13/03/2026
Queridos filhos de Pai João de Aruanda. Compartilhamos hoje uma mensagem da página
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São muitos os que buscam hoje o terreiro como uma maneira de escapar do forte dogmatismo que vivenciaram nas religiões de suas famílias. Após experiências negativas diante de estruturas autoritárias e opressivas, aspiram por espaços possam se expressar mais livremente.
E quando conhecem a Umbanda, vem o encanto. A música, os toques, os cheiros, as cores impressionam os sentidos. No entanto, neste ponto acontece também a confusão: acreditar que no terreiro você é livre para fazer o que quiser. Não é assim que funciona.
A Umbanda é uma religião. Ela possui regras, ritos, procedimentos, tradição. Sua organização é hierarquizada. E de todos são exigidos disciplina e respeito ao seu fundamento. Por mais diferente que possa ser de outras formas de culto mais difundidas em nosso país, não significa que nela está “tudo liberado".
O objetivo do terreiro é muito claro: o exercício da caridade. É com esta ideia em mente que devemos pedir o ingresso na corrente mediúnico. Se suas intenções são outras, então, infelizmente, é melhor que procure outra religião.
Nos momentos das giras, a seriedade deve ser lei. Não é espaço para brincadeiras fora de hora, nem flertes e nem qualquer coisa que não condiz com um templo religioso. A incorporação é sagrada, movimento pela qual os guias vêm para nos auxiliar. O terreiro não é um palco para dar “show". Estamos ali, antes de tudo, para louvar os guias e Orixás.
Umbanda exige responsabilidade de seus médiuns. Se você tomou a decisão de fazer parte de um terreiro, tenha a postura necessária. Os seus atos ali dentro refletirão na sua vida. Quando se tem a devida reverência ao Pai Maior, todo o resto vai bem.
Saravá a todos!
Escrito por /Diego Paiva Pimentel
sarava saravaumbanda axé fé