Igreja Presbiteriana do Brasil - Colônia Treze/Lagarto-SE

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03/10/2019

JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

Posição da igreja católica Romana e a Posição reformada (Bíblica).

Como o homem pecador pode ser justificado diante de um Deus Santo, Justo e Bom?

Durante a reforma protestante um dos argumentos mais relevantes foi o Sola Fide, somente a fé. Martinho Lutero foi contra a posição católica romana, afirmando que o homem é justificado pela fé somente, sem adição de obras ou méritos humanos, sendo assim a salvação um dom de Deus.

A posição católica romana: Muitos erram ao afirmar que a igreja católica romana não pregavam a justificação pela fé. A Igreja católica romana do Século XVI já acreditava que a salvação era pela fé, pela graça e por Cristo. Esta Igreja inclusive combateu Pelágio através do monge Agostinho de Hipona e o condenou por heresia ao afirmar que a fé, a graça ou Cristo não eram necessários para a justificação do homem. A diferença é que eles não acreditam que seja somente pela fé, somente pela graça e somente por Cristo. Eles combinam acrescentando outros elementos: Fé + Obras = Justificação; Graça + Mérito = Justificação; Cristo + Eu mesmo e minha retidão = Justificação.

Os reformadores se opuseram a esses acréscimos respondendo: “Não, nossas obras não contam para a nossa justificação. Não temos mérito algum em nossas obras para a salvação. Não existe nada em nós ou que nós façamos que possa acrescentar ao sacrifício de Cristo para a nossa justificação."

Para os católicos romanos a fé é a iniciação, fundamento, raiz da justificação. Precisando o homem se manter justificado por suas obras. A justificação começa com o sacramento do batismo, segundo eles o batismo é o instrumento usado por Deus, a pessoa batizada é infundida pela graça justificadora, porém após o batismo a pessoa precisa cooperar com essa graça infundida pelo batismo, estando assim em um estado de justificação. Essa justificação é perdida se o fiel cometer um pecado mortal, esse pecado mortal mata a graça que foi derramada no batismo e que habita no fiel, perdendo o estado de justificação. O fiel precisa ser re-justificado, mas não mais pelo batismo, mas agora por um segundo sacramento, a penitência, esse sacramento é para aqueles que perderam a graça e a justificação recebida no batismo. *1

Conclusão: na doutrina católica romana da justificação, o fiel é justificado instrumentalmente pelos sacramentos: batismo e penitência.

Os reformadores respondeu a essa heresia com: "A causa da justificação não é o batismo, não é a penitência, é a fé em Cristo somente, esse é o instrumento para sermos aceitos na presença de um Deus Santo, Justo e bom.

Sola Fide
Soli Deo Gloria

Por Thiago da Silva Vieira.

Fonte: 1* Catecismo da igreja católica, J.9

26/09/2019

A PROVA DO GRANDE AMOR DE DEUS POR PECADORES.



Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3: 16.

João 3. 16 é um dos versículos mais conhecidos da Escritura. Ele fala de maneira objetiva sobre o maravilhoso amor de Deus pelo mundo. Como podemos ter a certeza de que Deus ama os crentes de todo o mundo com amor intenso e incomparável? Quais são os intensificadores desse amor? Nesse versículo conhecemos a base da nossa salvação. Como Deus pode salvar pecadores merecedores da ira dele? A resposta é porque Deus é amor. Jesus diz que Deus amou o mundo de “tal maneira”, isso significa que Deus amou o mundo de maneira intensa, grandiosa, incomparável. Nesse texto vemos quatro intensificadores do amor de Deus.

1. O Autor desse amor: Deus. O amor de Deus é grande porque Deus é grande. Deus é o autor da salvação. É Deus quem escolhe salvar o homem e não o homem que escolhe Deus. Deus decide amar o homem, não é o homem que conquista o amor de Deus. Não havia nada em nós para atrair o amor de Deus, Ele ama porque Ele é amor. Deus é auto-suficiente, isso significa que Ele é satisfeito em si mesmo. Ele não precisa da criação para ser completo.
Ele é aquele que os céus e até o céu dos céus não podem conter. Ele é o soberano que faz todas as coisas de acordo com a sua vontade. Deus é criador e sustentador de todas as coisas. Isso significa que Deus não precisa de nós para nada.
Isso nos liga ao segundo intensificador do amor de Deus. Por que o amor de Deus é grande?

