20/08/2026
I - A VIDA RELIGIOSA NÃO DEVE SIGNIFICAR ISOLAMENTO DAQUILO QUE É VERDADEIRAMENTE BOM, BELO E HUMANO.
“Nas coisas belas, contemplava o Belíssimo.” - São Boaventura, Legenda Maior de São Francisco, IX, 1.
Um religioso não apenas pode, como deve ter acesso à cultura. Uma boa música, uma boa leitura, uma peça de teatro, uma ida ao cinema, o convívio social e cultural: tudo isso pode contribuir para uma formação humana mais rica e integral.
Não devemos nos fechar ao mínimo ou ao básico quando o mundo nos oferece tantas expressões daquilo que há de melhor na capacidade humana, nas artes e nas letras. A vida religiosa não deve significar um afastamento daquilo que é verdadeiramente bom, belo e elevado, mas um discernimento capaz de reconhecer, apreciar e ordenar essas realidades para o bem, para a formação e para o crescimento humano e espiritual.
Igreja não pede ao religioso que fuja da cultura; pede-lhe que tenha discernimento diante dela. Não devemos rejeitar a beleza porque o mundo a produz, mas aprender a reconhecer aquilo que, na beleza criada pelo homem, pode elevar o espírito à Beleza que é Deus. Afinal, também através da cultura podemos contemplar a inteligência, a criatividade e a beleza que Deus permitiu florescerem no ser humano.
E tudo quanto se disse nesse texto dos religiosos serve também para os sacerdotes e leigos.