VISÃO PANORÂMICA DA HISTÓRIA
DA IGREJA BATISTA DO PINHEIRO
A história da IBP tem seu início na década de 30. Mais precisamente, no ano de 1936, a Igreja Batista do Farol (IBF) já estava com um número relativamente considerável de fiéis oriundos do bairro do Pinheiro. Os membros dessa igreja que moravam por aqui tinham certa dificuldade em se locomover até a IBF, pois não havia ônibus que os condu
zisse até lá, restando tão somente, o bonde que na época, mesmo sendo utilizado, ainda os obrigava a dar uma boa caminhada até a referida igreja. Até que auxiliados por um casal de missionários, Jonh Mein e Elisabeth Mein, foi constituída uma pequena congregação na casa de uma irmã que morava em nosso bairro, chamada Irª. Mais tarde, outro casal de missionários, Jonh Byce e esposa, davam a sua contribuição nas reuniões da congregação. Em 1941, foi comprada uma pequena casa na Rua Miguel Palmeira, nº 504, onde aí foi construído um templo. As reuniões aconteciam nas quartas-feiras e nos domingos, sob a liderança do pastor da igreja do Farol, como também, pelos próprios irmãos, quando o pastor não podia se fazer presente. Citemos a pessoa do Pr. Luiz de Assis, que também como membro desta congregação deu sua valiosa contribuição nos cultos e demais eventos. Os trabalhos continuaram até que no ano de 1969, por aqui chegou o Ir. Hamilton Moraes, vindo do Farol, e mais tarde com a permissão daquela igreja, bem como dos congregados, promoveu um estudo para se organizar por um período experimental de seis meses, a transformação em igreja. Em 21/03/1970, foi oficializada em sessão extraordinária, a transformação da Congregação Batista do Farol, em Igreja Batista do Pinheiro. Conseguia-se, assim, a independência necessária, para o crescimento e consolidação dessa instituição. Como não se tinha ainda um pastor titular para a nova igreja, ficou nesta condição o José Guedes dos Santos, do Farol. Entretanto, sua gestão se deu até dezembro/1970, na verdade, por ser titular da igreja do Farol, era de se esperar que desse uma maior atenção a esta, e por aqui ficávamos sem um líder que representasse, em tempo integral, nossa igreja. Havia, então, a necessidade de um pastor que desse total atenção não só ao rebanho, mas da mesma forma aos trabalhos que começavam a surgir na igreja. Ficou acertado, então, que seria feito um plebiscito, para decidir sobre a permanência ou não do Pr. José Guedes dos Santos. No final de dezembro daquele mesmo ano, após o resultado do referido plebiscito, por 29 votos a 08, decidiu-se que o então pastor estaria livre par apenas tocar a igreja do Farol. Assumiu, interinamente, a partir de janeiro/1971, o Pr. Luiz de Assis, que ao lado do Irmão Hamilton Moraes já mobilizavam a igreja para a necessidade de comprar terreno na vizinhança para se construir um novo templo que comportasse mais pessoas, afinal o templo construído em 1941, já não suportava todos os membros. Havia na época, um terreno ao lado da congregação que pertencia a uma vila de quinze casinhas, denominada “Vila Miguel Palmeira”, e a partir de então, nossos irmãos passaram a “namorar” tal terreno. Em 20/06/1971, foi elaborado o Estatuto da nossa igreja, onde a partir do qual, passou a existir legalmente para a sociedade. Era sua certidão de nascimento que, entretanto, só foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 07/07/1971. Também em caráter interino, assumiu nossa igreja em 29/08/1971, o missionário, Pr. Boyd O’Neall, dando continuidade ao projeto de compra do terreno da vila. Ficou a liderança do conselho para tal compra, o Ir. Hamilton Moraes que teve muito trabalho para convencer os moradores do local a se mudarem. Enfim, o terreno foi comprado por quinze mil cruzeiros. Mais tarde, por iniciativa do próprio Pr. O’Neal, durante uma sessão ordinária, estudou-se a ideia de convidar o então seminarista que já estava se formando, Jonas Bispo, a em momento oportuno e adequado assumir como titular, o Ministério Pastoral desta Igreja. Em dezembro/1973, estando a igreja com 138 membros, assume o Ministério, o Pr. Jonas Bispo, como primeiro pastor oficial e titular da Igreja Batista do Pinheiro. Buscaram a partir daí, o apoio da igreja para iniciarem os trabalhos de construção do novo templo. Era um grande desafio, mas vencido aos poucos pelo sonho de uma igreja maior que permitisse o desenvolvimento dos trabalhos evangelísticos. Lamentavelmente, em meados de 1974, o Ir. Hamilton Moraes, envolveu-se em um acidente automobilístico e veio a falecer dias depois. A construção do templo ainda estava em sua estrutura esquelética. Entretanto, os serviços não pararam e enfim, a construção foi concluída em 1976, tendo sido dedicado ao Senhor em noite festiva do dia 02/10/1976. No ano seguinte, mais precisamente, em 30/03/1977, foi realizado o último culto de gratidão a Deus no velho templo, que em seguida foi derrubado para dar início a construção da casa pastoral. Provavelmente no ano