco, [weweɔ vodun lε] símbolo da pureza incontestável. Também como Osalá, Lissá tem o completo domínio sobre a vida e a morte.
Eis que nasce um Vodun Lissá, muito velho, sábio, que já foi um guerreiro, mas que aprendeu muito com o seu próprio silêncio e com sua reserva. Tem o corpo encurvado pelo peso da idade e da reponsabilidade para com os espíritos ancestrais [kutitɔ], mas não se entrega a decrepitude e busca (nem sempre com sucesso) a posição ereta, o que torna evidente a curvatura das suas costas, que toma a forma de um s**o (làbá): ele é Abuké (corcunda).

O pano de fundo do universo de Lissa, nos revela um texto em Iorubá-Nagô, que poderia muito bem ser escrito da seguinte forma Iorubá [Yorùbá] moderna:

Alẹ́ ni gẹ̀ wa Àjá (olorin)
Làbà òké
Abuké gẹ̀ wa Àjá, (ọ̀wọ́-olorin)
Làbà òké
Odèrékókó
Gẹ̀ wa Àjá
Làbà òké
Abuké gẹ̀ wa Àjá
Làbà òké
Odèrékókó...
Alẹ́ ni gẹ̀ wa Àjá (olorin)
Làbà òké...

A tradução: ✨

A noite chega ao seu máximo,
O s**o (bagagem nas costas do viajante) chega a colina
Abuké chega no auge,
A pomba...
O s**o (bagagem nas costas do viajante) chega a colina.

Referencias:
1. Ebonmi Alessandra;

2. A Dictionary of the Yorùbá Language; University Press PLC,
Ibadan 200; ISBN 978 030 760 5;

Candomblé Jeje Vodun

Imagem: autoria desconhecida;

JÉJÌ CARIOCAPara muitos, o Jéjì nasceu na Bahia ou no Maranhão ou, que todos Jéjì do Brasil seja descendente baiano. Fal...
21/08/2021

JÉJÌ CARIOCA

Para muitos, o Jéjì nasceu na Bahia ou no Maranhão ou, que todos Jéjì do Brasil seja descendente baiano. Falando de território nacional, temos 5 pontos independentes de culto: Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Sem aprofundar, a Bahia recebeu todos os ciclos de escravos, logo, abriga a maior concentração de Casas matrizes do Brasil, inclusive no Jéjì. Assim temos na Bahia:

- Hùnkpamè Danxòmè (Fon e Mina) em atividade
- Zógódó Bógùn Malé hùndò (Maxi) em atividade
- Kpòzènhèn (Aja / Xula) extinto
- Xwé Sèjáhùndé (Maxi / Nago) em atividade
- Kpòsú Gbèta (Nago) extinto
- Kpò Xwéji (Maxi - Savalu) em atividade

Temos 6 casas que são troncos independentes, exceto, a relação do Bógùn e Sèjáhùndé, que são de um mesmo ponto com direções diferentes.

O Jéjì do Maranhão como do RJ, nada têm a ver o baiano, pouquíssimas são as coisas em comum, por exemplo, objetos. O panteão baiano em si não é homogêneo e comparando com o carioca e maranhense, temos três conjuntos distintos, com características próprias.

No Rio de Janeiro, a primeira casa como instituição candomblé, foi uma casa Jéjì, e não Ketu ou Angola, porém, sabemos que, os Fons e todas etnias do atual Benim, eram muitos fortes e por isso poucos vieram e só chegando ao Brasil perto do final do comércio legal dos escravos, sabido que mesmo com a proibição, 1850 com a Lei Eusébio de Queiroz. Por volta de 1845, Adankpàn Nòwèjí Akínsínu Gbawu, mas conhecida como Gàyákú Rozena, chega ao Rio de Janeiro. Em 1864, é a data que finado Agenor Mirando cita em seu livro como a fundação do terreiro, lembrando que ele conheceu "Tia Rozena", assim que ele a chamava. A origem dela é curiosa, ela é uma Alladanu, mas não é uma Ajanu ou Tadanu, sequer outra etnia comum do Allada, a família dela tem sangue Maxinu, porém eram moradores de lá. Algum ancestral próximo, avô ou bisavô, mudou-se para lá, mas a identidade Maxinu ainda estava presente nela, assim, entendemos que a distância do ancestral que levou a família, não estava tão longe assim para as décadas ou século apagarem.

