Núcleo Espírita Caminho de Luz - CNPJ: 09.338.186/0001-68

Núcleo Espírita Caminho de Luz  - CNPJ:  09.338.186/0001-68 Ninguém veio ao mundo em viagem de turismo ou apenas para apreciar a natureza e g***r os prazeres. Muita paz.

Embora a vida deva ser vivida com alegria e entusiasmo, em tudo deve estar presente a responsabilidade pelo uso do livre arbítrio.

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12/09/2025

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Auta de Souza (12 de setembro de 1876 - 7 de fevereiro de 1901) foi uma poetisa brasileira. Considerada pelo historiador e sociólogo Câmara Cascudo a "maior poetisa mística do Brasil", seus versos refletiam as dores da perda prematura de entes queridos que lhe acompanharam durante sua vida.

Antes de ter completado três anos, ficou órfã de mãe e aos quatro anos de pai. A sua existência na Terra foi assinalada por muitos sofrimentos. Antes dos 12 anos foi matriculada no Colégio São Vicente de Paulo, onde recebeu acolhida das religiosas francesas que o dirigiam e lhe ofereceram primorosa educação: literatura, inglês, francês, música e desenho.

Começou a escrever poemas aos 16 anos. Deixou um único livro, Horto, cuja primeira edição, prefaciada por Olavo Bilac, em outubro de 1899, apareceu em 1900 e se esgotou em três meses.

Mesmo após a sua desencarnação, aos 24 anos, continuou a enviar mensagens de encorajamento e consolação em versos. Por meio de psicografias feitas por Francisco Cândido Xavier, revelou, pela primeira vez, sua identidade ao transmitir suas poesias em 1932 na primeira edição da obra Parnaso de além-túmulo [1], lançado pela FEB Editora.

Confira um de seus poemas publicados na obra:

O Senhor vem… [1]

E eis que Ele chega sempre de mansinho.
Haja sol, faça frio ou tempestade;
Veste o manto do amor e da verdade,
E percorre o silêncio do caminho.

Vem ao nosso amargoso torvelinho,
Traz às sombras da vida a claridade,
E os próprios sofrimentos da impiedade
São as bênçãos de luz do seu carinho,

Como o Sol que dá vida sem alarde,
Vem o Senhor que nunca chega tarde,
E protege a miséria mais sombria.

Ele chega. E o amor se perpetua...
É por isso que o homem continua
Ressurgindo da treva a cada dia.

Referência
XAVIER, F.C. Parnaso de além-túmulo. Por Espíritos diversos. 19. ed. Brasília: FEB, 2021.

16/08/2025

O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos para servi-lo. Almas que se lancem ao trabalho, por mais exaustivo que seja, porém sempre reconfortante e luminoso, desde que possa ser útil de verdade.
Almas que não esperem nada do beneficiado, por suas mãos socorridas, a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.
Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.
Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: É melhor amar do que ser amado.

Retornou hoje à Pátria Espiritual, o médium, orador espírita e embaixador da paz no mundo Divaldo Pereira Franco aos 98 ...
14/05/2025

Retornou hoje à Pátria Espiritual, o médium, orador espírita e embaixador da paz no mundo Divaldo Pereira Franco aos 98 anos. Divaldo dedicou sua vida à Causa Espírita semeando o amor ao próximo.

“Lembrarmos de nosso querido amigo, mas não esquecermos que a libertação se fez. Enquanto aqui ficamos saudosos, imaginamos a festa no Plano Espiritual com a sua chegada depois de uma existência exitosa, completista, deixando esse imenso legado para a humanidade”, enfatiza o presidente da FEB, Jorge Godinho.

O velório será realizado no Ginásio da Mansão do Caminho, das 9h às 20h, do dia 14 de maio (quarta-feira). O sepultamento ocorrerá na quinta-feira seguinte, às 10h, no Cemitério Bosque da Paz.

*

Nascido em 5 de maio de 1927, em Feira de Santana, na Bahia, Divaldo foi responsável por mais de 20 mil conferências, realizadas em mais de 2.500 cidades e 71 países ao redor do mundo. Com mais de 260 obras publicadas e mais de 10 milhões de exemplares vendidos, deixou um legado literário espírita que abrange mais de 200 autores espirituais nos mais diversos temas e gêneros textuais. Suas obras, traduzidas para 17 idiomas, continuam a iluminar o caminho de milhões de pessoas com co***lo, esperança e espiritualidade. Médium missionário e multifacetado, Divaldo se tornou um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade.

Fundou, ao lado de Nilson de Souza Pereira (desencarnado em 2013), o Centro Espírita Caminho da Redenção (1947) e a Mansão do Caminho (1952), que hoje constituem um admirável complexo educacional e socioassistencial, com 44 edificações, distribuídas em ruas, bosques e lago, em que são atendidas, diariamente, mais de 5 mil pessoas – crianças, jovens, adultos, idosos – que procuram ajuda material, educacional e espiritual.

Tio Divaldo, como carinhosamente é chamado, foi também um pai e educador incansável, tendo adotado mais de 650 filhos, que cresceram nas antigas casas-lares da Mansão do Caminho. Por tudo isso, recebeu mais de 800 homenagens de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais, pela sua total doação às causas humanitárias.