posterior, deu-se início a construção do primeiro prédio de Educação Cristã. Destaque-se nesse período a grande influência na formação da igreja dos irmãos, José Antônio Jacinto, Alice Casado, Pr. Luiz de Assis, toda a família Nascimento, Olímpia Gomes (Irª. Moça), Mário Leandro, Nadir Souza, Paulo Zacarias, Joaquim Brito e tantos e tantos outros. O ministério do Pr. Jonas encerrou-se em abril/1979. Em junho/1979, assumiu em nossa igreja o Pr. Elisafan Dantas e o prédio de educação cristã, que começou a ser construído na gestão do Pr. Jonas, sob a liderança do Ir. Hélio Pinto de Moraes foi enfim concluído, e dedicado ao Senhor. A igreja já estava madura, a ponto de no ano de 1982, sob a liderança do diácono, José Antônio Jacinto, constituir-se a congregação desta igreja no município de Feira Nova (Hoje, Teotônio Vilela). Elisafan Dantas, permaneceu até abril/1983. Em setembro de 1983, assumiu nossa igreja o Pr. Edvar Gimenes, que sem dúvida, possibilitou mudanças fundamentais em nossa estrutura devocional. Foi um pastor que dedicou grande parte de seu tempo, aos jovens e adolescentes. Em sua gestão, vemos a utilização de músicas voltadas ao ritmo nacional, paralelamente ao uso de louvores do Hinário Cantor Cristão. Caracterizou-se, também neste período, o início de uma abertura para discussão de temas que envolvessem questões políticas. Edvar Gimenes permaneceu até maio de 1987. Em dezembro/1987, nos agracia com seu Ministério Pastoral, Marcos Monteiro. Definitivamente a IBP mostra sua tendência mais ousada. Na época, muito bem auxiliado pelos pastores Nelson Bonaparte e Ronaldo Alves, a igreja experimentou desafios ainda maiores. Da gestão anterior, aproveitaram o projeto “OASIS” e o estruturaram de forma a possibilitar um auxílio mais objetivo à comunidade, por meio da ação social, como por exemplo, através da alfabetização e cursos de qualificação. Era um meio concreto de instruir e dar condições de trabalho a quem interessasse. Vale ressaltar a contribuição do Ir. Joaquim Antônio de C. Brito, tendo aqui chegado em 1971, encontrou no Pr. Marcos Monteiro, a liberdade fundamental dentro de uma entidade que necessitava se firmar não só como promotora do evangelismo, mas também como fiscalizadora e protetora dos direitos de liberdade, igualdade e justiça. O que é biblicamente coerente. Marcos Monteiro impulsionava o que muitas pessoas nunca imaginavam que pudesse acontecer: uma igreja envolvida com questões políticas. E em meio ao seu inconformismo e à resistência de muitos irmãos tradicionalistas, denominavam a IBP de “A IGREJA VERMELHA”, referindo-se aos comunistas. Um tom pejorativo que não envergonha, ao contrário, revelava uma igreja inconformada e compassiva com os problemas sociais. Destaque-se, também, a importante contribuição da Irª. Valdenice na estruturação da Educação Cristã da IBP. Após grandes dificuldades, mas depois de já ter germinado grandes ideais, esse pastor encerrou seu ministério na IBP, em maio/1992. Assume, interinamente, o Pr. Sebastião Tavares, titular da igreja Batista Monte Sião, no Jacintinho que nos auxiliou até meados de 1993. Enfim, assume o pastorado desta igreja em dezembro/1993, Wellington Santos, que desde então, vem desempenhando um Ministério Pastoral digno de aplausos no céu. Wellington Santos está a 21 anos à frente deste ministério e nesse interstício vemos que a IBP melhorou consideravelmente. Podemos ver mudanças não só estruturais, como a reforma e ampliação no templo ocorrida no período de setembro/2000 a março/2001, mas vemos também e acima de tudo, mudança nas atitudes da membresia, que vem crescendo consideravelmente. É suspeito hodiernamente, falar sobre o ministério do nosso pastor, afinal quem vem acompanhando seu trabalho tende a falar o que vê. São inúmeros trabalhos, que todos conhecerão ao longo deste Seminário. Aprecie, confira, e não deixe de participar! Ademais, como ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher, consideremos a briosa participação da Educadora Cristã e Pastora, Odja Barros Santos, foram mudanças consideráveis no campo teológico que de forma muito responsável tem preparado a comunidade para o desenvolvimento cristão. Nosso atual pastor teve como auxiliares, os seguintes pastores: Rogério Alves, de dezembro/1997 a junho/2000; Waldir Martins, de janeiro/2001 a janeiro/2005 e o Carlos F. da Silva Filho, de junho/2007 a outubro/2009. Atualmente a equipe pastoral conta com a contribuição de dois pastores auxiliares: Pra. Odja Barros Santos, desde outubro/1993 e Pr. Paulo Nascimento desde maio/2011. Através dos nossos pastores, a IBP tem sido conduzida de forma desafiadora a continuar olhando para os campos que estão brancos para colheita e a se envolver a cada dia na luta por justiça, dignidade e cuidado com o meio ambiente em Alagoas, no Brasil e no mundo.
*Adaptação feita pelo Pr. Wellington Santos, no dia 24/11/2011, do texto escrito por Remy A. de Oliveira em 05/01/2004.