22/08/2024
A petição para que seja feita a vontade de Deus (Mt 6.10) é muito diferente em teor da oração infantil e resignada: “faça-se a sua vontade” (Mt 26.42; At 21.14). Repetidamente na História vemos que a vontade de Deus se afirma de duas formas. Deus manda Abraão sacrificar seu filho, mas não deixou isso acontecer (Gn 22). Ele quer que o Faraó deixe seu povo sair, mas endurece seu coração de modo que ele não faz isso (Êx 4.21). Ele manda que o profeta diga a Ezequias que ele morrerá, mas acrescenta quinze anos à sua vida (Is 38.1, 5). Ele nos proíbe de condenar o inocente, embora Jesus tenha sido entregue de acordo com o plano e o pré-conhecimento de Deus (At 2.23; 3.18; 4.28). Deus não deseja o pecado, está longe da iniquidade; ele o proíbe e pune severamente, mas o pecado existe e está sujeito ao seu governo (Êx 4.21; Js 11.20; 1Sm 2.25; 2Sm 16.10; At 2.23; 4.28; Rm 1.24, 26; 2Ts 2.11; etc.). Ele deseja a salvação de todos (Ez 18.23, 32; 33.11; lTm 2.4; 2Pe 3.9), mas tem misericórdia de quem quer e endurece a quem lhe apraz (Rm 9.18). (Herman Bavinck).