No ano de 1971, chegou em Juiz de Fora um jovem missionário por nome Mário de Oliveira que, apoiado pelo Superintendente Regional, Rev. Edmundo Gonçalves de Araújo, deu início a um programa de rádio, com o nome de “cadeia da prece”, por meio do qual alcançou grande audiência na cidade. Inúmeras pessoas recebiam as orações pelo rádio e eram milagrosamente curadas e libertas pelo poder da fé. Até qu
e no dia 24 de janeiro de l972, em um espaço público cedido pela prefeitura, no morro da Glória, bairro de Santa Catarina, o missionário Mário de Oliveira realizou a primeira reunião, usando como púlpito um caixote de cebolas vazio, de onde transmitia suas mensagens inflamadas de unção e poder. Por meio de suas orações de fé muitos eram curados e libertos de doenças físicas e espirituais e não poucos iam se convertendo ao Senhor Jesus Cristo, tornando-se cristãos fervorosos e sinceros. Logo, a grande multidão que ali passou a reunir-se, atraída pela palavra e as orações do missionário, teve que deslocar-se para um salão alugado na rua Ewbank da Câmara, onde as reuniões passaram a acontecer diariamente, à tarde e à noite. Depois de alguns meses o missionário, sentindo o chamado de Deus para abrir a obra em Belo Horizonte, entregou o trabalho para o Rev. Nadir Lautenschlager, nomeado pelo CND para substituir o missionário e o Rev. Araújo, tornando-se assim, o novo Superintendente Regional e pastor da nova sede da Zona da Mata. Agora, como sede da região, tendo à frente seu dinâmico pastor, o Rev. Nadir, motivado pelo entusiasmo do povo, adquiriu então um terreno no Bairro Democrata, à rua Rafael Zacarias, 65, onde deu início à construção de um templo, com o nome evangelístico de “Capela dos Missionários”. Depois de construído, era, na ocasião, o maior templo evangélico da região. Nadir esteve à frente da obra como pastor e Superintendente da Zona da Mata, cuidando do rebanho e promovendo um excelente ministério de edificação espiritual, consolidando a igreja e gerando novos obreiros para o campo até que, no início de l980, entregou o pastorado da igreja ao saudoso Rev. Benedito Batista, que também de maneira brilhante conseguiu realizar um bom trabalho evangelístico em um curto espaço de tempo, de pouco mais de nove meses, quando então por ordem do CND o Rev. Benedito foi transferido para uma cidade do interior de São Paulo. Quem assumiu o pastorado foi o Rev. Eldenir, que esteve apenas 15 dias à frente da obra, por ter que atender a um chamado do CND para regressar a São Paulo. Nadir, por ordem do CND, reassumiu novamente o pastorado provisório por alguns dias até que o CND decidisse, em sua reunião extraordinária, nomear definitivamente o pastor Mariano Júnior, empossado no dia 2 de setembro de l981, pelo saudoso Rev. Divino do Santos, Superintendente da Região de Divinópolis, MG; e membro do CND na época. Desde então, o pastor Mariano Júnior começou suas atividades pastorais de reestruturação do templo, adquirindo dois terrenos ao lado da igreja, ampliando o espaço e construindo assim o novo templo acoplado ao antigo, formando um complexo de obras bem estruturadas, que deu suporte ao crescimento da igreja. Além disso, construiu também ao lado um edifício de três pavimentos com salas para educação religiosa e demais departamentos. Em 1981, havia apenas três igrejas do Evangelho Quadrangular em Juiz de Fora, sendo a atual Sede Metropolitana a segunda igreja. Desde então, no decorrer destes 32 anos houve um crescimento numérico espantoso, tanto em membresia quanto em patrimônio. Por volta do ano de 1987, inspirado no sucesso do pastor coreano Paul Young Cho, o pastor Mariano Junior, criou o trabalho dos grupos familiares nas casas dos irmãos. Os líderes que sobressaíram nessas casas, foram promovidos a pastores, depois de passarem pelo I.T.Q. e Convenção. Seus grupos familiares cresceram transformando-se em congregações e, finalmente, em igrejas. Atualmente (2013) somos mais de 140 igrejas e congregações em Juiz de Fora. Se os grupos familiares (hoje células) fossem levados para dentro do nosso templo, teríamos que derrubá-lo para reconstruir outro com capacidade para mais de oito mil membros e teríamos hoje o maior templo de Juiz de Fora ou talvez de Minas Gerais. Em vez disso, optamos por promover os bons líderes, fazendo deles pastores e, de seus trabalhos, igrejas. Hoje, a nossa igreja em Juiz de Fora conta com um Instituto Teológico, que é referência nacional, o curso Missão Quadrangular Cristo para as Crianças e um patrimônio colossal em templos, terrenos e imóveis anexos. Em 1981 éramos a sede de toda a Zona da Mata que incluía desde São João Del Rei até Muriaé. Na nossa administração dividimos a Zona da Mata em nove regiões eclesiásticas, criando cinco dentro de Juiz de Fora e mais quatro no interior. A Zona da Mata hoje está dividida em dois setores: Zona da Mata I (sede Juiz de Fora) e Zona da Mata II (sede em Muriaé). A igreja de Juiz de Fora tem sido um grande celeiro de pastores espalhados por Juiz de Fora e outras cidades. Grande tem sido a prosperidade da obra do Senhor no decorrer destes anos. Por tudo isso louvamos ao Senhor. Toda honra e toda glória pertence a Ele! Aleluia!