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Fonte FEB - Federação Espírita Brasileira

10/05/2025

Trabalhador e trabalho
agosto/2014 - Por Sandra Maria Borba Pereira
Quando o servidor está pronto o serviço aparece.

A conhecida e sempre utilizada expressão contida no livro Nosso lar, de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier é o mote desta página.

No vasto campo das atividades religiosas, é necessário que o servidor de Jesus tenha certa prontidão, para a execução das tarefas, que o Senhor lhe destinou, nas várias instituições que evocam Seu nome. Não deveria o trabalhador agir através do improviso ou desleixo nas atividades, pois essa atitude deporia contra ele e a instituição. Preparar-se através da aquisição de saberes, competências, habilidades, valores e convicções será sempre uma necessidade para todo candidato a servidor, na ampla seara das realizações superiores, que o Mestre nos convida a cooperar.

No entanto, podemos também refletir sobre o conceito de André Luiz em outras perspectivas. Vejamos então: quando os dirigentes de uma instituição religiosa são pessoas prudentes, comprometidas e convidam alguém para assumir uma tarefa, devem possuir uma prévia avaliação das condições do candidato, uma espécie de perfil, antevisto, ou expectativa, despertada pelas características do futuro trabalhador em foco. Mas, e quando os companheiros, detentores de condições favoráveis e perfil adequado à tarefa, não aceitam ou demonstram até uma posição de rejeição quanto a assumir encargos decorrentes dos cargos (necessários)? O que fazer?

Ao longo desses anos de militância, no Movimento Espírita, temos ouvido falar de trabalhador-promessa e de trabalhador-desertor, em suas tarefas. Mas, o Movimento prossegue com as casas espíritas abertas para atender à multidão dos necessitados. É nessa hora que surgem os trabalhadores-tarefeiros, desejosos e dispostos a servir, ainda que não sejam os que apresentam as melhores condições ou o perfil mais apropriado às tarefas, para as quais foram convidados. São os trabalhadores esforçados, dedicados, mesmo sem todas as credenciais, que outros apresentam, mas que se esquivam do compromisso com a Causa.

Na curiosa página O Anjo, o Santo e o Pecador, o Espírito Irmão X, pela mediunidade de Chico Xavier, na obra Contos desta e da outra vida (editora FEB), nos remete à reflexão de que nem sempre os chamados se tornam escolhidos, pois não desejam ou, por outro motivo que seja, não assumem ou atendem a certos chamados ou convites na seara das lutas. Graças, porém, ao esforço e desejo de servir, aqueles que não estão devidamente prontos mas que, convidados (pela desistência ou negação dos prontos), aceitam a tarefa, recebem a bênção da oportunidade da formação em serviço e da busca constante de seu aperfeiçoamento próprio e na tarefa a desenvolver.

Fiquemos, pois, com algumas perguntas para nossa reflexão: Que trabalhadores somos ou que trabalhadores estamos procurando ser? Somos só promessas? Desertamos das tarefas a que fomos convidados a colaborar? Somos candidatos ao serviço redentor, porque temos em nós o desejo sincero de trabalhar e servir, através de nossa própria autoiluminação, no aproveitamento da sublime oportunidade de constar das fileiras dos servos do Senhor?

Que Jesus, o Trabalhador Incansável, que nos convoca à cooperação, possa nos auxiliar a buscar a fidelidade a Deus, pelo esforço constante, no serviço do Bem, ainda que trazendo as marcas das imperfeições morais, mas, igualmente, pelo reconhecimento de nossa condição de criaturas destinadas à luz, necessitadas do exercício de servir e trabalhar, por nós e pelos outros, na construção de um mundo melhor.

Do livro Cotidiano em Reflexões Espíritas, edição FEP, no prelo.

Eu os amei o suficienteMeus filhos, um dia, quando vocês forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva ...
14/04/2025

Eu os amei o suficiente

Meus filhos, um dia, quando vocês forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de lhes dizer:
Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram da mercearia e os fazer dizer ao dono: “Nós roubamos isto ontem e queríamos pagar.”
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês por uma hora, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria realizado em quinze minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as consequências eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso.
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente... Venci... Porque no final vocês venceram também!
E, qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus: “Sim”... Nossos pais eram maus. Eram os pais piores do mundo. As outras crianças comiam doces no café da manhã e nós tínhamos de comer pão, queijo, leite.
As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos de comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
Ela nos obrigava a jantar a mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam os filhos comer vendo televisão. Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora. Era quase uma prisão.
Mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos quando íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil. Nós tínhamos de lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o pó do chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para lhe dizer a verdade, e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos.
Tinha de subir, bater na porta para ela os conhecer. Enquanto todos podiam sair à noite com doze, treze anos, nós tivemos de esperar pelos dezesseis.
Nossos amigos dirigiam o carro dos pais, mesmo sem ter habilitação, mas nós tivemos que esperar os dezoito anos para aprender, como pede a lei.
Por causa dos nossos pais, nós perdemos muitas experiências da adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido em roubos, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
Foi tudo por causa deles. Agora já saímos de casa. Somos adultos, honestos e educados, e estamos fazendo o possível para ser, também, ‘pais maus’, tal como o nosso.
Achamos que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes pais maus como os nossos.

Redação do Momento Espírita, com base
em mensagem de autoria ignorada.
Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8 e 9
e no livro Momento Espírita, ambos ed. FEP.
Em 18.11.2013.

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