27/05/2026
OBÁ DE XANGÔ: A JUSTIÇA QUE VESTE O OXÊ.
Quando a balança do mundo pende pro lado dos grandes,
Xangô levanta um homem no meio do povo.
E quando Yemonjá escolhe, não há engano: é certeza no Ori.
O instituiu o Obá de Xangô como cargo honorífico.
Mas não é honra de enfeite. É alicerce.
Porque Obá senta pra religião.
Acolhe sem perguntar casa, nação ou pai de santo.
Onde tem axé de pé, Obá estende a mão. Sem muro.
Foi Yemonjá quem apontou.
E Nanã concordou.
Salubá.
Desembargador Tutmés Airan foi o nome soprado nas águas desse Ori meta metá, inquieto por reparação e justiça social.
Ele é o legítimo representante do nosso povo.
O homem da Justiça que não julga de longe: desce, olha e escuta com os olhos do coração.
Obá de Xangô é machado que não corta à toa.
É a toga que se curva diante do atabaque,
Porque lei sem ancestralidade é lei manca.
E com ele não há dois pesos ou duas medidas: onde tem axé, tem direito.
Num tempo em que as portas se fecham para os terreiros,
o Posubétá firmou um trono que é ponte.
Obá é ponte. Liga o tribunal ao congá.
Liga o processo ao ebó. Liga o papel ao dendê.
Não é sobre cargo. É sobre compromisso.
Que a justiça do homem se lembre da justiça do orixá.
Que a caneta do desembargador assine junto com o oxê de Xangô.
Por isso o Obá foi a escolha certeira de Yemonjá.
Tutmés Airan veste e exerce essa missão com muito respeito, reza e responsabilidade.
Hoje o Posubétá tem Obá.
Amanhã, todo terreiro que precisar de defesa, também tem.
Porque axé não tem fronteira.
Onde houver um filho de santo de pé,
haverá um Obá ao seu lado firmando justiça.
Kaô Kabecilê.
Vivas ao Obá de Xangô Desembargador Tutmés Airan.
Adupé à escolha de Yemonjá por soprar o legítimo representante do nosso povo.
E vamos pelas águas.
Salubá.
Sua bença Iyábinan.