Ilê Axé Opô Ogunjá

Ilê Axé Opô Ogunjá Candomblé Sítio destinado ao cultos dos orixás, em especial à Ogun, o dono do terreiro.

Festa das YabásIlê Axé Opô OgunjáJuquitiba-SP 03/12/2022
04/12/2022

Festa das Yabás
Ilê Axé Opô Ogunjá
Juquitiba-SP
03/12/2022

Láarõyè Èsù! (O bem falante e comunicador)Em nada se assemelha ao diabo cristão, pois não está em oposição a Deus. Foi a...
14/11/2022

Láarõyè Èsù! (O bem falante e comunicador)

Em nada se assemelha ao diabo cristão, pois não está em oposição a Deus. Foi assim identificado por ser astucioso, provocador, indecente ao se apresentar para dançar com demonstrações de sexualidade. É o fiscalizador do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. Recebe as oferendas em primeiro lugar a fim de exercer suas funções de mensageiro e assegurar que tudo correrá bem.

BENISTE, J. As Águas de Oxalá. Rio de Janeiro-RJ: Bertrand Brasil, 2002. p. 104
Foto: Exu - por João Bernardi
Ilê Axé Opô Ogunjá
Juquitiba-SP

Um Babalorixá ou uma Iyalorixá são sujeitos institucionais, ou seja, não são indivíduos comuns. Eles representam uma ins...
27/10/2022

Um Babalorixá ou uma Iyalorixá são sujeitos institucionais, ou seja, não são indivíduos comuns. Eles representam uma instituição.
Pastores, padres, lideranças eclesiásticas representam a instituição que os legitimam e defendem as suas instituições histórica, cultural e política.
Pais e mães de santo também são sujeitos institucionais, por isso a posição política destas lideranças deve se dar no sentido de proteger e fortalecer a instituição que representam.
Quando, politicamente, abrem mão da proteção e do fortalecimento institucional do que deveriam representar, abrem mão também da própria grandeza e legitimidade do lugar ocupado.
Uma liderança religiosa possui prerrogativas, inclusive jurídicas, diferentes de um cidadão comum. Uma liderança religiosa tem um compromisso com a sua comunidade e com a história/princípios e perpetuação da sua religião.
O terreiro é afroindígena, e nesse sentido, uma liderança de terreiro, sujeito institucional, não deveria apoiar políticos genocidas, ra***tas, contra os povos originários, contra a natureza, contra as mulheres, contra a vida.
A institucionalidade do cargo ocupado não permite esta liberdade, ou seja, não permite que, na individualidade, apoie ou se vote contra a própria vida e existência da instituição. Porque não há mais individualidade. Isso pela institucionalidade, no nível jurídico, e pelo fato de ser agora um corpo expandido pela ancestralidade afroindígena que a liderança representa ou deveria representar.
Em alguma medida, quando algumas denominações cristãs assumem a política da extrema-direita como mais apropriada a eles, alegam estar seguindo os princípios cristãos, ou seja, princípios institucionais e cabe a institucionalidade de uma liderança de terreiro defender a comunidade como um todo, compreendendo que o terreiro é espaço histórico ancestral de aquilombamento prioritariamente dos subalternizados e marginalizados.
Mãos que batem paó, não votam em homofóbico, ra***ta e misógino.
Texto do Prof. e Babalorixá Sidnei Nogueira.
Sou o Babalorixá Cristiano Ribeiro, Ogún Ipemí, filho de Obaraìyn de Xangô, e minha posição política é essa, pela vida, pelo respeito, pela igualdade e todo tipo de amor.