2. O objeto desse amor: o mundo. “Deus amou o mundo.” Mundo não significa as plantas, nem os animais, mas Pessoas. Deus amou a raça humana de forma intensa. Mundo não significa cada indivíduo do mundo, pois, no versículo 36 diz que alguns recebem a ira e não o amor de Deus. Jesus está conversando com um judeu chamado Nicodemos. Os judeus eram orgulhosos e criam que Deus amava somente a nação de Israel, por isso eles desprezavam os gentios. Porém, Jesus está dizendo para Nicodemos que Deus amou não somente Israel, mas amou e enviou seu Filho para que fosse morto, e com o seu precioso sangue comprasse para Deus, homens de toda “tribo, e língua,povo e nação; "Apocalipse 5: 9. O amor de Deus pelo mundo é grande não porque o mundo é grande ou, porque no mundo tem muitas pessoas, mas porque o mundo é mal e Deus é bom. Deus não amou pessoas boas que mereciam o amor dele. Deus amou o mundo que é seu inimigo. Nós eramos como ovelhas desgarradas, com o coração enganoso e desesperadamente corrupto. Éramos por natureza, filhos da ira que desde o ventre materno éramos perversos e que desde o nascimento praticamos a mentira. Todos pecaram e destituídos estavam da glória de Deus e merecíamos o salário do pecado que é a morte. MAS, mesmo assim Deus amou o mundo. Ele nos amou não porque éramos amáveis, mas mesmo sendo não amáveis. O amor de Deus é incondicional, gracioso, imerecido. O amor de Deus é grande.(Romanos 5: 6-8).

Alguém disse para Charles Spurgeon: “Não consigo entender porque Deus pode odiar Esaú.” Charles Spurgeon respondeu: “Isso eu não tenho dificuldade de entender, minha maior dificuldade é entender como Deus PODE TER AMADO Jacó”.

3. Terceiro intensificador do amor de Deus: a Dádiva, seu Filho unigênito. Deus deu seu único filho, que significa único digno de ser amado. DEUS não tinha outro filho, ele tinha somente um. Esse foi o preço pago pela nossa salvação, o Filho unigênito. Deus Pai não deu algo sem valor, algo que ELE não amava, mas deu o seu melhor, o que ele tinha de mais precioso, seu único e amado Filho. Não foi nada corruptível como ouro, prata ou pedra preciosa, mas seu Filho que possui infinito valor. Desde toda a eternidade já existia a relação de amor entre o Pai e o Filho. O Filho estava no Pai, e o Pai, nele; e os dois eram um. Desde Sempre, o que o Pai amava era o Filho, o que o Filho amava era o Pai, unidos com um amor perfeito, eterno, imensurável, imutável (João 17).
Deus se refere a Jesus nos evangelhos como o Filho amado em quem ele se alegra (Mateus 3:17). Mas, Deus em uma aliança eterna com seu Filho o envia a este mundo. Deus torna-se homem na pessoa de seu Filho, humilhando-se a si mesmo até a morte na cruz. Nasceu numa manjedoura porque não tinha lugar para ele na hospedaria. Ele sofreu igual a nós, mas sendo perfeito não pecou. Foi perseguido, zombado, cuspido, traído, negado e abandonado pelos seus discípulos, julgado e condenado injustamente. Ele foi abandonado por todos e na cruz sofreu a mais terrível dor: a separação do seu Pai. O Filho amado foi desamparado pelo Pai porque estava levando o nosso pecado, e o pecado separa o homem de Deus. Cristo estava nos substituindo, sendo condenado em nosso lugar, ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa dos nossos pecados; o castigo que nos traz a salvação caiu sobre ele. Ele recebeu o nosso salário, A MORTE. Tão grande é o amor do Filho, tão grande é o amor do Pai pelo mundo que nem a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós pecadores(1João 4:10; Romanos 8.32).
Deus prova o seu amor por nós através da morte do Cristo na cruz que ao terceiro dia ressuscitou, pois, o poder da morte não podia detê-lo. Ele ressuscitou para ser o nosso Senhor e Juiz. Isso significa que sua vida pertence a ele e chegará o dia em que todos irão comparecer diante do tribunal de Cristo. Cristo é o bem mais precioso que Deus nos deu.

