19/04/2019
SEXTA_Semana da Pascoa
Era sexta-feira. A esta hora, 2000 anos atrás, Jesus já estava pendurado na cruz.
A noite tinha sido estranha. Jesus tinha subido ao monte para orar com seus discípulos porque estava aflito. Ele sentiu medo, como qualquer um de nós sentiria.
Ele pediu que seus amigos estivessem em oração com ele, mas eles estavam cansados e pegaram no sono. Se a intenção daqueles que escreveram os relatos da vida de Jesus fosse “romantizar” as coisas, eles deveriam ter escondido este fato. “Dormir!! Enquanto Jesus se angustiava!!”. Isso foi... “humano demais”.
Bem... Judas, um de seus amigos, se aproximou e o beijou, como sempre fazia. Mas aquele beijo foi diferente. Era um sinal para que os soldados pudessem saber quem era Jesus. Então o prenderam.
A acusação era frágil. Ele não tinha feito nada além de amar e ajudar as pessoas. Mas os religiosos tinham ciúmes dele porque as pessoas o amavam.
Então eles fizeram como todos os corruptos fazem: criaram “fake news”. Usaram parte da fala de Jesus para dizer que ele estava conspirando contra o imperador, afirmando ser o Rei dos Judeus. Também o acusaram de tramar a destruição do Templo. Pagaram pessoas para espalhar essas noticias.
Jesus foi preso. Passou a madrugada de Sexta-feira sendo torturado. Eles batiam nele com um chicote (conhecido como Flagelo) que tinha pedaços de ferro nas pontas. Isso cortava a pele de Jesus.
Cuspiram na cara dele. Zombaram dele. Colocaram uma capa e uma coroa de espinhos... rasgaram suas roupas. Ele foi muito humilhado.
Ao amanhecer, mesmo sem ter achado culpa em Jesus, Pilatos ordenou sua crucificação. Mas fez questão de “lavar as mãos” do sangue daquele inocente. Ele sabia que Jesus não merecia aquilo mas, como um “bom” político, ele quis agradar a maioria ali presente.
Jesus foi então pregado na cruz perto das 9 horas da manhã.
Semi nu, todo cortado pelos flagelos, se sentindo só...
A maioria dos seus amigos estava escondida, com medo. Os guardas e aqueles que tinham inveja dele, zombavam: “Desce daí!! Você não é o Filho de Deus!”. Mas Jesus permanecia em silencio... como um cordeiro à caminho do matadouro.
O sol estava ficando mais forte. Foi chegando perto do meio dia. Jesus já estava desidratado. Seu sangue não parava de escorrer. As dores eram tantas que o confundiam. No seu espirito ele ainda carregava as dores pelos nossos pecados... sem que ele próprio jamais tenha cometido pecado.
Após o meio dia houve um terremoto e o sol se escondeu... ficou escuro.
Nesta hora todos começaram a mudar as conversas. Aparentemente o que acontecia ali não era apenas mais uma crucificação... parecia que algo sobrenatural estava acontecendo.
E Jesus... “esse Jesus”... ainda olha para os soldados e para os fariseus cheios de ódio e diz: “Pai, perdoa-lhes.... eles não fazem idéia do que estão fazendo”.
Era três da tarde quando Jesus disse suas últimas palavras: “Tetelestai”, que significa: “está consumado”...
Missão dada, missão cumprida.
Fez-se um silêncio... em seguida outro terremoto.
Muitos dos guardas, diante do incontestável, se arrependeram ali mesmo. Eles reconheceram que Jesus era quem ele havia dito que era.
Mas era sexta-feira. O Sábado judeu estava para começar, e no Sábado nem os mortos podiam ser enterrados.
Então, mais que depressa, Nicodemos (aquele mesmo que tinha procurado Jesus numa certa madruga) foi com um amigo chamado José até os governantes para conseguir que liberassem o corpo de Jesus para que fosse colocado num túmulo. Tudo muito às pressas. Nem tiveram tempo de embalsamar o corpo. Então, perto de anoitecer, Jesus foi sepultado.
Temendo que algo pudesse acontecer foi determinado que a grande pedra que protegia a entrada do túmulo recebesse o selo do governador. Também foi destacado um pequeno pelotão para ficar à entrada do sepulcro, para impedir que alguém tocasse no corpo de Jesus.
Aquela altura parecia o fim. Ninguém... ninguém mesmo acreditava que algo pudesse mudar. Parecia o fim de tudo. Fim da esperança. Fim do movimento. Fim da linha.
Os discípulos mais chegados a Jesus se esconderam... temendo serem os próximos.
Esta foi a pior sexta-feira da história da humanidade.
Páscoa – uma historia de Amor.
Domingo, 19:30hs na Capela da Graça.