O Kpòdaágbá, que teria uma tradução de >> Kpò - local de reunião, tronco / daá - patriarca / gbá - senhor honorífico, mais velho, grandioso = em suma, em uma tradução signif**ativa seria: Local sagrado do grande patriarca ou O grande patriarca está aqui, é cultuado aqui

"AZAWANY"Azawany ou Azoani, divindade chamado por muitos de Morte!Para quem não sabe quem é Omolú Azawany, é um pouco co...
31/03/2021

"AZAWANY"
Azawany ou Azoani, divindade chamado por muitos de Morte!
Para quem não sabe quem é Omolú Azawany, é um pouco complexo de distinguir e citar suas propriedades, mas em questão de personalidades, é seco e muito esperto.
Azawany é uma energia que se divide em duas, ora Omolú, ora Oxóssi. Sim...! É um orixá mejí que se contém juntamente as energias de Odé o caçador. Azawany é constituído em duas formas iniciais. Como Omolú é o curandeiro. Como Oxóssi é o assassino. Ou seja, se define na cura e na morte.
Na fase Omolú, Azawany é jovem e muito esperto, vive na terra das floresta e é quem quem fertiliza a terra transformando a paisagem das florestas. Por isso tamanha ligação com Oxúmarê também, pois, é a chuva quem fertiliza a terra, e é este Omolú que suga a água para ser dado às raízes das plantas.
Azawany é oriúndo de Savé onde vivia em cultos com Nanã. Porém, após ser abandonado e criado por Iyámonjá em Tapá, Omolú ainda jovem saía para se aventurar, e nisso sempre ia parar nas florestas, onde conheceu seu irmão Oxóssi. Este, um grande e jovem caçador, muito hábil e inteligente, ensinava à Omolú como viver na floresta e com tantos animais e plantas selvagens, que somente Oxóssi sabia lidar.
Muitos anos se passaram, e Oxóssi e Omolú ainda continuavam amigos e parceiros, porém, cada um tinha um objetivo, Oxóssi em ser o grande caçador e feiticeiro e Omolú recuperar o trono de Savé que sua mãe Nanã deu à Oxúmarê.
Oxóssi se tornou o rei de Ketú e se tornara o maior caçador de todos, com seu Aramefá ( a corte dos dicípulos de Oxóssi, os Odé's ) comandava as terras de Ketú, Ilê-Ifé e Igbô. Já Omolú, se tronou o rei de Savé, tomando o trono que Oxúmarê usurpou dele para sí, e assim, Omolú foi proclamado Obáluaiyê.
Porém, houve um tempo de seca que castigava Savé, e Omolú ficou muito doente e fraco, seus povos Savalunos procuravam às terras de Ketú para se abrigar, Oxóssi viu o ocorrido, e os povos das fronteiras de Savé à Ketú começaram se unir, assim surgiu o povo Ewê-Fón ( Nação cujo culto são voltados às divindades de Jêje e Ketú ). Oxóssi procurou Orúnmilá-Ifá para entender o que acontecera com o reino Savaluno e com Omolú, este lhe disse que Omolú estava muito doente e fraco, e que sua doença se devia a seca e a escassez de comida. Oxóssi, sendo o deus da alimentação, levou grandes quantidades de comidas e comidas para Omolú. Cuidou de Omolú muito tempo, porém, nada que fazia curava Omolú, Oxóssi procurou Ossaíyn para saber qual o antídoto poderia curar Omolú. Ossáiyn diagnosticou Omolú, e disse que ele estava com lepra, e que a única cura para Omolú seria a seiva da babosa. Oxóssi precisava encontrar a planta, porém, se saisse, Omolú f**aria sem seus cuidados. Então Oxóssi convocou Oyá, a esposa de Omolú que estava em guerra para encontrar a tal planta. Oyá foi à procura, e encontrou a planta que Omolú tanto precisava. Mas ao chegar à terra de Savé, Omolú estava morto, e não havia nada que poderia ser feito, então Oxóssi pegou seu pó mágico chamado Arolê ( pó vermelho que Oxóssi usa para adentrar as matas ) e jogou sobre Omolú, tornando sua palha amarelado em tom de vermelho e Oxóssi se juntara à essas palhas. Oyá correu para buscar o espírito de Omolú, e ao cair do pó, Oyá pegou seu espiríto e voltou novamente à seu corpo. Omolú voltou a vida!
Desde então, Omolú ficou eternamente grato à Oxóssi e Oyá sua mulher, com o Arolê, Omolú teria em sí a energia de Oxóssi, este fora Oxóssi, é o único que se utilizou do pó vermelho.
Esta é uma das lendas que diz sobre a união de Omolú à Oxóssi e também a ligação com Oyá o amor de sua vida. Desse dia em diante, Omolú passou ser chamado de Azawany que em linguagem Fón dos povos Dahoemanos signif**a " Palha Vermelha ". O Omolú que se veste das palhas rubras seria também considerado aquele que voltou da morte.
Seu culto é muito antigo, dado ao Omolú caçador das terras Dahoemanas, Omolú Azawany é o mais espertos entre todos os Omolú".

créditos: pai folha.