4. O propósito: O amor de Deus é grande por causa do seu propósito em enviar seu Filho unigênito ao mundo para morrer por pecadores “para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” O propósito de Deus é nos salvar e não condenar (Jo 3.17). Porém, Merecíamos perecer, sermos condenados. O AMOR de Deus é grande porque ele não dar o que merecíamos (isso é misericórdia), e nos dar o que não merecíamos (isso é graça). Merecíamos perecer debaixo da sua ira, mas ele nos salva nos dando o seu amor.

Um duplo propósito: a) Grande livramento: “não perecer”. Nem todos serão salvos. A morte de Cristo não salva a todos. Essa estória universalista de que Deus dará um jeitinho no final salvando a todos é mentira. Existem dois destinos, céu ou inferno, para a humanidade. Os que creem receberam vida eterna nos céus, os que não creem perecerão eternamente no inferno. Cristo divide a humanidade em dois grupos, não existe campo neutro, ou você está de um lado, ou está do outro. Ou você está do lado dos que creem e tem a vida eterna, ou você está do lado dos que rejeitam Cristo e parecem. Muitos perecerão, pois, Deus enviou seu filho ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz.
b)" Vida eterna": O segundo propósito é a Vida eterna. Isso não significa apenas quantidade de vida, mas qualidade. As pessoas viverão eternamente em algum lugar, umas no inferno sofrendo a ira de Deus, outras nos céus desfrutando do amor de Deus. Deus enviou seu filho ao mundo para que tenhamos vida em abundância, vida plena, vida eterna na presença de Deus que é a fonte de toda a felicidade. O amor de Deus nos dará um lugar onde não haverá mais mortes, dor, choro, pecado, maldição. Um lugar onde iremos servir e adorar a Deus com nossos irmãos para todos todo o sempre.

Você já provou esse amor? Você já recebeu Cristo como seu salvador? Já se arrependeu dos seus pecados? Você já creu nele? A salvação não é recebida como fruto do merecimento, mas como resultado da graça mediante a fé. A salvação não é dada àqueles que se julgam santos nem àqueles que praticam boas obras com o propósito de alcançarem o favor de Deus.
A salvação é para pecadores, oferecida gratuitamente àqueles que creem em Cristo. Você não precisa buscar mais evidências do amor de Deus por você; ele já provou esse amor, em grau superlativo, de forma real e sacrificial na cruz. Cristo é a prova do amor de Deus. Ele veio salvar pecadores, ele não veio salvar os bons, mas salvar os maus. Ele é amigo de pecadores. Ele promete que aquele que vai até Ele de maneira nenhuma o lançará fora. Ele recebe, justifica, adota, santifica e glorifica pecadores. Transforma homens indignos em príncipes herdeiros de todas as bênçãos de Deus. Esse é o amor de Deus. Essa é a maior prova do amor de Deus, Cristo.

Soli Deo Gloria

Por Thiago da Silva Vieira

24/09/2019

AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO NÃO É O EVANGELHO. COMO ASSIM?

“Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mateus 22:36-40

Há muitas pessoas que professam o cristianismo e acreditam que o Evangelho é o esforço humano para cumprir os mandamentos do amor dados por Cristo nesses versículos. E que fazendo dessa forma serão salvos no final de suas vidas. Será isso verdadeiro? De maneira nenhuma! Acreditar que Jesus diminuiu as exigências da lei para que a salvação fosse alcançada, eram dez e agora são apenas dois mandamentos, é um erro mortal. Jesus Cristo não diminuiu as exigências da lei, mas resumiu. Amar a Deus e ao próximo sempre foram exigências da lei tanto na Antiga Aliança quanto na Nova Aliança (Levítico 19:18). Amar a Deus e ao próximo não é o Evangelho, mas lei. O padrão de perfeição da lei é o mesmo em ambas as Alianças, sendo assim impossível de alguém alcançar com seus próprios esforços (Romanos 3:20;4:1-4).

