11/09/2026
QUEM SOU EU FORA DO TERREIRO?
Dentro do terreiro, eu aprendo sobre fé, respeito, caridade, equilíbrio e sobre cuidar da minha energia.
Mas e quando eu saio de lá?
Quem sou eu quando ninguém está me olhando?
Porque não adianta vestir o branco, cantar para os Orixás, acender uma vela e falar bonito sobre espiritualidade, se fora do terreiro eu não observo minhas próprias atitudes.
Falar palavrão não faz de ninguém uma pessoa ruim. Errar, perder a paciência, se irritar e ter dias difíceis também fazem parte de ser humano. O problema começa quando deixamos de perceber o que estamos alimentando dentro de nós.
Energia também se perde pela boca, pelos pensamentos, pelas companhias e pelas atitudes.
Às vezes, reclamamos que estamos cansados, carregados ou sem força, mas continuamos nos colocando em ambientes que nos fazem mal, discutindo por qualquer coisa, falando da vida dos outros, absorvendo problemas que não são nossos e entregando nossa paz para qualquer pessoa.
Preservar a própria energia não significa viver isolado ou fingir ser alguém que não somos.
Significa aprender a escolher onde colocamos nossa atenção.
O que ouvimos.
O que falamos.
Com quem caminhamos.
O que permitimos entrar no nosso coração.
Umbanda não pede perfeição. Pede consciência.
Que eu consiga ser no meu dia a dia um pouco daquilo que busco aprender dentro do terreiro.
Porque o verdadeiro aprendizado espiritual não termina quando a gira acaba.
Ele começa quando a gente vai embora. 🌿✨