25/05/2026
Influência dos espíritos em nossas vidas
A pergunta de Kardec na questão 459 do Livro dos Espíritos aborda a influência dos espíritos em nossos pensamentos e atos. E eis a resposta: “muito mais que imaginais. A tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”
Os Evangelhos relatam algumas ocorrências nas quais Jesus afasta espíritos malfazejos de encarnados. Em um desses relatos, um pai pede ao Nosso Mestre que livre seu filho de um espírito que muito o maltratava, ora o jogando na água, ora no fogo. Nessa passagem, Jesus faz referência à fé, esclarecendo que tudo pode aquele que crê. Em seguida, liberta o menino do obsessor que o subjugava. Mais tarde, conversando com os seus discípulos, esclarece-os: “Os demônios desta espécie não podem ser expulsos senão pela prece e pelo jejum.” (Marcos, 9:13–28).
A influência espiritual negativa pode ocorrer de forma simples, sutil, e até chegar à subjugação, como na história referida no Evangelho de Marcos, quando há um completo domínio do encarnado, com perda do seu livre arbítrio, perturbação do seu organismo e de suas faculdades mentais. A isso chamamos de obsessão. Quadros assim são sempre resultado de uma imperfeição moral do encarnado, tornando-o presa de um mau espírito.
Condições obsessivas são muito frequentes em nossos dias, envolvendo pessoas, instituições e sociedades que se permitem arrastar nos mais variados desvios de conduta, fomentados por fragilidades íntimas inconfessáveis. Lembrando que todo esse processo associa-se a leis de causa e efeito, sintonia do pensamento e invigilância. Atos infelizes reverberam na linha do tempo, envolvendo-nos em reencarnações dolorosas de reajuste com as leis de Deus.
O processo de cura passa pelo afastamento do espírito obsessor, mas também, e muito importante, da educação do encarnado, visto que, na medida que este progride, naturalmente as leis de sintonia se encarregam de envolvê-lo em vibrações superiores. O sofrimento vivenciado nessas condições acaba por impulsionar o indivíduo para seu autoaprimoramento e consequente progresso íntimo. Portanto, vencer vícios e defeitos e angariar virtudes, auxiliados pela vigilância de pensamento e atos e a prática da oração, vão elevando o padrão vibratório, trazendo companhias espirituais benfazejas, favorecendo um caminho de libertação do mal e de ascensão espiritual.
Lembremo-nos da frase de Dona Isabel Salomão de Campos: “estudar Doutrina Espírita é evitar enfermidades da alma.” A frequência ao Centro Espírita, o passe, o culto do Evangelho no lar, leitura edificante e a prática do bem vão nos redirecionando a caminhada, ajustando-nos ao pensamento cristão, fazendo-nos deixar para trás as raízes do mal. O caminho não é a porta larga dos desvios diversos, mas a estreita da vivência da moral cristã, única, atemporal, imutável e universal.
📕 Por Denise Gasparetti Drumond, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” - 'Tribuna Livre’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, Juiz de Fora, MG.
https://tribunademinas.com.br/opiniao/08-05-2026/influencia-dos-espiritos-em-nossas-vidas.html
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