Crianças no CandombléAs crianças que compõe a comunidade do Candomblé tem fundamental importância na manutenção e perpet...
29/09/2022

Crianças no Candomblé

As crianças que compõe a comunidade do Candomblé tem fundamental importância na manutenção e perpetuação do axé. No passado, me deparei muitas vezes com líderes religiosos do Candomblé que mantinham o conceito de que criança não poderia ser iniciada por serem muito novas, por não saberem o que a religião representava, ou pior: “O que os amiguinhos da escola irão pensar de meu filho?” Muitas vezes esses líderes davam mais importância ao batismo cristão para as crianças do que ao vinculo com os Orixás, por ignorância ou mesmo preconceito com sua própria fé, se é que tinham fé.
Devemos nos lembrar de que nossa crença se baseia na continuidade, que nascemos sempre na mesma família, seja do axé ou consanguínea, e uma criança pode ser um ente que retorna para o seio de sua família. Portanto incentivar e manter essa criança no axé, através da iniciação, é perpetuar a memória e força ancestral.
A criança iniciada está vinculada com o sagrado, com a ancestralidade, com o berço africano, reforçando sua identidade afro-religiosa. Além da educação também orientada e valorizada pelos mais velhos como tios, primos, avós de axé, a criança se diverte por meio das cantigas, das danças, das representações, das tarefas e do idioma praticado na comunidade, e isso não a força a ser adulto antes do tempo, ao contrário, o terreiro de Candomblé proporciona espaços muito adequados para que os pequenos brinquem, criem, interejam, corram, tenham contato com a natureza e tenham uma vida muito mais saudável com o privilégio de estarem desligados dos estímulos digitais que os entretém o tempo inteiro fora do axé.
Que os Ibejis os abençoem, que as crianças estejam sempre presentes em nossas vidas.
Axé,
Ogún Ipemí

Na foto: Isabela e Bento
Ilê Axé Opô Ogunjá
Juquitiba-SP

Nosso saudoso Pai Agildo de Omolú conduzindo os Yaôs no dia do panã.Ilê Axé Opô OgunjáJuquitiba-SP Agosto/2013
31/08/2022

Nosso saudoso Pai Agildo de Omolú conduzindo os Yaôs no dia do panã.
Ilê Axé Opô Ogunjá
Juquitiba-SP
Agosto/2013

OlubajéIlê Axé Opô OgunjáJuquitiba-SP fotos:
21/08/2022

Olubajé
Ilê Axé Opô Ogunjá
Juquitiba-SP
fotos:

Fogueira de Xangô
31/07/2022

Fogueira de Xangô

A colaboração de Exu é indispensável,  não só para mobilizar os ritos, mas também porque é o único capaz de transportar ...
18/07/2022

A colaboração de Exu é indispensável, não só para mobilizar os ritos, mas também porque é o único capaz de transportar e fazer as divindades aceitarem as oferendas, mantendo a harmoniosa relação entre os humanos e os Orixás.

foto: Casa de Exu - Ilê Axé Opô Ogunjá
Juquitiba-SP

MariwoFolhas desfiadas do dendezeiro (igí òpè), usadas nas vestimentas de Ogum, também tem função delimitador nos espaço...
16/02/2022

Mariwo
Folhas desfiadas do dendezeiro (igí òpè), usadas nas vestimentas de Ogum, também tem função delimitador nos espaços sagrados do terreiro, protegendo contra perturbações espirituais.
Ilê Axé Opô Ogunjá
Juquitiba-SP
foto:

YaôsOgum, Oxossi e OmolúIlê Axé Opô Ogunjá
14/02/2022

Yaôs
Ogum, Oxossi e Omolú
Ilê Axé Opô Ogunjá

Ògún, aquele que toma a vanguarda, aquele que vai na frente dos outros, o que precede, o converte no símbolo do primogên...
13/02/2022

Ògún, aquele que toma a vanguarda, aquele que vai na frente dos outros, o que precede, o converte no símbolo do primogênito que, através de sua agressão, de seu facão, abre o caminho para quem o segue. É um desbravador em todo o sentido do termo. A imagem que seus mitos nos transmitem nos conduz a associá-lo à do homem pré-histórico, violento e pioneiro.
Ele caça e inventa as armas e as ferramentas, primeiro de pedra, depois de ferro.
Depois de ter sido um destemido caçador, conhecedor dos segredos da floresta, ele se fez ferreiro e soldado. Está associado àquela remota época em que o caçador foi a vanguarda da civilização.
Está representado por um conjunto de sete ou nove ferramentas de ferro, do tipo fabricado pelos antigos ferreiros Yorùbá.

SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2002. p. 93
Foto: - Assentamento de Ogum

OxumAs Águas de OxaláIlê Axé Opô OgunjáJuquitiba-SPFoto:
01/02/2022

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