24/08/2026
O passe não é um gesto isolado. Ele começa antes mesmo do momento da aplicação.
No Centro Espírita Nosso Lar, compreendemos o passe como um recurso de auxílio espiritual, realizado por meio da transmissão de energias psíquicas e espirituais, com a finalidade de favorecer o reequilíbrio do corpo, da mente e do perispírito.
Em A Gênese, especialmente no capítulo XIV, Allan Kardec estuda a ação dos fluidos e mostra a importância do pensamento, da vontade e da prece sobre a matéria fluídica. Por isso, o passe não deve ser entendido como magia, ritual ou solução automática. Ele integra um processo de assistência em que também importam a disposição interior, a confiança, a serenidade e a receptividade de quem o recebe.
E essa preparação pode começar ainda durante a palestra pública.
Chegar com alguma antecedência, desligar o celular, evitar conversas paralelas, acompanhar a reflexão com atenção, cultivar pensamentos de paz e manter-se em prece são atitudes simples que ajudam a criar um estado de maior recolhimento e harmonização.
Alírio de Cerqueira Filho também destaca a importância da preparação íntima daquele que busca o auxílio da casa espírita. Não se trata de “fazer tudo certo” para merecer o passe, mas de favorecer interiormente uma postura de abertura, confiança e serenidade.
E depois do passe?
O cuidado continua.
Permanecer alguns instantes em paz, evitar agitação desnecessária, conservar pensamentos elevados, manter a prece e levar para a rotina atitudes mais equilibradas são formas de sustentar, na vida cotidiana, aquilo que buscamos naquele momento de auxílio.
Receber o passe também é cooperar com o bem que desejamos acolher.
📚 Fontes e referências bibliográficas:
• KARDEC, Allan. A Gênese. Cap. XIV — “Os Fluidos”.
• CERQUEIRA FILHO, Alírio de. O Centro Espírita e a Promoção do Espírito Imortal. Ed. Plenitude.
• SIMONETTI, Richard. Acolhendo Corações. Ed. CEAC.