Jesus nos manda amar não somente quem nos faz o bem, mas também nossos inimigos (Lc 6.27). As exigências não diminuíram. Por causa da nossa natureza caída, não conseguimos sequer amar perfeitamente alguém que nos faz o bem, quanto mais quem nos faz o mal. Infelizmente muitos vivem na ilusão que serão justificados por serem amorosos nessa vida, basta amar para agradar a Deus. O problema é que ninguém ama como exigido por Deus.

Supomos que uma pessoa estranha estivesse em um incêndio em um prédio e também um animal de estimação que você tanto ama, ou qualquer objeto que você tem um grande apreço. Podendo salvar somente um, quem você salvaria? O estranho ou aquilo que traz algum benefício para você?

Vamos aumentar a dificuldade, você arriscaria a sua vida para salvar um estranho que não tem nenhum significado para você? Exemplo: Stallin, Hi**er ou qualquer outra pessoa que você considera muito má, ou te fez algum mal? Se você pudesse salvar apenas um, algo que te traz satisfação ou um inimigo, quem você salvaria? Difícil, né? Jesus diz que quando nos iramos com alguém sem motivo cometemos homicídio em nosso coração. Isso é deixar de amar. O problema não está simplesmente nos atos, mas no coração. Jesus resumiu os Dez Mandamentos em Dois mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”
(primeiros quatros mandamentos da lei); E: ”Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (os seis últimos mandamento da lei).

Se amamos qualquer outra coisa mais do que a Deus (idolatria), então quebramos o primeiro e grande mandamento. Tudo que amamos mais do que a Deus é pecado e somente um pecado já nos condena diante de Deus. Porém, alguém pode dizer que ama a Deus, mesmo falhando em amar o próximo. Mas isso é impossível (1 João 4:7-8). Nesse caso não amar o próximo é o mesmo que amar a si mesmo mais do que a Deus, porque Deus nos manda amar o nosso próximo e quando desobedecemos a Deus estamos deixando de amar a Deus em primeiro lugar (João 14:15,21).

Quando deixamos de amar o nosso próximo, é porque amamos a nós mesmo acima de Deus. Já nascemos amantes de nós mesmos, visamos sempre o nosso bem próprio em primeiro lugar. A resposta do porquê pecamos procede de entender esse amor-próprio.

Por que não perdoamos? Porque pensamos que merecemos ser mais valorizados pelas pessoas que nos ofendem. Por que temos inveja? Porque pensamos que merecemos possuir mais ou semelhante ao que o outro possui. Por que muitas vezes não exortamos alguém que pecou (Mateus18:15)? Porque amamos muito a nós mesmos e não queremos perder as amizades e seus benefícios. Exortar alguém em pecado é demonstrar amor por ele, pois, visa o seu bem eterno. Dessa forma, não perdoar, invejar e não exortar o nosso próximo é desobedecer a Deus que nos ordena a fazer tudo isso.

Quando não amamos o próximo é porque amamos a nós mesmos e quando amamos a nós mesmos não amamos a Deus, que é digno de ser glorificado através das nossas vidas obedientes. Quando não amamos o próximo como exigido quebramos o segundo e também o primeiro mandamento que foram resumidos por Jesus.

Logo, é impossível cumprir esses mandamentos para sermos salvos, pois, quebramos não somente um mandamento, mas todos os mandamentos da Lei de Deus. Jesus não resumiu a lei para que ficasse mais fácil de cumpri-la para sermos salvos por ela, dois mandamentos ao invés de dez, pois, continua sendo a Lei e ninguém será justificado pelas obras da lei (Rm 3.20; Gl 3.1), a lei serve para revelar o nosso pecado (a lei diz para você salvar aquele estranho no incêndio ao invés de seu animal ou objeto) e assim nos mostrar que precisamos de um salvador. (Gl 3.24,25).

Nós não nos aproximamos de Deus por cumprir a lei, pois, a lei nunca foi e nunca será a mediadora entre Deus e os homens. Nunca nenhum pecador amou ou irá amar a Deus e a seu próximo com a perfeição que é exigida. O que define o Evangelho não é o nosso amor por Deus, mas o amor de Deus por nós. Somente Jesus Cristo amou a Deus e a seu próximo de maneira perfeita, essa é a boa notícia da salvação, o Evangelho.

