Energia de Aruanda

Energia de Aruanda Umbanda é uma religião brasileira formada através de elementos de outras religiões como o catolicismo, espiritismo e ainda da cultura africana e indígena.

25/01/2023
13/03/2021

Filhos de Fé

Não adianta arruda, se a negatividade está na gente.
Não adianta manjericão se a falta de fé é nossa.
Não adianta louro se o descontrole financeiro é nosso.
Não adianta pinhão roxo, se o ódio habita nosso coração.
Não adianta malva rosa, se não tratamos bem o nosso semelhante.
Não adianta o pé de pimenta na entrada da casa, se a cobiça pela vida alheia começa por você.

Não adianta sal grosso, se você não aprende a deixar de lado tudo aquilo que te machuca, te decepciona, te diminui.

Realmente não adianta!

PAI NOSSO NA UMBANDAPai Nosso que estais nos céus, nos mares, nas matas e em todos os mundos habitados;Santificado seja ...
01/03/2021

PAI NOSSO NA UMBANDA

Pai Nosso que estais nos céus, nos mares, nas matas e em todos os mundos habitados;

Santificado seja o teu nome, pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos.

Que Teu reino, reino do bem, do amor e da fraternidade, nos una a todos e a tudo que criaste, em torno da sagrada cruz, aos pés do divino salvador e redentor.

Que Tua a vontade nos conduza para o culto do Amor e da Caridade.

Dá-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para o nosso sustento material e espiritual; e a vontade para sermos virtuosos aos nossos semelhantes.

Perdoa-nos, se merecermos, as nossas falhas e dá-nos o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendem.

Não nos deixeis sucumbir ante as lutas, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria.

Envia Pai, um raio da Tua divina complacência, luz e misericórdia, para os teus filhos pecadores que aqui habitam pelo bem da humanidade.

Assim seja, em nome de Deus Olorum, de Oxalá e de todos os mensageiros de Luz da Umbanda.

Axé!
19/07/2020

Axé!

MEDIUNIDADE NA UMBANDA.

Indispensável o estágio preliminar na assistência, período de observação pelo médium, do terreiro a que se propõe vincular, sem ter um tempo preciso estipulado, mas sempre um período necessário e justo para que a confiança do futuro adepto sustente sua decisão de fazer parte da corrente – escolha suficientemente robusta para que não paire quaisquer dúvidas. Somos contrários a pressões do tipo: se não assumir tarefa sua vida vai para trás; você é um espírito endividado; seus guias estão cobrando seu compromisso pactuado; fora da caridade não há salvação... Entre outras sentenças que obrigam o médium a cair numa armadilha, escolhendo uma troca que o beneficiará em vez de verdadeiramente conscientizá-lo do sentimento sincero e na vontade serena de doar-se incondicionalmente.

- do livro O TRANSE RITUAL NA UMBANDA
Norberto Peixoto
https://www.livrariadotriangulo.com.br/

30/04/2020

Quase findando Abril.

Um ABRIL, Que não abriu...
Um ABRIL que tudo fechou.. portas, comércios, estradas, fronteiras, economia, o esporte.
Um ABRIL que a natureza se abriu aliviada ...
Um ABRIL... que se diferenciou...
Um ABRIL, que estremecemos e em seguida nos decepcionamos com ídolos criados...
Um ABRIL que abriu as portas da ganância pelo poder em detrimento da necessidade do povo.
Onde a imoralidade política se escancarou.
Um ABRIL que lives se abriram para o show ser em sua casa.
Um ABRIL que as igreja, o centro, o templo, o terreiro não abriu, mas incontáveis igrejas, centros, templos e terreiros se abriram em casa e que se tornaram verdadeiramente um lar.
Um ABRIL que a escola não abriu, e os pais puderam conhecer seus filhos e filhos resgataram os pais.
Um ABRIL que os mais velhos se fecharam em casa, mas tiveram oportunidade de contar histórias pelo celular.
Um ABRIL que se pensarmos.
ABRIU as portas...escancarou escandalosamente as portas do coração, da solidariedade, da caridade, da paciência, da resiliência, da oração e da Fé.
Um ABRIL que abriu nossa alma e a coloriu de uma única certeza. A certeza da incerteza.
Que tudo... passa...
Menos o que verdadeiramente somos.. Que nossa essência é... SER HUMANO.
Então...
caminhemos...
QUE ABRAM-SE AS PORTAS DE MAIO...