VODUN AZANADÔ"A árvore sagrada da nação Jêje".Trata-se de um vodun muito importante para nós Jêjes, o dono do Gboitá, Ob...
11/03/2021

VODUN AZANADÔ
"A árvore sagrada da nação Jêje".
Trata-se de um vodun muito importante para nós Jêjes, o dono do Gboitá, Obará de Jêje, só recebe frutas, doces e comidas secas, nada de ejé, até pelo fato dele não ser feito no Ori de ninguem, esse vodun tem grande ligação Azansú, Agué, Besén, Loko e Possú, alguns antigos dizem que ele é um Besén, dizem que é um Azansú, outros ja dizem que ele é um vodun único e destinto, em sua volta a seus pés mora Adangbé, a serpente sagrada que morde a própria calda representando o ciclo da vida, é feito um grande preparo para o plantio desta árvore dentro do Kwê, só poderá ser plantada por um vodun da família DAN como Besén, Frekwen, Yewá e etc...

Em uma parte do ato da confecção do verdadeiro Rungebe tambem passa por Azanadô, este vodun Gosta de Brajás e laguidbás. Sua festa é realizada no dia 06 de Janeiro ou juntamente com o Olubajé, suas cores são o verde rajado de amarelo.

(Árvores florecem no Rio de Janeiro)

VODUM NANÃÉ considerada por alguns como a divindade mais antiga na terra. Nanã seria filha do pássaro Atiorô, o que reve...
24/12/2020

VODUM NANÃ

É considerada por alguns como a divindade mais antiga na terra. Nanã seria filha do pássaro Atiorô, o que revela uma grande ligação dela com Iyámi Oxorongá já que a cabaça contendo o pássaro que viria a ser o pai de Nanã fora entregue a Iemanjá no início da criação. O termo Nanã quer dizer raíz, embora muitos neguem, na realidade Nanã é um Vodum e não um Orixá. Aqui no Brasil devido a aglomeração de escravos de inúmeras regiões da África. Sua origem em si é muito confusa, não se sabe muito sobre ela, por esta razão ela é considerada uma divindade dos mistérios da criação. Seu nome designa pessoa idosa e responsável, para o povo Jeje signif**a mãe. Nanã assim como Oxalá, é considerada o princípio o meio e o fim. As águas paradas e lamacentas dos pântanos têm uma aparência morta e a primeira vista ninguém imagina que por trás dessas águas possa existir vida. Nanã é consideradas por todos do Culto Vodum como a grande Mãe Universal, ou seja, entre os Voduns ela é o que Iemanjá é para nós que Cultuamos Orixá. Entre eles ela é chamada de Missam, palavra cujo signif**ado é de Avó. Ela é amplamente conhecida e cultuada no Dahomey com o nome de Nanã Buruku. Acredita-se que quando uma mulher não consegue engravidar deva recorrer a ela. Acredita-se que Nanã é um Vodum de cura e se um doente a ela recorrer, conseguirá a cura de imediato. Na África quando uma família ou alguém obtém um favor de Nanã, f**a com o compromisso de oferecer uma pessoa da família para ser iniciada para ela, seja homem ou mulher. E quando essa iniciação ocorre a pessoa receberá em seu nome o de Nanã. Todos os Sacerdotes e sacerdotisas de Nanã tem a palavra Nanã em seus nomes.

Assim como Obaluaiê, Nanã também possui ligação com as doenças e na realidade o culto de Nanã e de Obaluaiê se confundem. Na realidade ao contrário do que muitos pensam, Nanã não é mãe de Obaluaiê, na verdade ela é sua esposa e da união deles nasceu Omolu.

O Culto de iniciação de um filho ou filha de Nanã requer uma série de cuidados especiais, tanto na África, como no Brasil. Existem vários Voduns da mesma linhagem de Nanã Buruku, que são feitos nos iniciados por seguirem a mesma tradição de Nanã Buruku.

Aspectos Gerais

Dia: sábado
Data: 26 de Junho
Metal: Latão
Cores: Branco e azul (preto ou roxo)
Comidas: Aberém, mugunzá, mostarda e taioba
Símbolos: Ibiri e bradjá
Elementos: Águas paradas e lamacentas
Região da África: Ex-Daomé
Pedra: Ametista
Folhas: Folha-da-costa, folha de mostarda, manacá, ojú oro, oxibatá, papoula roxa, quarana
Odu que Rege: Odilobá
Domínios: Vida, saúde e a matéria morta.
Saudação: Salúba!

A saudação de Nanã pode ser traduzida como, Aquela em quem nos refugiamos.