O Evangelho é a boa notícia de que mesmo o homem estando sob a condenação da lei (não amando perfeitamente). Deus amou pecadores antes da fundação do mundo e enviou seu único Filho, Jesus Cristo para que amasse perfeitamente a Deus e aos homens e fosse condenado em lugar de todo aquele crê.
Jesus não veio ao mundo para dar um código moral que todos pudessem cumprir e serem salvos. Ele veio para salvar transgressores da lei de Deus. O Evangelho é o que Jesus Cristo fez em nosso lugar. Ele realizou o que jamais poderíamos realizar. Ele amou perfeitamente do início ao fim (Fp 2:5-8). Ele nos ensinou como andar em amor. Agora, nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.

Somos aceitos, amados e justificados por Deus não por amar a Deus e ao próximo, mas unicamente pela graça mediante a Fé em Cristo Jesus que amou perfeitamente.

Isso não que dizer que os Cristãos não tem a capacidade de amar. Somos capacitados pelo Espírito Santo a amar como Jesus amou. Mas, muitas vezes falhamos nisso. Mas não ficamos desanimados, antes progredimos para o alvo que é a perfeição em Cristo Jesus. Mesmo o nosso amor sendo falho agrada a Deus, pois fazemos isso unidos a Cristo pela fé.

Quanto a sua resposta sobre quem você salvaria no incêndio não importa, pois, quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas uma das suas ordenanças, torna-se culpado de quebrá-la integralmente.(Tg 2.10). O perdão para todos os que são culpados e o poder para andar em amor está somente em Cristo Jesus.

Soli Deo Gloria.

Thiago Da Silva Vieira

21/09/2019

VOCÊ TEM MEDO DO FUTURO? JESUS CRISTO, O ÚNICO HOMEM QUE SABIA O PRÓPRIO DESTINO, MAS NÃO DESISTIU.

O QUE ISSO TEM A VER COMIGO?

“O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não fui rebelde, nem me retirei para trás. Ofereci minhas costas aos que me feriam, e minha face aos que me arrancavam a barba; não escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam. Pois, o Senhor Deus me ajuda; portanto, não me sinto confundido; por isso pus o meu rosto como um seixo, e sei que não serei envergonhado.”(Isaías 50.5-7).

A ansiedade é a falta de confiança nas promessas de Deus que são reveladas na Escritura. Deus nos encheu de promessas por toda a Bíblia para que a nossa Fé não vacilasse, mas para que fosse fortalecida, pois, ele é fiel para cumprir o que prometeu.

Quais são os seus medos quanto ao passado, presente e futuro? Muitas vezes confiamos em nossos esforços como fonte de segurança e descanso quanto a questões básicas da vida. Mas o homem não é uma rocha inabalável. Nossas melhores esforços não garantem a nossa segurança.
Muitas vezes planejamos, mas não acontece como planejado, pois, não controlamos as circunstâncias. O futuro é uma incógnita para nós.

A Bíblia nos exorta a não ficarmos antecipando o futuro como que se estivéssemos no controle das nossas vidas. Devemos confiar nas promessas de Deus (Mateus 6:25-34). Você gostaria de saber o que vai acontecer com você e com as pessoas que você ama, no futuro? Creio que isso seria desesperador se esse futuro reservasse algumas aflições. Nós não sabemos o nosso futuro, não sabemos o que nos acontecerá daqui a um segundo, muito menos no futuro mais distante. O livro onde foi escrito o nosso destino pertence a Deus (Sl139;Jó14:5). Ele decretou todas as coisas, todos os detalhes da nossa existência. Porém, esse conhecimento pertence a Ele. As coisas encobertas pertencem ao Senhor, a nós
pertencem as coisas reveladas na Escritura e devemos viver por elas, confiando na providência de Deus que faz todas as coisas cooperarem para o nosso bem.(Rm 8.28).