(Autor desconhecido)

14/04/2020

SOU UMBANDISTA

Eu não sou má. Não prejudico ou seduzo pessoas. Eu não sou perigosa, sou uma pessoa normal como você. Tenho família, emprego, esperanças, sonhos.

Eu não sou parte de um culto.
Minha religião não é uma piada.

Minha religião tem fundamentos baseados no único livro escrito pelo Criador: a NATUREZA.

Não sou o que você acha que sou quando vê na TV reportagens tendendo a manchar nossa imagem, afinal, o mal está nos olhos de quem vê.

Não sou o que você escuta nos termos pejorativos e maldosos, porque a boca fala daquilo que o coração está cheio.

Não sou o que você assiste ou lê em notícias de pessoas que não sabem do que estão falando, porque da ignorância de muitos nascem fantasmas e somente projeções.

Eu sou real. Tenho razão e emoção.

Sorrio, choro, sou séria.
Tenho senso de humor.

Estudo sobre minha religião incansavelmente.

Sou filha da Lei e com base no que aprendo, procuro andar nela.

Conheço seus mecanismos e jamais manipularia nada e nem ninguém sem submeter à Lei meu merecimento acerca daquilo que peço.

Você não precisa ter medo de mim.

Sou protegida de Oxalá a Exu.

Exu, sim! Meus guardiões nada tem de demônios.

São amparadores, protetores e sustentadores da minha vida.

E também meus 'puxadores de orelha' quando a resposta está em mim e estou buscando fora, quando preciso corrigir algo para me tornar um ser melhor.

Não quero te converter. E, por favor, não tente me converter.

Sou muito mais parecida com você do que possa imaginar.

Sou uma pessoa que gosta de curtir a vida, fazer amigos, viajar, enfim, viver da melhor forma possível.

Para viver feliz é preciso muito pouco: um olhar carinhoso, um aperto de mãos, um sorriso, um beijo demorado, uma brincadeira sadia.

É imprescindível ter amor e gratidão por tudo e por todos.

Apenas me dê o mesmo direito que lhe dou: viver em paz e professar a minha fé.
O direito de trabalhar em meu benefício, em benefício do meu semelhante por honra e glória do Nosso Criador!

Texto Luiza Rocha

11/04/2020

Em tempos de pandemia, onde é necessário repensar e estabelecer novas formas de estar no mundo e onde a quarentena, e seu consequentemente isolamento, obriga muitos de nós a parar e refletir sobre cuidado em suas mais variadas dimensões (autocuidado, cuidado com quem amamos, cuidado com quem não vai conseguir/poder se cuidar, cuidado com a natureza, cuidado material e simbólico etc), gostaria de dividir um pouco do que venho pensando sobre a força que me sustenta: a fé na minha ancestralidade, a fé no panteão dos orixás que governa a minha vida.

Dentre eles, há um senhor regendo esse momento. O nome dele é Obaluayê.
Ele é o senhor da cura, mas o que muitos não sabem é que ele também é a própria doença.

Na história da humanidade, epidemias sempre se fizeram presentes. Em maior ou menor grau, há perdas (mortes) e assim é o ciclo da vida. Tudo que nasce, um dia morre. Vida e morte são faces da mesma moeda, assim como é a doença e saúde.

Naturalmente, tendemos a vilanizar uma das faces e estabelecer uma relação quase de negação, como se negar, inclusive, fosse dar conta de aniquilar a situação com a qual não sabemos lidar. Na cultura ocidental, nos falta repertório para enfrentar a morte, a doença, a tristeza, a penúria etc. Temos a falsa sensação de que só há tempo para viver, para se alegrar, para consumir e que precisamos afastar de nós qualquer coisa que ameace esse fluxo utópico de gozo ininterrupto de vida. No afã de viver, não aprendemos a morrer.

