15/11/2024
*O dragão abandonado*
Moramos perto de um dragão de três cabeças. O mundo nos rodeia, o diabo nos espreita, e a carne está dentro de nós. Quando este dragão ruge, nem sempre parece um vulcão em erupção. Parece mais um amigo chegando para jantar.
Nosso inimigo conversa amigavelmente sobre as boas coisas que podem acontecer em nossas vidas e o que poderíamos fazer para aumentar as chances de que elas acontecerão. Ele parece amigável, bem intencionado e preocupado com os nossos interesses. Não vacila em nada ao introduzir religião no assunto. Longe disso. O que Cristo pode fazer por nós, o que nos dizem que ele quer fazer, faz parte regular da conversa.
É difícil reconhecer quando acontece, mas em algum ponto uma mudança ocorre em nossos pensamentos. Em algum momento da conversa, paramos de pensar em Cristo como soberano Senhor (se é que o fizemos alguma vez) e o consideramos mais como um amigo útil. A partir do momento em que o conhecemos, a vida tornou-se boa para nós.
Fechando a boca do dragão
Paulo não cometeu o erro de deixar o dragão fora de seus cálculos. Vale a pena notar um de seus métodos para resistir ao apeloda mensagem do dragão: Paulo falou abertamente sobre o seu sofrimento, não em tom de queixa, mas como uma lembrança de que a vida abundante de seguir Jesus significa oportunidades abundantes de achegar-se a ele nos tempos difíceis e não uma abundância de circunstâncias e sentimentos agradáveis.
Ouça as suas palavras aos coríntios, cristãos mais atentos para o fato de sentir agora o que Deus prometera que sentiriam apenas no céu. "Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos."
A vida de Paulo não foi uma experiência agradável. Ao admitir isso e abandonar toda a esperança de que poderia vir a ser algum dia agradável, a pressão de procurar um meio de fazer a vida funcionar foi removida. Paulo viveu para conhecer a Deus e não para usá-lo. Viveu para achegar-se a Deus, para tornar-se como Jesus, para seguir o Espírito e não para viver de certo modo que agradasse suficientemente a Deus a fim de levá-lo a derramar as bênçãos de uma vida melhor.
Extraído do livro *Chega de Regras* de Larry Crabb; JesusCopy; PGS.: 73-74