O nosso Senhor Jesus Cristo é o nosso modelo, nosso maior exemplo sobre confiar em Deus quanto ao nosso destino. Porém, diferente de nós, o nosso Senhor Jesus Cristo foi único homem que sabia do seu destino. Ele mesmo sendo Deus também era homem semelhante a nós. Diante dele estava revelada a sua própria vida, sua missão, o que e como ele haveria de sofrer. Ele sabia que tinha vindo não para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos (MT.20:28). Ele é o bom Pastor que dar a vida pelas ovelhas(João.10).

Toda vez que Ele abria a Escritura Sagrada lia a sua história relatada em detalhes. Os seus sofrimentos e morte foram profetizados séculos antes de acontecer. Com certeza, Jesus ao ler Isaías, viu o seu o destino:
“Ofereci minhas costas aos que me feriam, e minha face aos que me arrancavam a barba; não escondi o meu rosto dos que me afrontavam e me cuspiam.” Isaías 50: 6. “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; “Isaías 53: 4, 5, 10. Ele sabia que iria ser zombado, agredido, cuspido, traído, negado, abandonado por todos, inclusive pelo PAI e morto em uma Cruz substituindo os que creem nele.(Sl 22.1; Zc 13:7; Sl 41:9; Sl 22.15-18). A Morte de Cristo não foi uma surpresa, não foi uma frustração nos planos de Deus. A morte de Cristo fazia parte da missão dele aqui na terra. Ele nasceu para morrer, foi para isso que ele veio. Cada passo que Cristo dava, desde o seu nascimento era um passo em direção a Cruz. Cada Palavra que saia de sua boca tinha como o alvo a Glória de Deus, seu amor pelos pecadores. Sua agenda estava determinada pelo Pai desde a eternidade. Ele é o “Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo.” (Ap13: 8).

Jesus esperava que todos os escritos do Antigo Testamento, a respeito dele, se cumprissem totalmente. Jesus não somente prediz esses acontecimentos da Escritura, como também mostra quando eles se cumprem durante a sua vida. O que aconteceu com Jesus foi determinado pelo Pai.

Jesus sabia o futuro que o aguardava: “Tomando consigo os doze, disse-lhes Jesus: “Eis que subimos para Jerusalém, e vai cumprir-se ali tudo quanto está escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao Filho do Homem; pois, será ele entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado e cuspido; e, depois de o açoitarem, tirar-lhe-ão a vida; mas, ao terceiro dia, ressuscitará” (Lc 18:31-33). Porém, mesmo sabendo de detalhes a respeito de sua história cheia de dores, sofrimentos e terrível morte, entre os homens, nada disso o fez desistir de sua missão. Quanta coragem teve o nosso Salvador, quanto amor pelo Pai e por nós estavam envolvidos em sua missão!

Jesus ao invés de ficar com medo, confiou, entregou sua vida nas mãos do Pai. Mas o que levou Cristo ser obediente até a morte na cruz?
“O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não fui rebelde, nem me retirei para trás. (Isaías 50. 5). “O Senhor Deus é o meu protetor, por isso não fui confundido... e sei que não ficarei envergonhado. ” Isaías 50: 7. O nosso Senhor sabia dos seus sofrimentos, mas também sabia da sua exaltação, e isso o fez ficar firme: “O qual, pela alegria que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha e está assentado à direita do trono de Deus(Hebreus 12: 2). Ele veria o fruto do trabalho da sua alma, e ficaria satisfeito; pois, com o seu conhecimento justificaria a muitos... (Isaías 53: 11). Pois,” convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória.” (Lc 24:25-27). Cristo confiou nas promessas do Pai, Ele não olhou para as circunstâncias, mas para a fidelidade de Deus.

Cristo é a maior motivação para vivermos a cada dia confiando na suficiência da graça de Deus, sabendo que Deus prometeu que cuidaria de cada dos seus filhos (Fp 4.19 19; Pedro 5:7). Confiamos e não recuamos em incredulidade olhando para Cristo, nosso modelo, autor e consumador da nossa Fé, que mesmo sabendo por antecipação de todos os sofrimentos que haveria de passar, não recuou por amor a nós e para a Glória de Deus. Não é pelo nosso poder, mas pelo poder de Deus que estamos seguros.
Você vai confiar em Cristo que é o Sim das promessas de Deus para nós ou vai continuar na incredulidade?