Em ioruba, Obaluayê é a junção de Oba (rei) + Ayie (terra) o que significa o “rei e senhor da terra”. Ele é a divindade que faz a intermediação entre o homem, enquanto dimensão física, e a terra, no que se refere ao mundo. Considerando que o homem nasce da terra e para ela retorna quando morre, a morte também representa o renascimento, a renovação. Para o novo existir, o velho precisa morrer.
Evidente que sentimos pesar com a possibilidade de perdermos quem amamos, de adoecermos, mas uma reflexão se faz necessária: o que esse tempo tem a nos ensinar? O que de velho em nós precisa morrer, para o novo nascer?

Talvez seja o tempo de aprendermos a nos recolher, de olhar para dentro, de cuidar do nosso corpo, de cuidar dos nossos mais velhos, de cuidar da nossa terra, da nossa natureza... de resgatarmos um tempo onde a coletividade tenha mais valor, onde o “meu cuidar” inunde a minha comunidade, assim como nos ensina o povo africano... talvez ainda tenhamos tempo de morrer para renascer, reverenciando a divindade que vive em mim, reverenciando a divindade que vive em vocês e, todes juntes, nos reconectarmos com o lugar de onde viemos, entendendo, sobretudo, que somos partes desse lugar...

Por isso, além do isolamento, façamos silêncio.
O senhor da terra está entre nós!
Deixemos só ele dizer o que de nós ele espera, o que ele quer que nós aprendamos com ele nesse período!

Atotô, Ajuberê. Respeitem o Velho Obaluayê!
🙌🏾🤍💜🙌🏾

Texto: Daniela Cardoso

11/04/2020

TRANCADOS!

"Sim, há medo. Sim, existe isolamento. Sim, há pânico. Sim, há doença. Sim, existe até a morte. Mas, dizem quem em Wuhan, depois de tantos anos de barulho, voce pode ouvir os pássaros novamente.

Dizem que, depois de apenas algumas semanas de quietute, o céu não está mais cheio de fumaça. Mas azul e cinza e claro.

Dizem que nas ruas de Assis, as pessoas estão cantando umas para as outras através dos quarteirões vazios, mantendo as janelas abertas para que aqueles que estão sozinhos possam ouvir os sons das famílias próximas.

Dizem que um hotel no oeste da irlanda está oferecendo refeições gratuitas e entrega em domicílio.

Hoje, uma jovem que eu conheço está ocupada espalhando panfletos com o número dela pelo bairro para que os idosos possam ter alguém para ligar.

Hoje, igrejas, Sinagogas, mesquitas e Templos estão se preparando para receber e abrigar os sem teto, os doentes, os cansados.

Em todo o mundo, as pessoas estão desacelerando e refletindo. Em todo o mundo, as pessoas estão acordando para uma nova realidade.

Quão grande somos realmente. Quão pouco controle realmente temos. Para o que realmente importa Amar. Então, oremos e lembremos que :

Sim, há medo. Mas não precisa haver ódio.
Sim existe isolamento. Mas não precisa haver solidão. Sim, há pânico. Mas não precisa haver maldade. Sim, há doença. Mas não tem que haver doença da alma. Sim, existe até a morte. Mas sempre pode haver um renascimento do Amor. Acorde para as escolhas que voce faz sobre como viver agora. Hoje, respire.

Ouça, atrás dos ruídos fabricados pelo seu pânico. Os pássaros estão cantando novamente. O céu está clareando. E, sempre somos envolvidos pelo Amor. Abra as janelas da sua alma. E, embora voce não seja capaz de tocar através do quarteirão vazio, CANTE !!!!

(Pe. Richard Hendrick / Ordem dos Frades Menores) (13/3/20)

Endereço

Jundiaí, SP

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