NanãOkiti Kata, Ekùn A Pa Eran Má Ni Yan
Okiti Katala leopardo que mata um animal e o como sem assá-lo.
Olu Gbongbo Ko Sun Ebi Eje
Dono de uma bengala, não dorme e tem sede de sangue.
Gosungosun On Wo Ewu Eje
MSalpicado com Osun, seu traje parece coberto de sangue
Ko Pá Eni Ko Je Oka Odun
Ele só poderá comer massa no dia da festa, se tiver matado algúem.
A Ni Esin O Ni Kange
Ele tem o cavalo, ele tem o quizo.
Odo Bara Otolu
Rio
Omi a Dake Je Pa Eni
Água adormecida que mata alguém sem preveni-lo
Omo Opara Ogan Ndanu
Filho de Opara
Sese Iba O
Orixá , respeito
Iba Iye Ni Mo Mo Je Ni Ko Je Ti Aruní
Louvo a vida e não a cabeça
Emi Wa Foribale Fun Sese
Venho prosternar-me diante do Orixá.
Oluidu Pe O papa
Presto homenagem aos ancestrais.
Ele Adie Ko Tuka
Aquele que tem frango, não depena vivo
Yeye Mi Ni Bariba Li Akoko
Minha mãe estava primeiramente em Bariba
Emi Ako Ni Ala Mo Le Gbe Agada
Eu o primeiro a poder usar a espada.
Emi A Wa Kiyà Onile Ki Ile
Venho saudar o dono da terra para que ele me proteja.

Vejamos abaixo alguns dos Voduns confundidos com qualidade de Nanã Buruku.
Nanã Densu ou apenas Densu – Segundo os Fons esse Vodum é um deus andrógino e seria o lado macho ou marido de Buruku. É muito cultuado nos rituais de Mami Wata onde é considerado o maior de todos os deuses, os Fons o compara a Olokun.
Nanã Asuo Gyebi (assuô giêbi) – Vodum masculino velho, que habita os rios. Muito popular em Ghana e tido como o protetor das crianças africanas que foram escravizadas.
Nanã Esi Ketewa (êssi quetêuá) – Vodum feminina muito velha, cultuada em Ghana, Cotonou e Allada. Dizem os mais velhos que essa Vodum morreu de parto e que por isso a missão dela é proteger e tratar as mulheres grávidas assim como seus filhos
Nanã Adade Kofi (adadê côfi) – Vodum masculino, tem a função de proteger e defender todos os templos de Nanã. É um Vodum guerreiro, ligado ao ferro e outros metais.
Nanã Tegahe (têgarê) – Vodum feminino jovem, cultuada em Ghana. Tem o poder de tirar feitiços das pessoas e lugares. Tem grande conhecimento no uso terapêuticos e ritualísticos das ervas.
Nanã Obo Kwesi (obó cuêssi) – Vodum feminino guerreira, cultuada na região Fanti em Ghana. Protege e ajuda os kuhatô (pobres) e os azon (doentes). Detesta quem faz aze (bruxarias) ou qualquer mau a um ser humano.
Nanã Tongo ou Nanã Wango (tongô/uangô) – Vodum feminino, cultuada em Togo. Grande curandeira, trata das pessoas com ervas, ebós e gri-gris. É uma grande Azeto (feiticeira) e seu culto talvez seja um dos mais complexo.

Nanã Akonedi Abena – Vodum feminino jovem, cultuada em diversas partes da África. Seu principal templo f**a em Later, cidade de Ghana. Em Ghana é considerada a Deusa da Justiça
Legba Aghamasa – Vodum Legba masculino, reina nos pântanos onde reside Nanã Buruku.
Todos esses Voduns usam muitos búzios e palha, dificilmente cobrem seus rostos.
Falar ou escrever sobre Nanã é uma tarefa das mais difíceis, pois são tantas as história a ser contadas, que somente um livro poderia caber.
Todos os adeptos do Culto Vodum, devem prestar muita reverência a Nanã. Em seus cânticos e danças devemos nos alegrar e nos sentirmos honrados em poder, aqui no Brasil, participar dessa parte que na África é reservada somente aos seus sacerdotes e sacerdotisas.
Orin Nanã

Òdí Nàná ni ewà
Léwà lèwá e
Òdí Nàná ni ewà
Léwà lèwá e
A outra face( outro lado ) de Nanã é bonita
A outra face de Nanã é bonita
A outra face( outro lado ) de Nanã é bonita
A outra face de Nanã é bonita

Nàná ayò
Àwa ló bímon ayó alóko
Nàná ayò
Àwa ló bímon ayó alóko
Ò iyá wa òré
Ò ní aijalò
Ò iyá wa òré
Ò ní aijalòòde

Nanã Olocó
faça-nos felizes; nós poderemos tomar outra direção para termos a
alegria do nascimento de filhos.
Naná Olocó, faça-nos felizes.
Ela é nossa mãe e amiga;
Ela é a Senhora da alta sociedade.

Crédito Oloje Iku Ike Obarainan

Endereço

Rua Um, 153/Parque Baia Branca
Magé, RJ
25900000

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