Soli Deo Gloria

Por Thiago da Silva Vieira

17/09/2019

TODOS OS SOFRIMENTOS SÃO CONSEQUÊNCIAS DE PECADOS?

Texto base: Jó 4. 7,8 : Lembra-te agora disto: qual o inocente que jamais pereceu? E onde foram os retos destruídos? Conforme tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam o mesmo. - Bíblia JFA

Jó estava enfrentando um terrível sofrimento. Havia perdido seus bens, sua família e sua saúde. Deus não atribuiu nenhum pecado ao sofrimento de Jó ( Jó 2.3). O que Jó estava sofrendo não era resultado de suas obras ou nenhum castigo por algum pecado cometido.

Os amigos de Jó foram visita-lo e após sete dias de silêncio; Eliafaz, um dos três amigos de Jó, resolveu falar. Começou gentilmente falando que Jó era um homem sábio, porém Elifaz não falou com sabedoria ao interpretar o Sofrimento de Jó, Elifaz o acusou de ter cometido algum pecado grave, pois estava sofrendo e certamente recebendo o castigo de Deus, para ele toda consequência há uma causa, ele estava simplificando o padrão Divino de castigo: "o justo prosperará, o ímpio sofrerá". Mas nem sempre esse raciocínio funciona na experiência humana com o sofrimento.
Elifaz estava tentando compreender o sofrimento de Jó segundo a perspectiva de que tudo que plantamos colhemos. É verdade que quem semeia pecado colherá o castigo ( Hb 2.2, Gl 6.7-9, 1 Pe 3.12), ele estava parcialmente certo, mas nem tudo que colhemos é resultado do que plantamos (2 Co12.7-10), pois o justo também sofre e o ímpio também prospera (Sl 73.3). Sabemos que Deus tem propósitos no sofrimento do Justo (Rm 8.28). Por isso é errado afirmar, acusar que todos os sofrimentos é resultado de pecado semeado( Jo 9.1-3), como fazem os teólogos da "teologia da prosperidade" que atribui pecado à pobreza, doenças e a todos os infortúnios na vida do ser humano. Eles são os amigos de Jó da atualidade, pois coloca todo sofrimento do crente como consequência de pecado, assim como esses estavam errados, aqueles também estão, pois Jó era justo, mas sofreu.

Deus tem bons propósitos para o Sofrimento do Crente, devemos confiar e descansar na sábia providência de Deus em nos conduzir segundo a Sua vontade.

Elifaz errou pois estava substituindo a teologia por uma lógica simplista, o conhecimento das coisas de Deus não é obtida por investigação natural, o que Deus não revela em sua Palavra não temos como sabermos nem entendermos (Dt 29. 29).

Quando a sabedoria humana falha em entender os planos de Deus em nosso sofrimento e todas as ações de Deus nesse mundo, devemos apenas confiar em sua sabedoria em conduzir todas as coisas de acordo com Sua vontade, que é boa, justa, sábia e que contribuirá para o nosso bem maior que é nos conformar a imagem de seu perfeito filho, nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.28,29). A confiança em nosso Senhor e Redentor Jesus Cristo é a resposta mais sábia para as aflições desta vida(Jó 19. 25). Precisamos entender que Cristo sendo justo, sem pecado foi afligido de tal maneira que nenhum homem jamais sofreu, a ira de Deus por nossos pecados( Is 53. 5). Por causa do sofrimento dele, somos salvos do sofrimento eterno.
No final dessa historia Deus disse que os amigos de Jó estavam errados e recompensou Jó pela sua perseverança em meio ao Sofrimento (Jó 42.7-17).

Conclusão: 1. A sabedoria humana é falha em compreender todos os desígnios Deus. Por isso precisamos da Sua revelação na Escritura Sagrada.

2. Quando não temos respostas para o Sofrimento, devemos confiar na soberania e misericórdia de Deus.

3. Ninguém deve julgar a espiritualidade de outra pessoa baseado nas aflições ou bençãos que essa pessoa tem em sua vida.

Por Thiago da Silva Vieira

27/02/2019

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